Dia 3 de novembro foi o dia internacional do D&D.
Neste dia ocorre um jogo da RPGA, que é como um “campeonato” de D&D. Várias cidades jogam a mesma aventura e os resultados são catalogados. No proximo jogo da RPGA o jogador utiliza o mesmo personagem e os mesmos itens adquiridos anteriormente. Assim é como se o mundo todo jogasse a mesma campanha. É uma idéia que funciona, afinal tem mais de vinte anos.ddwgd

Neste ano, não sei ao certo se a aventura “Frostsilver” valeu para a RPGA. Mesmo assim o mundo inteiro jogou na mesma “dungeon” por uma tarde. Eu fui o DM de uma das mesas aqui em minha cidade. Aqui o “kit” chegou na quinta-feira dia 01 e não houveram maiores detalhes sobre como proceder. Mas nada que nos impedisse de jogar.

O Cenário:
“The Fall of Frostsilver” foi a aventura exclusiva selecionada para o WWDDGD. Frostsilver era uma fortaleza anã, desaparecida há muitas gerações.
O grupo encontra um mapa com a localização desta ruína, sendo que no grupo os dois anões são irmãos descendentes do clã Frostsilver, portanto não foi necessário nenhum forte argumento de convencimento para que eles fossem investigar o que aconteceu á fortaleza.
Lá chegando, deparam-se com goblins, com criptas profanadas e dois seres de underdark que passaram a habitar o local.

Os personagens:
Dos cinco personagens, apenas um era humano e era uma mulher. Os “machões” do RPG devem ter ficado cheio de dedos. Muito boa a sacada da Wizards.
Era um grupo de 4º nível , muito bem equipados. Quase todos (incluindo monstros) tinham armas Obra-prima.
O grupo era composto por :

* Tara Redstag: Humana Guerreira
* Xaphnia Liadon: Elfa Feiticeira
* Morn Frostsilver: Anão Clerigo
* Durven Frostsilver: Anão Paladino
* Gavin Gallowslee: Halfling Guerreiro/Ladino

Um grupo bem composto, de atributos bem distribuídos e sficientes para enfrentar diversos tipos de perigos. Aqui você encontra as fichas destes personagens.

A aventura:
Após ler com cuidado a aventura, percebi que teria que adotar certas posturas se determinadas ações fossem tomadas. Assim, eu logo deixei bem claro aos jogadores que para que seus personagens sobrevivessem, eles deveriam agir como um time. Mas jogador não costuma ouvir ao DM.
A aventura foi curta. Infelizmente marcar as duas da tarde e as quatro parece ser a mesma coisa para algumas pessoas, então nos atrasamos muito e isto foi um dos fatores que impediram a conclusão da aventura em minha mesa. O outro fator eu relatarei abaixo.
Logo ao entrarem, os personagens se deparam com quatro goblins arqueiros e dois khenshars. Os khenshars são canídeos que contraem para trás a pele da face e com o crânio exposto, uivam para amendrontar suas vítimas. Um deles tentou atingir o Halfling com seu uivo e conseguiu. Por um minuto o halfling não conseguiu agir. O outro tentou atingir o anão que se aproximava. Mas era um paladino, portanto imune a medo.
Sem problema o grupo passou por este primeiro confronto. Quase não foram atingidos e a guerreira ainda conseguiu um acerto crítico ao lançar sua Azagaia.
Junto ao salão de entrada havia uma fonte de agua potável, em uma das paredes havia um buraco de mais de trezentos metros de profundidade, segundo a estimativa do clérigo Anão. Nada demais ali.
Ao avançarem na fortaleza, o grupo se depara com uma cripta. Onde deveriam haver os restos mortais de anões que ali habitavam, não havia nada. A cripa estava inteira revirada, exceto um sarcófago. Ele estava intacto. Em runas o sarcófago contava a historia de um incansável anão que combatia as hordas inimigas. Havia também um aviso, amaldiçoando quem perturbasse o sono daquele que ali jazia. O paladino lançou detectar maldade e percebeu que ela emanava do sarcófago. Obviamente, o paladino anão temente a seu deus Moradin decidiu ignorar todos os avisos e, claro, profanar mais uma tumba.
Enquanto isto, o clérigo e a feiticeira resolveram explorar por conta própria. Uma das atitudes mais acertadas e coerentes que eu como DM já pude presenciar… Neste momento, comecei a adotar a postura “Eu avisei” de mestrar.
De dentro do sarcófago saiu uma Sombra. E sem cessar atacou aqueles que identificou como mais fortes: A humana Guerreira e o Paladino Anão. O Halfling guerreiro mesmo percebendo que não atingia a sombra sem armas mágicas, continuou a insistir no erro e foi ignorado.
O clérigo e a feitceira se depararam com dois Mephits de gelo. No combate, o machado do clerigo escorregou e caiu em uma cratera e sua besta foi congelada. A feiticeira utilizou fogo para combater as criaturas o que acabou equilibrando as coisas e mesmo com dificuldades derrotaram os Mephits.
Na cripta o Paladino e a Guerreira se arrependiam de ter violado o sarcófago, em um ultimo sacrifício, quase no fim de suas forças (literalmente) o Paladino utilizou Destruir o Mal - o qual o benevolente DM permitiu que fosse utilizado, deixando para depois a puniçao por não agir como um Paladino - porém sem grande eficiencia. Mesmo debilitados, venceram a sombra, saquearam o sarcófago e sem pestanejar vestiram a armadura que lá havia, a bota e o machado. Moradim em breve ajustaria contas com seu servo.
Mesmo antes de derrotar os inimigos, a cautelosa Feiticeira adentrou mais uma sala. Sozinha.
Era uma câmara de ossos, com uma piramide de ossos anões ocupando o centro da sala. Esta era a razão pela crípta estar vazia, afinal.
Sem pensar duas vezes o Halfling decidiu investigar a pilha e identificou um brilho prateado no meio da pirâmide. A pilha veio abaixo e o halfing tirou da mão de um esqueleto um ordinário anel de prata.
Tomando um tempo para se organizarem e após discutir sobre violações e vilipêndios os personagens decidiram prosseguir abrindo mais uma porta.
O Paladino mais uma vez foi a voz da sapiência e proseguiu na frente. Em termos de narração, digamos que ele estava bem debilitado fisicamente. Em termos de jogo ele estava com força 8 após o combate contra a sombra. Mas como eu disse anteriormente, Moradim teria sua justiça. Ao abrir a porta o paladino enxergou um Hobgoblin tentando se esconder. Assim, partiu pra cima dele. Infelizmente ele não viu o que estava do outro lado da sala e foi flanqueado. Este ataque surpresa não causou tanto dano quanto poderia. O reforço dos amigos chegou em seguida, mas o paladino já tinha um encontro marcado com seu deus. Em duas séries de ataques duplos e estando flanqueado, ele caiu. A guerreira também estava debilitada (Força 11) mas conseguia bons ataques e impediu os monstros de causarem ainda mais estragos. O grupo voltou a agir como um time e derrotou os dois Hobgoblins que estavam bem armados.
Mais uma pausa para recuperações, poções e magias de proteção e entraram no que parecia ser uma capela.
Uma parte dela estava imersa na escuridão e nela apenas dois olhos vermelhos podiam ser vistos, como se estivesse aguardando.
Goblins arqueiros e guerreiros estavam a postos e perto do altar, um anão de pele acizentada portava uma varinha que gotejava ácido no chão.
Era o ultimo combate. Os personagens estavam exauridos em magias, atributos, pontos de vida, coragem e tempo.
Eram 18h e nós tínhamos que ir embora. Particularmente, eu creio que os jogadores iriam vencer esta ultima batalha, mas apenas se voltassem a agir em grupo e não antes sem mais alguma perda.

Conclusão:
O saldo final foi muito bom. Eu me diverti. Os jogarores se divertiram, mas querem a revanche. E o dono do personagem morto reclama porque não sabia quais eram as habilidades de um paladino. Como se ele não ter lido a ficha fosse culpa do DM!
Então creio que em breve, Frostsilver será explorada novamente. Mas será que ela continuará a mesma?

Recompensa:
Todos receberam a miniatura e o cartão de estatisticas de seus personagens, para usar tanto em D&D como em D&DMiniatures. Receberam também a miniatura de um Monstro com uma pequena Prévia do D&D 4a Edição.
O DM ficou com os monstros utilizados na aventura, com o mapa de Frostsilver e com um conjunto de dados.
Como no dia 4 foi meu aniversário, então o D&D Worldwide foi meu presente ! Arriba !