Eis os Halflings na 4ª Edição de Dungeons & Dragons
Sexta-feira é dia sagrado para os devotos de São Jorge. Nada a ver com aquele time de futebol lá, mas sim com nossa coluna especial de D&D 4ª Edição! E hoje, mais uma tradução de um texto da seção Design & Development, escrito por Chris Sims para o portal da Wizards of the Coast, falando daquele povo chato que gosta de fumar cachimbo, construir tocas e achar anéis que não lhes pertencem. Ops, raça errada (e aqui não é lugar para duplos sentidos). Afinal, estamos falando mesmo é dos Halflings!
Link original: http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/drdd/20080208a
==========
por Chris Sims
Rios e riachos cruzam por todo o mundo, e assim como as águas que se movimentam, os halflings nômades fazem o mesmo, silenciosamente. Contam as lendas que Melora e Sehanine, em união, criaram os halflings e instilaram no diminuto povo o amor pelas águas e pela natureza em geral, além de nomadismo e furtividade inatos. As mesmas lendas contam ainda que ambas divindades então deixaram os halflings à própria sorte.
Durante eras os halflings viveram dessa forma, formando comunidades familiares muito próximas, lideradas pelos membros mais velhos e sábios. Clãs de halflings vagam pelo mundo, jamais parando por muito tempo e raramente reivindicando qualquer lugar específico como propriedade. Suas tradições nasceram e sobreviveram em meio a uma população em constante movimento e pouco influenciada pelas maneiras das outras raças. Independentes e auto-suficientes, os halflings nunca atraíram para si muita atenção e dificilmente o farão no futuro.
Porém, Avandra, a deusa da bravura, das viagens e da sorte, tomou conhecimentos da movimentações halflings pelo mundo e pôs-se a acompanhá-los. Parecia a ela que o povo pequeno, apesar de não ser de sua criação, eram manifestações vivas de seus principais ideais. Dizem os halflings que Avandra sorriu para eles naquele dia, adotando-os como povo de sua tutela e abençoando-os com boas sorte e realizações em suas jornadas mundo afora. Qualquer um que conheça halflings tem poucas dúvidas de que a sorte está, de fato, do lado deles.
Halflings, por sua vez, consideram fábulas desse tipo verdadeiras, e a rica tradição oral que perpetua tais histórias é uma parte importante de sua cultura. Jovens halflings aprendem todo o conhecimento de seu povo, clã e famílias apenas ouvindo as histórias que os mais velhos e respeitáveis contam. De tais contos, as crianças halflings tiram lições de moral e conhecimentos em muitos aspectos da vida. Marginais a todas as decisões políticas, guerras e outras empreitadas por parte de impérios e nações, halflings observam e principalmente preservam tudo o que eles aprenderam entre si.

Entre as sagas e lendas favoritas contadas pelos halflings estão aquelas que relatam a vida e realizações de bravos halflings que, lançando-se sozinhos pelo mundo, conseguiram feitos de grande notoriedade. Halflings são um povo prático, preocupando-se com as coisas simples da vida. Aqueles que são aventureiros também o fazem, mas de uma maneira diferente. Um membro dessa raça deixa a segurança de sua família ou clã não em função de grandes ideais, fama ou riquezas, mas sim para proteger a comunidade ou seus amigos, para provar suas habilidades e capacidades, ou mesmo para simplesmente conhecer mais do mundo do que seu estilo de vida nômade pode oferecer.
Um típico herói halfling tem o tamanho de um humano na pré-adolescência, pórém com pés ligeiros, mãos hábeis e raciocínio veloz, além de ser corajoso e destemido. Entre seus talentos mais comuns estão a furtividade e a engenhosidade. Sorte e determinação o levam ao sucesso onde outros falham; é a manifestação de tudo aquilo que os halflings estimam, sendo assim um aliado valoroso e ao mesmo tempo um inimigo perigoso.
Todas essas informações surgiram durante o processo de criação dos halflings para a 4ª Edição de Dungeons & Dragons. A concepção popular da raça na 3ª edição foi levemente repensada, de forma que a mecânica do jogo dê validade aos elementos subjetivos e históricos dos halflings. Ainda são considerados uma raça de pequenos, muito embora não do mesmo modo postulado na 3ª edição – onde halflings têm o tamanho de humanos com idade de 3 ou 4 anos. Eles continuam dando bons ladrões, mas agora também são rangers de respeito. Alguns novos aspectos, como um “puxão” no Carisma e uma leve influência do elemento sorte, além da viabilidade de termos halflings warlocks, reforçam a raça como sendo amáveis protagonistas. Um halfling pode ainda ser um inimigo “duro de matar”, com língua e espada ambos afiados.
Em outras palavras, os halflings são exatamente o que os jogadores veteranos de D&D esperam da 4ª Edição, em termos de melhorar e desenvolver algo que funcionava bem na 3ª Edição. Bases semelhantes, suporte das regras para com a história e tanta diversão quanto antes, se não ainda mais.
Outras Escarradas semelhantes...
D&D 4E News - Races and Classes.
Erratas D&D 4 ª Edição ou "A única vez em que errei foi quando pensei estar errado."


4 Responses so far
reyjr
February 15th, 2008
2:27 pm
Só faltou dizer que este artigo foi traduzido e o post todo produzido pelo Austríaco !!
Cujo apelido secreto é Frodo ! Dá-lhes !
Tsu
February 16th, 2008
5:56 pm
Nossa…agora todos os halflings são Bilbos e Frodos Bolseiros…
O pior é que halfling é um nome depreciativo para denominar os hobbits…. (pow…metade?)
Cid..
February 19th, 2008
12:51 am
UahuuhaUAHHA
gostei dessa..
quem sabe eu não tomo coragem e jogo de halfling um dia (espero que não me de sono no meio da mesa.. rsrsr)
abraços..
Mellina
March 5th, 2009
4:50 pm
Eu já criei coragem…acho que não vai chegar a dar sono não, tudo depende do jogador e do grupo que você está. Estou com boas expectativas, tipo já ouvi dizer muito que jogar com a classe monge é ruim demais, mas já vi muito monge rox…acho que tudo depende.
até…=D
Leave a comment