Acessórios para RPG - Tê-los ou não?
RPG April 9th, 2008por Rey Jr.
“Com um olhar, todos os personagens podem ver a variedade de coisas acontecendo por todo o campo de batalha. Eles sabem que o Azer mais á esquerda está “marcado” pelo Anão Paladino, os dois do canto superior estão marcados pelo Humano Guerreiro, dois dos Azers estão sangrando, e o Azer perto do Ladino está dando vantagem em combate.”
Salve, salve, pessoal!
Conseguiu visualizar a cena acima? Imagina você narrando isto. Agora imagina você sendo o jogador e tendo que prestar atenção aos detalhes para não deixar escapar nada. Complicou hein?
É para isto que servem os “acessórios”.

Haja mesa!
Acessórios são todos aqueles materiais que visam facilitar a vida de mestres e jogadores, como fichas, cartas, miniaturas, mapas quadriculados, dados, até mesmo papel e lápis se você estiver num Live-Action.
Em certos jogos, estes acessórios são menos necessários. Você não precisa de miniatura para indicar que seu vampiro está utilizando Dominação no Carniçal do Príncipe Toreador, ou de marcador para indicar que seu Garra Negra crinou quando o Espiral Negra abriu uma lata de Wyrm-Cola.
Já numa clássica partida do tão antecipado D&D 4e, parece que marcadores, miniaturas e mapas serão vitais ( a ponto de perderem o status de acessórios e se tornarem elementos básicos).
Os acessórios são um legado dos Wargames de antigamente e como o RPG derivou deles, é natural que tenham herdados também estes elementos. Com o passar do tempo, eles foram se tornando luxo. Aqui no Brasil eles nunca existiram em profusão, ainda mais no início do RPG, onde uma miniatura roxa de First Quest era a última palavra no quesito Miniaturas Modernas (Ah o chumbo faz mal pra saúde. O plástico só pro meio-ambiente).
O restante dos produtos só podiam ser encontrados em importadoras e pelos olhos da cara. Não que hoje esteja barato, um conjunto de dados é um absurdo, mas pelo menos é “possível” encontrar.
Tendo em vista os preços e a disponibilidade (sem contar o gosto pessoal de cada um), até onde vale a pena adotar tantos acessórios?
Darei uma de advogado do diabo e defenderei os dois pontos , a favor e contra, e a decisão fica por conta de cada um.
Á favor dos acessórios : Com a mesa cheia de acessórios o jogador consegue ver melhor toda a situação. Um jogador estrategista pode surpreender até ao DM com um plano melhor elaborado. O cenário 3D dá mais sabor ao jogo e nem é tão difícil decorar o que significam todas aquelas continhas coloridas. Com o cenário já pronto o DM fica livre pra pensar em estratégias de combate. Afinal todo monstro luta pela própria sobrevivência e não se vê como um obstáculo a ser derrotado pelos personagens. Assim, se cada combate for uma batalha, os jogadores pensarão com mais cuidado antes de sacar a espada. E aquela miniatura de Dragão Dourado em escala é chuta-bundas total, como diz o pessoal.
Contra os acessórios: Acessórios são caros. importados, demoram para chegar sofrem com imposto e taxa de dólar e todo o trabalho nem sempre compensa. Com o dinheiro que gastaria nisto você poderia adquirir mais uns livros. O uso de miniaturas, marcadores e o diabo é um limitador para a imaginação de mestres e jogadores. Se tudo estiver descrito, o mestre perde sua função de narrador, se tornando um mero rolador de dados. Você não quer que seus personagens saibam tudo o que está acontecendo no combate, o Orc pode estar ferido, mas o jogador pode nem ter notado. Se ao invés de o jogador interpretar a conjuração da magia ele apenas me passar uma carta por baixo da mesa, acaba o Roleplay.
Para ajudar a reforçar ambos os lados, irei disponibilzar 3 links que tratam sobre acessórios, vale a pena dar uma navegada e decidir se tudo isso é cool ou nonsense.


April 9th, 2008 at 8:26 am
Eu não achava legal e sempre senti que apesar de ajudarem em situações de combate por situarem a cena que tende a ser caótica, acabavam fazendo com que esses mesmos momentos ficassem muito mais demorados e destacados, aumentando a relevância dos combates frente às demais ocasiões em que miniaturas, marcadores, etc e tal não são necessárias.
Mestrei AD&D (destaque para o “A”) por três anos sem recorrer a miniaturas e ainda que alguma sittuações confusas tenham surgido, no geral não houve problemas que não puderam ser resolvidos. E os combates eram mais orgânicos, intuitivos e, mais importante, divertido, pois a confusão ocasional causava risos e xingamentos amigáveis (”Pô, seu desgraçado, eu que estava matando esse Ogro!”).
Mas não tenho como negar que a partir da 3a edição - e agora na 4a edição nem se fala, pois como o Rey disse, “acessórios” são essenciais - a necessidade de marcadores, mapas quadriculados e demais artigos eram muito úteis, uma vez que ataques de oportunidade, hexágonos adjacentes, exatos nove metros de movimentos e demais exigências do sistema pediam por um auxílio visual.
Uso os acessórios hoje em dia porque, de outro modo, aí sim a choramingação dos jogadores quanto ao alcance, movimentação, área de efeito, etc, causam mais atrasos no jogo do que a presença dos acessórios.
Por fim fica uma dica: a de não usar o principal limitador dos acessórios - que é o mapa quadriculado - e optar por usar apenas uma régua (se possível, uma régua de pano) para medir distâncias e áreas. Demora um pouco mais, mas há mais liberdade de movimentação (pois é possível se mover em diagonal, reto, em círculo, etc, para aonde se quer ir) desde que dentro do limite de metros.
Enfim, é isso. Abraços!
April 10th, 2008 at 4:28 pm
Creio que eu viva um meio termo Rey…
Meu começo do rpg foi puro improviso, muitas vezes sem dados, era pouca grana. Ai foi aparecendo um amigos com mais condição ou que estavam dispostos a rachar livros…
D&D me mostrou que quadrex, miniaturas (as minhas são improvisadas com lego, fica legal!) e todos esses apetrechos podem ser úteis divertidos e proporcionam uma experiencia diferente da anterior.
Mas o tempo que se consome com isso e se perde com roleplay me incomoda muito…
Um meio termo é ideal…
April 10th, 2008 at 4:29 pm
corrigindo: se perde “DO” roleplay
April 12th, 2008 at 5:20 pm
Acho interessantes miniaturas, mas é bem fácil se o mestre tiver uma lousa e um pincel atômico
vinte faces atualizado
April 14th, 2008 at 4:12 am
Como eu adoro wargames, miniaturas são indispensáveis!
April 15th, 2008 at 3:33 am
Nunca fui de usar miniaturas, mas pelo que eu li do 4ªedição até agora, é melhor se deixar levar pela onda e comprar os badulaques, pq lembrar todas essas marcações vai ser um saco! Eu vou ter que confiar nos honoraveis projetistas do 4ªed. ¬¬ arre
April 15th, 2008 at 9:03 am
Fala Grande Rey, blz?
Miniaturas ajudam, com certeza, a visualizarmos melhor a situação que está ocorrendo, mas não, necessariamente devem influir no Role-Play da conversa entre os personagens ou destes com NPC amigáveis.
Se elas são essenciais em batalha ou em situação de risco, dispenso-as numa taverna ou no Templo de Heironeous ou ainda, na Caverna do Oráculo, por razões óbvias.
Um abraço a todos.
Waltinho.