D&D 4ª Edição - Primeiras Impressões e Primeira Ficha D&D 4E.
RPG June 3rd, 2008Por Rey Jr.
Então, o livro do D&D 4ª Edição já está disponível em algumas lojas americanas e ontem eu fui até os States comprar o meu e voltei hoje.
Quem me chamar de mentiroso e baixador de .pdf pirata será processado por injúria, calúnia e difamação!!
E o Ooze, D&Dísta como ele só não poderia deixar de publicar uma opinião sobre as primeiras impressões sobre o aguardado lançamento.
Assim como muitos outros blogueiros fizeram, deixo aqui minha opinião para você adicionar á lista de opiniões-não-parciais como a maioria que se ve por aí.
Antes porém, quero deixar claro que eu sempre pendi favoravelmente a 4ª Edição e quem acompanha o blog sabe disto.
Só o Livro do Jogador
Por enquanto dei ênfase ao livro do jogador, ainda não tive tempo de me ater aos outros, porém o “grosso” do sistema está neste livro e aqui estão as principais informações para um jogador iniciante.
Para analisar o D&D 4 eu poderia adotar duas posturas: Uma de jogador veterano que se depara com uma mudança brusca. Outra de crítico resenhador de um novo sistema. Como toda massa disforme, malcheirosa e gosmenta que é o Ooze, iremos misturar tudo.
A qualidade gráfica do livro é inquestionável, as ilustrações são na imensa maioria de cair o queixo. Algumas são medianas e bem poucas são fracas. Porém nem todas são inéditas para quem já vem acompanhando o noticiário da Quarta Edição no site da Wizards.
As mudanças nas regras tornaram aquela salada de números típica do D&D mais fáceis e rápidas, isto é indiscutível, porém não significa que o jogo perdeu em complexidade. Será muito difícil jogar sem marcadores para saber quais das diversas condições afetam os combatentes e impossível jogar sem miniaturas ou tabuleiro.
Até quem nunca jogou D&D achará muito fácil criar um personagem pois o livro é repleto de referências e muito bem organizado.
O novo D&D entrou de cabeça na Era do Visual, e parece que o livro todo foi pensado de modo que as informações ficassem estampadas na sua testa. Agora, os vários poderes são distinguidos por cores, os personagens por miniaturas e o cenário por tabuleiros. Mas em contrapartida a dependência do jogador por tabelas é quase nula.
Faltou contudo um pouco mais de descrição sobre as raças e classes e também alguns elementos “básicos” do D&D. Parece que das duas, uma: Ou cortaram para deixar o jogo simples e rápido ou cortaram para apresentar depois em suplementos “que você não pode ficar sem!”. É acho que a segunda opção vence.
Itens mágicos agora estão no Livro dos Jogadores, parece até uma piada interna, até porque são raros os DM que se interessam em obter aquele item poderosíssimo! Deste modo os jogadores podem até basear a história de seus personagens na busca de determinado item.
As regras de coisas-a-se-fazer-quando-não-em-combate são rápidas e diretas, reforçando sempre a tese de que o D&D ocorre durante os Encontros, quer sejam de combate ou de perícias. Aliás, o sistema de perícias está genial e nunca mais você vai ter que ficar comprando graduações e gastando MEIO PONTO em perícias que não são feitas para você ter.
E por ultimo a ficha de personagem. Ela está repleta de informações e fácil de preencher, ela praticamente se explica sozinha. Preenchedo-a direitinho você terá que recorrer ao livro de vez em nunca.
De tão fácil que é fazer um personagem e preencher a ficha que não pude me conter a publicar um experimento.
Abaixo, conheçam o primeiro personagem do Ooze para Quarta Edição: Primus Prototipus ! Literalmente, um Sangue-Bom!
I’m a monster, graaawl!
Lista de Poderes - Na ficha ficou faltando 1 poder At Will (corrigido!!!), que segue abaixo:
Furious Smash * Warlord Attack 1
You slam your shield into your enemy, bash him with your
weapon’s haft, or drive your shoulder into his gut. Your attack
doesn’t do much damage—but your anger inspires your ally to
match your ferocity.
At-Will * Martial, Weapon
Standard Action * Melee weapon
Target: One creature
Attack: +6 vs. Fortitude
Hit: Deal damage equal to your Strength modifier, and then
choose one ally adjacent to either you or the target. This
ally applies your Charisma modifier as a power bonus to
the attack roll and the damage roll on his or her next attack
against the target. If the ally does not attack the target
by the end of his or her next turn, the bonus is lost.
Viper’s Strike * Warlord Attack 1
You trick your adversary into making a tactical error that gives
your comrade a chance to strike.
At-Will * Martial, Weapon
Standard Action * Melee weapon
Target: One creature
Attack: +6 vs. AC
Hit: 1D10 + 6.
Effect: If the target shifts before the start of your next turn,
it provokes an opportunity attack from an ally of your
choice.
Dragon Breath - Dragonborn Racial Power
As you open your mouth with a roar, the deadly power of your
draconic kin blasts forth to engulf your foes.
Encounter * Fire
Minor Action * Close blast 3
Targets: All creatures in area
Attack: +8 vs. Reflex*
Hit: 1d6 + 2.
Inspiring Word * Warlord Feature
You call out to a wounded ally and offer inspiring words of courage
and determination that helps that ally heal.
Encounter (Special) * Martial, Healing
Special: You can use this power twice per encounter, but only
once per round.
Minor Action * Close burst 5
Target: You or one ally in burst
Effect: The target can spend a healing surge and regain an
additional 1d6 hit points.
Guarding Attack * Warlord Attack 1
With a calculated strike, you knock your adversary off balance
and grant your comrade-in-arms some protection against the
villain’s attacks.
Encounter * Martial,Weapon
Standard Action * Melee weapon
Target: One creature
Attack: +6 vs. AC
Hit: 210 + 4. Until the end of your
next turn, one ally adjacent to either you or the target
gains a +2 power bonus to AC against the target’s attacks.
Inspiring Presence: The power bonus to AC equals 1 + your
Charisma modifier(+2).
Bastion of Defense * Warlord Attack 1
Honorable warriors never fall!
Daily * Martial, Weapon
Standard Action * Melee weapon
Target: One creature
Attack:+6 vs. AC
Hit: 3D10 + 4. Allies within 5
squares of you gain a +1 power bonus to all defenses until
the end of the encounter.
Effect: Allies within 5 squares of you gain temporary hit
points equal to 5 + your Charisma modifier (+2).
P.S.: Agradecimentos especiais á Tiago Kareen Dulak e Carlos Aechaeron(& Laury) por passarem a ficha pro Photoshop!
P.S.2: Aqui vão fichas em branco para quem quiser.


June 4th, 2008 at 12:09 am
Muito bom, porém, disconcordo de quase tudo que foi dito. Ou não! Rá! Divertido fazer uma classe nova, e uma raça nova, de um sistema novo, preenchendo uma planilha nova.
Não consigo me conter em pensar q dia 20 teremos esses livros em mãos para vilipendiar e matar-pilhar-destruir-colocar-fogo-no-que-sobra!
HAIL MUNCHKIN!
June 4th, 2008 at 8:38 am
Concordamos em diversos pontos Rey!
A divisão direta por função em combate (defender, striker, leader e controller) e os powers com danos por niveis bem semelhantes ajudam a resolver o problema das “classes perdidas” que não se sabia aonde enfiar.
É mais fácil adaptar, alterar, criar qualquer coisa. O bardo mesmo, não está ai, mas se alguém quiser criar fica muito mais fácil a meu ver. No antigo D&D a criação de uma classe ficaria bem mais difícil.
As pericias também adorei, apesar de eu achar que poderia ter muito mais opções.
E quanto as imagens eu acho meio a meio. Gostei de muitas, mas outras achei outras simplesmente horríveis.
June 4th, 2008 at 8:44 am
Ah tá esqueci:
“Então, o livro do D&D 4ª Edição já está disponível em algumas lojas americanas e ontem eu fui até os States comprar o meu e voltei hoje.”
hauhauhauhauhauhauhauhauahuahuahuahauhauhauhauhauahuahauhauhauhauhauahuahauhauhauhauahuahauhauhauahuahuahauhauahuahu…
June 4th, 2008 at 8:46 am
Porra esqueci denovo. Prefiro o At-Will Power que deixa um aliado adjacente atacar usando um ataque básico mais seu bonus de Int, achei muito divertida a idéia.
June 4th, 2008 at 8:49 am
Phill, eu também gostei muito deste At Will, mas o Primus não é um Primor de Inteligencia !
AHAHAHAA
Abraços
June 4th, 2008 at 11:36 am
Convenhamos, é um sistema para matar, pilhar e destruir.
Claaaaro que dá para rolar jogos com magnífico roleplay, mas daí é mais - totalmente mais - pelas pessoas envolvidas do que pelo sistema, que realmente pouco se importa com isso.
Eu já nem duvido mais que nos livros dos cenários vai ter descrições de cidades assim:
Lirinder - Cidade boa para comprar itens mágicos no valor de até 5000 PO. Nível médio dos encontros na cidade: 4º. Monstros corriqueiros: Ogros.
Não que algum dia os livros básicos se afundasse demais em qualquer coisa realmente envolvendo interpretação, mas ao menos tentavam de um modo meio canhestro. Agora nem isso.
Os jogos na 4ª edição estão para mim como estão os jogos como Paranóia e Toon: algo divertido de fazer por umas duas, três sessões, só para relaxar. E depois ir jogar sério alguma outra coisa.
Enfim, é isso. Abraços!
June 4th, 2008 at 12:22 pm
A questão do Roleplay em D&D é complicada. Um dos desenvolvedores do 3.0 já falava, “D&D foi feito pra chutar bundas”. Só vejo no 4.0 uma evolução nessa idéia…
A interpretação sempre veio mais do grupo que de idéias dos livros core. Vide a sugestão das piadas no livro do mestre de AD&D, meu grupo até hoje fala que vai levar livro de piada pra contar em sessão e me cobrar xp depois
Essa realidade de D&D não deveria me incomodar, mas incomoda por que essa ausência influencia uma nova geração que vai surgir, cheia de texugos felizes…
E quanto aos cenários acho que pode vir algo do tipo:
Lirinder
Buy: IM (5000PO)
NM: 4
MC: Ogros
June 4th, 2008 at 12:46 pm
Eu fico me perguntando desde quando o D&D é um jogo de Roleplay.
Ele saiu de um wargame que por ser muito limitante ganhou regras e mais regras para encaixar “todos os tipos de coisas”.
O D&D 1ª Edição era só porrada. O AD&D era porrada e meia, com a adição da perícia Heal pra todo mundo poder curar uns pontinhos de vida na faixa.
O 3ª Ed. não tem em seus livros básicos não tem nada de “flavor text”. É tudo austero e mecânico (apesar do livro dos monstros conter boas descrições). A cidade de 3.X é descrita por níveis, por quantidade de ouro máxima, por níveis de personagem e alinhamento.
A quarta edição errou ao nomear de PODERES o que antes eram Talentos, Orações e Magia. O pessoal pegou a tecla game e começou um verdadeiro Button Mash justamente por conta dos poderes. Muitos dos quais SEMPRE existiram mas que agora tornaram-se o centro das atenções.
(Cont.)
June 4th, 2008 at 12:53 pm
O 4E claro que se apegou ao tabuleiro e as miniaturas. Eles vão lucrar mais com isto, porque produzem este material. A Wizards nasceu á partir do Magic, se lembram. Além do mais a geração que vem aí nasceu numa época onde já existia internet, para eles ler um livro xerocado em PB e com ilustrações sofríveis é inconcebível. Eles querem Cores, Estilo e Facilidade, pois senão voltam para o Game que dá a eles tudo mastigado.
Os RPGS precisam se atualizar, como se atualizaram ao abandonarem as infinitas tabelas. Os jogadores não são obrigados a se atualizarem, mas não podem culpar uma empresa por tentar sobreviver.
A 4E tem tantas regras para combate quanto a 3.X apenas agora o seu personagem tem MUITAS opções de ação desde o primeiro nível, e não á partir do 5º como na irmã mais velha.
Entre 3.X com seus bardos e rangers inúteis, suas multiclasses esquisitóides, suas classes de prestigio combadas e seus Ajustes de níveis e a 4E com seus poderes mirabolantes, curas pra todos os lados e teleportes raciais, fico com a segunda.
June 4th, 2008 at 3:25 pm
bom…assim q fizer o playtest faço algum comentário dessa edição nova
June 4th, 2008 at 3:42 pm
O “cura pra todos” é mais um esforço heroico que uma cura. É o ultimo folego e bla, bla, bla… O grande complicado é que eles inserem e nomeiam a coisa de uma forma que parece magia cura na cara de pau…
A Wizard até aonde vi nunca se preocupou muito em manter a mecanica junto ao roleplay. No final o mestre que se fode…
Quanto ao nome “power” confesso que não me assusta. Existe outro termo que é pior mas não lembro agora.
Po galera, se quiserem conversar me adicionem no msn felipedesmelo@hotmail.com. Era pra eu já ter adicionado vocês no msn, mais ta foda…
June 5th, 2008 at 2:53 pm
Pra mim a 4 edição ta igualzinho o WorldofWarcrat raças,classes, talentos, os equips ta tudo igual.
Se em D&D temos os MUNCHKIN no WoW temos os Twinks, “cura pra todos” algumas classes tem magias que curam em área e tem um custo alto para o char e pelo que eu vi no livro do jogador este tras muitas regras para o jogo com miniaturas, reforçando a verificação de distancia para ataque, magias com dano em área, etc.
Acho que seria legal vcs jogarem pelo menos uma vez WoW, a semelhança vai assustar vcs …
June 5th, 2008 at 3:31 pm
Foi como eu estava conversando com o Kareen, eu como DM de longa data e muitos outros sabemos como interpretar este novo conceito de cura e dano. “O Warlord dá um berro e o personagem ganha X pontos de vida”. Quem não tiver boa vontade vai taxar isso de “videogame”. Quem tiver um pouco de boa vontade vai perceber que agora os PVs não representam ferimentos em si e sim a capacidade de luta de um personagem.
Mas é aquilo realmente cada um vai ver o que quiser, não adianta tentar convencer.
June 6th, 2008 at 7:41 am
Olá Rey, blz?
Putz… essa estória de Roleplay x Porrada é mais antiga que o próprio D&D! Acho que tudo varia de acordo com o grupo que joga. No mais, tudo deve ser equilibrado, nem pra que fique parado demais (só roleplay) nem pra que fique insano demais e sem fantasia (só porrada). Quanto às regras do D&D 4.0, parece que muita coisa vai mudar… eu já estava acostumando com o 3.5, que foi tirado do 3.0, que revolucionou o AD&D, onde comecei a jogar.
Bom, final das contas… sistema perfeito, acho que não existe, o que pode existir é um DM equilibrado com jogadores razoavelmente entrosados.
Bom, espero jogar com vc. mestrando 4.0, acho que vc. vai se dar muito bem nessa coisa!
Abraço.
June 6th, 2008 at 8:06 am
“parado demais (só roleplay)”
Ai, ai…
June 6th, 2008 at 8:29 am
cara ou mal foi inaugurado a porra do sistema e tu ja pitateou???
vai toma nocu hein seu falsificado do baralho e o pior de tudo ….num me passou nenhuma uma copia
e mais uma coisa ressaltando algo que todos ja desconfiavam agora as coisas vao ficar bem mais DBZ ops quer dizer…éícas mas bem épicas msm e bora pica nisso hein um falao
flw GM um abaraço
June 6th, 2008 at 5:45 pm
Vamos fazer a campanha, volta pra escola fiotim!!!
“parado demais (só roleplay)”
Ai, ai… [2]
June 6th, 2008 at 7:24 pm
boa ficha, bom sistema, boa campanha.
confesso que estou um pouco assustado, mas no dia que RPG não me der toda essa emoção, nervoso e adrenalina, paro de jogar e escrever.
“parado demais (só roleplay)”
Ai, ai… [3]
lol
June 9th, 2008 at 6:36 am
Hey, não foi o Fiotim quem falou “parado demais (só roleplay)” !!!
Porém, eu saquei o que meu compadre Waltinho quis dizer.
Eu o conheço e ele é um roleplayer tipico, gosta de pensar antes de agir. E neste caso creio que ele se referia aos personagens, que ao interagirem socialmente não estão dando cambalhotas e sacando espadas.
Em mesa o Roleplay agora tem um sistema de XP proprio que permite que você jogue diversas sessões sem sacar a arma e avance de nivel sem o DM ter que ficar chutando valores de XP “Ahhmmmm…er… vaí, dá 200Xp pela aventura e… mais 100 pelo Rolepalay, vai.”
June 9th, 2008 at 9:12 am
Chutar XP é o único modo de tirá-lo do saco do roleplay.
June 9th, 2008 at 12:38 pm
A gente entendeu ooze, eu zuei o fiotim e depoiso waltinho.
June 10th, 2008 at 7:13 am
AAAAAAAAAAAAAAAH então pode…
Zuar o fiotim é esporte nacional, daqui a pouco vira modalidade olímpica.
Sabiam que ele tem uma campanha de 3.5 onde os personagens estão no nivel 100? Vai Dragon Ball !
June 10th, 2008 at 2:31 pm
Valeu Rey, vc. entendeu certinho! O comentário foi exatamente por motivos que o Rey e alguns dos camaradas já conheceram ou viram… jogadores desequilibrados e decisões arbitrárias… que podem até acabar com a amizade entre os jogadores… levam pro lado pessoal! Mas, no problem. Bye.