Jul

30

It’s D&D !!

Escarrado por reyjr

 O Phill fez um post sobre Comunidades de RPG engraçadas.
E não é um post estranho, pois uma das maiores características do RPGísta (pelo menos o brazuca) é o bom humor e a irreverência.
Vale lembrar que um dos RPGs que mais venderam no Brasil foi o Defensores de Tóquio. (OK, o preço ridículo ajudava, mas que era engraçado, isso era!).

Pensando nisso eu abandonei uma premissa própria de não ficar postando “qualquer besteira”. Aliado ao fato de que estou escrevendo um post um pouco mais cuidados sobre um jogo que vocês TEM que conhecer (fica pronto provavelmente até o fim da semana), resolvi postar alguns vídeos, que provavelmente muitos já conhecem, mas que mostram esta capacidade do RPGista de rir de si próprio.

Eu particularmente adoro quando aparece personagens jogando RPG nos filmes ou em séries.

O primeiro vídeo é do Stephen Lynch. Esse cara é hilário, olha a música que ele fez:

Se quiserem a letra da música, é só clicar.

E abaixo uma cena conhecida por todos nós. Uma típica sessão de RPG, interpretada pela galera do 8-bit:

Pra não dizerem que não amamos as mulheres (D-us sabe que eu adoraria que minha namorada participasse de uma sessão):

E pra quem acha que D&D é só pra Nerd Esqusito, eu respondo que existem OUTROS esquisitos que curtem também:

É, o RPG pode ser bem engraçado… e muitas vezes pode ser hilário. Recomendo á todos que assistam á Gamers:

Porém, certos filmes podem dar a impressão errada sobre nosso Hobby. e a isto temos que ficar atentos:

E existe outro tipo de “impressão errada”. Creio que vocês também se perguntam “Porquê, Senhor, porquêêê???”

O mundo do RPG tá cheio de bizarrices. Mas – whattahell – como a gente gosta disso!

Jul

29

Snikt!

Escarrado por reyjr

Oh Boy!

Dead Pool e Gambit? OH BOY!

1º  de Maio de 2009 vai ser o dia DO trabalho!

Jul

28

Mortal Kombat x DC Universe – Demo

Escarrado por reyjr

Por Rey Jr.

Que droga… lá se vão mais preciosas noites de sono!

Jul

24

Resposta ao Pseudo MEME de Tarot.

Escarrado por reyjr

[Edit: Mais links, até de fora da Blogosfera de RPG! Phil quem me deu o alerta]

U-OU!!!

Meus caros aspirantes á Mãe Diná:

Fiquei espantado com o número de respostas que este faz-de-conta-que-é Meme gerou. Foi fazendo uma visita ao Blog de meu amigo Torik  que vi um teste sobre Tarot, achei interessante e casual. Eu precisava atualizar o Ooze e estava sem tempo, então resolvi postar e jogar pro pessoal, pra descontrair. Qual não foi minha surpresa quando notei que muitos colegas blogueiros tinham participado e mais, postado em seus blogs este teste que parece saído de alguma revista teen.

Isso mostra que o pessoal tá bem unido. OU então que todos roubavam as revistas da irmã pra fazer aqueles testes da Capricho! RÁ!
Essa é a lista do pessoal que participou. Os links indicam os posts diretos ou o site de quem apenas respondeu via “comment”. Se mais alguém respondeu e eu -  imperdoavelmente – esqueci, me perdoe.  Mande um comentário e eu adiciono!

Atsumi
A Matilha (Vários posts!!!)
Aventuras da Era Hyboreana
O Covil
Vinte Face
Ambrosia (am-bro-SÍ-a, viu?)
Inominattus
A Ordem do Graveto
Dados Limpos
Urina Negra
RPGista
Luma Kimura (Se não me engano conheci seu namorado no EIRPG!)
Trash Happens
Sweet Blue Days
Flowers: Apaixonada pela vida
 Fairy Dreams
Publicano (1º Narrador de um live de Demon de Recife!)
Hamister Tower
Criativa RPG

Ufa! Teve bom, né? Obrigado a todos que roubaram a Wicca Teen da irmã participaram. To pensando em fazer um Meme com Búzios e Encruzilhada, que acham? ;-)

Jul

23

Meme – Dercy Gonçalves, o RPG!

Escarrado por reyjr

” Ô cara! Vai tomar no c…”

O Phill me convidou e aceitei de pronto:

Homenagens Póstumas são uma injustiça, não? A pessoa se esforça em vida pra ter reconhecimento e muitas delas só fazem sucesso quando morrem .

Não foi o caso da Dercy. Ela recebeu inúmeras homenagens em vida (ou não-vida, como veremos abaixo) e nada mais justo que nós RPGistas homenageemos também a Babá de Tutancâmon, a parteira de Matusalém, madrinha da Hebe, enfim este ser repleto de vida que vai ficar de pé mesmo depois de falecida. (Dizem que Dercy não faleceu, apenas voltou pra casa.)

A homenagem mais justa que podemos prestar-lhe seria uma bela ficha de RPG. No meu caso será um dos Adversários mais respeitáveis do mundo do RPG, seja pelo seu poder, seja pela sua inabilidade de morrer:

 Lechy Gonçalves, O Lich Boca-Suja.
Nível: Baixo.
Experiência: Faraônica.
Visão: Amber-Vision
Defesas: 17 Anti-Cristo (Porque Carnaval é coisa do Capeta!); 19 Fortitude (precisou de 3 mil pneumunias pra derrubá-la) ; 20 Will (Força de Vontade maior do que de Moisés.)
Imune: Doença (Ok, nem todas),  Mau-Humor.
Resistência:10 Alzheimer.
Saving Throws: +2 vs. Plásticas.
Pontos de Ação: 1x 10³ (Vai ter disposição assim…Lá em Madalena!)
Pontos de Vida: 36.865 (1 HP pra cada dia de vida)
Regeneração: 10 (15 se estiver adjacente á Ivo Pitangy).

PODERES
Mestre do Riso (menor; Recarga 5, 6)
Lechy Gonçalves reganha o uso de um Poder por Encontro já utilizado

Aura de Riso: aura 5
Qualquer criatura viva que entre ou inicie seu turno dentro da Aura sofre 5 pontos de dano de Riso e fica Prostrado até o início de seu próximo turno.

Piada Infame (Standart; Encontro); Alcance: “Close Burst” 20 (No Teatro); Alcance Nacional (No SBT)
“Lechy inventou as piadas do Arco-da-Velha”
Para Acertar: +10 vs Will;
Dano: 2D8 + 5 Dano de Riso e o Alvo garante Vantagem em Combate até o fim do próximo turno de Lechy.

Injúrias (Menor; Á vontade); Alcance: 20
“Lechy é capaz de lhe insultar das formas mais ultrajantes. E você vai gostar!”
Para Acertar: Acerto Automático. (Não há como escapar de um “Seu Viaaado!” bem colocado.)
Dano: O alvo perde seu turno tentando encontrar A p*** que o pariu.

Teste de Conhecimento sobre Lechy Gonçalves:

História CD 10: É um dos seres mais ancientes do mundo, nascida no Interior do Rio de Janeiro. Naquela época a região era conhecida como Pangea.

História CD 15: Lechy Gonçalves conhece todos os palavrões do mundo. E inventou a metade deles.

História CD 20: Lechy Gonçalves foi a primeira mulher de Adão. Se divorciou quando Adão a flagrou com a cobra da Macieira.

Táticas de Lechy Gonçalves:

Primeiro  ela te ignora. Quando você tenta chamar atenção ela se vira repentinamente lançando um “Que é ô cara!”. Utilizando seu round de surpresa, Lechy dispara uma saraivada de Palavrões, sacudindo sua bengala.

 


“Vai tomar no c…, poooowrra!”*

 

 Por minha vez, Repasso o MEME: Dercy – Monstra Sagrada (Em vários sentidos) – para a Galera Apelona do Dados Sujos.
E andem logo com esta Bagaça, poooooooooooorra!

* Obrigado Dercy por mostrar que palavrão também é cultura. Ou não.

Jul

22

Batman – The Dark Knight (Why so Serious?)

Escarrado por reyjr

 Eu já disse que não sou crítico de cinema.

Mas existem certos filmes que eu realmente não consigo me conter e PRECISO dar minha opinião.

Eu não sei se este post conterá Spoilers ou não (Edit: Tem spoiler pra p***!!), vou escrevê-lo na onda do pensamento . Mesmo assim, assista ao filme antes de ler qualquer crítica.

Você vai continuar a ler? Então …

  Let’s put a smile on that face…

Quer saber a história dessa cicatriz?

 

 Dark Knight apresentou o que ao meu ver se tornou o Maior Vilão do Mundo.
Você pode se enojar com Hannibal Lecter, você pode adorar o Venom, você pode se empolgar com o anti-herói Riddick mas você tem que amar o novo Coringa. Sem explicar de onde e como veio ele explica o que ele é: Um agente do Caos. E sem dizer você também conclui: É um gênio.
O filme todinho se dá seguindo planos arquitetados pelo Coringa, que logicamente alardea que não tem planos para nada. Você vai perceber que desde o início é o Coringa quem dá as cartas e todos ficam correndo em volta, ou atrás dele.
Diferente do antigo Coringa, sua pele não é branca com maquiagem cor da pele. Aqui ele é mais “real”. Insano por natureza e com uma genialidade típica de pessoas que enxergam o mundo como uma grande piada.
Sem querer dar muitos detalhes, deixo a discussão para os comentários. Mas como eu disse ao Kareen: Neste filme o Batman virou o Mordomo Alfred do Coringa.
E sim, o Coringa é bom de porrada!  E o melhor, não sente dor (pelo menos não como eu e você.).

O Melhor filme de Heróis de todos os tempos?

B:TDK não é só o melhor filme de herói de todos (Este filme deve muito ao antecessor; os dois juntos se tornam completamente imbatíveis.) , ele entra facilmente na categoria de melhor filme de ação, melhor atuação (a atuação de Ledger está irreconhecivel, haja visto seus outros filmes e eu poderia fazer um post todinho sobre ela, mas não vou.) e o filme com mais cenas “OMFG!” (Oh My Fckng God!) dos últimos tempos, tipo a Joker’s Pencil Trick.

Porque eu tive a sensação de que TUDO fez parte do plano deste cara?

Comparando com filmes de outros heróis, você percebe que a Crise-de-identidade por que passaram o Novo Super-Homem e o Emo-Aranha são risíveis diante dos dilemas por que passam Bruce Wayne e Harvey Dent. O roteiro é todo muito bem amarrado, assim como no Begins e não existem cenas fúteis, que não levam á nada. Nesta linha o que existe é uma atriz bem abaixo da média, que entrou no lugar da Sra Cruise. Não que a atuação da última seja uma maravilha e a da primeira seja péssima: as duas são medíocres iguais neste quesito. Porém, Katie é bem mais “fotogênica” digamos. “E que me desculpem as feias, mas…”. Este desejo de que uma personagem morra logo, como a nova Rachel Dawes transmite não é suficiente pra arranhar o brilhantismo do filme. E brilhantismo é maneira de dizer, porque o filme é bem Dark!

 Why so Short?

Alguém sabe porque todos estão cobrindo o olho direito?

 O filme tem 2:30h de duração. E quando termina você pensa “Ah, já acabou? Não vai mostrar mais um pouquinho do Coringa?”.
Sim, como com tudo mais, ele realmente rouba e taca fogo no filme.
Mas não irei cometer o sacrilégio de dizer que este coringa é melhor que o outro (apesar de eu preferir o mais insano ao mais cômico.).
São estilos de filme diferente, são visões diferentes sobre um mesmo personagem e me dá pavor de pensar o que Jack Nicholson faria com este papel se fosse uns 30 anos mais novo.
O Begins deu a deixa para a entrada do Coringa. O segundo, aparentemente não dá deixas. Será que não? Creio que terei que assistir mais algumas vezes porque devo ter perdido algo. O normal seria vir o Pinguim ou o Charada. Mas o normal não existe quando se trata do Cavaleiro das Trevas.

Que venha o DVD com 5 Cds de Bonus!  Sonhar não custa…

 

E não é que a bat-motoca ficou bruta?

Jul

21

Da série Conseqüências da Vida Aventureira – Parte 5

Escarrado por kareen_dulak

 Porque Temerário rima com Otário. 

por Kareen Dulak 

A aventura. Muitos já se perguntaram isso, e muitos ainda não, contudo qual será a resposta mais freqüente a pergunta: por que os PJs sempre vão em busca do da aventura (e de seu companheiro canalha, o perigo)? Alternativas de respostas não faltam, saindo desde a busca por tesouros e indo até a glória, a realização pessoal e o Bem maior. E qual seria a verdadeira?

Por um lado eu creio que todas elas são, mas por outro nenhuma. E é este outro lado que me interessa debater aqui, um lado mais obscuro e desconhecido e, mesmo assim, praticamente onipresente (nas mesas em que já joguei, o “praticamente” é cortado). E estes motivos são: a necessidade e a negação da impotência! 

Sim a necessidade de ir atrás da aventura. Não falo da necessidade mais profunda, do tipo “preencher o vazio da culpa pelo sangue das batalhas” ou “faço isso para que ninguém mais tenha que fazer”. A necessidade de que eu falo é algo extrajogo, algo que os PJs não tem acesso, mas os Jogadores dificilmente se livram. Refiro-me à necessidade que os Jogadores têm de fazer algo!

Se o Mestre diz: “Há problemas lá”, e os Jogadores respondem “E daí?”, e esta mesma cena se repete inúmeras vezes durante a sessão, o quê os PJs fariam? Ficariam andando pra cá e para lá, errando pelo mundo e ouvindo descrições do Mestre. Os Jogadores PRECISAM ir atrás da aventura. Não é nada patológico, calma. O sentido que quero passar disso mora na falta de razão que isso tem para acontecer. Jogadores são como abutres famintos só esperando o Mestre dizer “Vocês ouvem ruídos do outro lado”, para caírem arrebentando em cima da presa.

Existe aquele sentimento de “se o Mestre descreveu é porque é importante” e, pior, “se está na aventura é porque eu posso lidar”.  E é aí que está o problema: jogadores raramente interpretam o Medo ou exercem a cautela ao ponto de recusar um desafio. No D&D tal condição é mais evidenciada, pois existe o “Nível de Desafio”, no entanto independente do jogo, o corriqueiro é que os Jogadores assumam que qualquer coisa que não seja o óbvio ululante – Jogadores sabem que não podem sair no braço com um Antediluviano, por exemplo – é algo com que eles não somente PODEM lidar, como também DEVEM lidar. É a aventura, afinal.

O plano deles era: um na frente e dois flanqueando. Só que o monstro era, também, um bárbaro…

Para os PJs entrar numa situação que parece suicídio certo é algo comum – até porque muitos vêem nisso a raiz do heroísmo –, pois para os Jogadores a situação que parece levar ao suicídio é apenas a sessão do dia. Será que é duro perceber a impotência do personagem perante certas situações?

É fácil para os Jogadores reconhecerem que não podem derrotar certo Monstro, ou vencer contra certas probabilidades claras. Porém é BEM mais difícil eles reconhecerem que não podem ajudar. Que certas coisas não têm de ser como são, mas não há nada que eles possam fazer para mudar. Não no momento, ao menos. Mas recuar parece doer no âmago. Ecoa como aquele momento que lembra os Jogadores da vida real, da impotência humana ante tantas coisas.

Há tempos que o meu sistema de jogo funciona de modo aberto: no começo eu descrevo diversas situações que estão ocorrendo e que os personagens têm conhecimento. Não há uma “missão” definida e nem a obrigação de se envolver no que está acontecendo; eles podem, portanto, ir procurar outro algo para fazer. Entretanto encontra-se definido as causas e efeitos das diversas situações e independente de quando – ou se – os personagens se envolverem, elas não mudarão.

Por exemplo: eu descrevi entre várias situações, uma circunstância que estava ocorrendo com no pântano, onde os moradores da região relatavam ataques de homens-sapo que, outrora, viviam na parte longínqua do pântano e raramente causavam algum problema. Os personagens – de nível 3-4 – decidiram ir se envolver nisso. Lidaram com os homens-sapo e descobriram que havia algo que os amedrontara e os expulsara da região central do pântano. Os PJs não pensarem duas vezes e foram lá. E lá estava o Behir. Um Behir, para quem não conhece, é um monstro que palitaria os dentes com personagens de 3º ou 4º nível. É, portanto, um desafio muito superior ao que os PJs poderiam lidar na base da “porrada”. Tiveram que conversar, implorar, chorar um pouco, dar alguns presentes, fazer certas promessas e irem embora, agradecendo pela vida que ainda havia dentro dos corpos deles.

Foi um momento em que um dos Jogadores reclamou enquanto os outros dois interpretaram. A reclamação foi sobre o famigerado “nível de desafio”. O Behir, para ele, não deveria estar ali. Devia ser, no máximo, um Ogro. E olhe lá. Mas era um Behir e continuaria sendo um Behir, mesmo que os Personagens fossem lá com 30 níveis nas costas e pegassem o Behir como bichinho de estimação.

Outro exemplo: em uma aventura meu personagem, um Paladino, viu um Gigante atacar um vilarejo de anões. Eu corri para ajudar. Eu estava no 1º nível. O Gigante viu meu personagem, pegou uma pedra e arremessou-a, acabando com minha curta – e bastante estúpida – carreira.

Eu nem sempre fiz assim, mas aprendi que o cenário não deve funcionar ao redor dos PJs. O cenário deve apenas funcionar. E os personagens interagem com ele da melhor maneira que puderem. 

Para terminar apresento uma frase dita para mim pelo Jogador que reclamou: “Não se deve colocar desafios acima do nível dos PJs.” Alguém concorda?

******

Jul

17

Mais Erratas do 4E.

Escarrado por reyjr

 Eu não vou nem comentar.

Apenas agradecer ao amigo Zé Carlos, esse bastião de atualizações da 4E.

 PHB (Errata 2)

 DMG (Errata 2)

 MM (Errata 2) 

Bah, pro diabo! Vou comentar sim!

Aquele combo mega-ultra-dadossujos-bombado que comentei anteriormente foi corrigido. Eu já sabia !

A maioria das correções no PHB são explicitações de coisas que a maioria das pessoas de bom senso utilizavam, como Cleave atacar 2 alvos diferentes e Sneak Attack ser utilizado apenas uma vez por turno. Outras correções foram alterações sutis.

O DMG foi alterado drasticamente, em minha opinião, com a alteração das regras básicas das Skill Challenges e da famosa “Tabela da Página 42″. Mudou pra melhor. Mas em todos estes anos de Playtest não deu pra deixar “redondo” para a publicação? É duro!

O MM como sempre alterando e corrigindo dados de monstros. Aplique aqui a frase em negrito acima.

p.s.: Num compro o 4.5 NEM NA BALA, MALUCO !

Jul

16

MEME (?) – Que carta de Tarot é você?

Escarrado por reyjr

Sem tempo para escrever algo que realmente precise parar e pensar (Não que eu o faça sempre) resolvi postar este teste. Quem quiser fazer e postar, vai ser bacana ver quem é o que.
E olha que o meu é invocado!

You are The Devil

Materiality. Material Force. Material temptation; sometimes obsession

The Devil is often a great card for business success; hard work and ambition.

Perhaps the most misunderstood of all the major arcana, the Devil is not really “Satan” at all, but Pan the half-goat nature god and/or Dionysius. These are gods of pleasure and abandon, of wild behavior and unbridled desires. This is a card about ambitions; it is also synonymous with temptation and addiction. On the flip side, however, the card can be a warning to someone who is too restrained, someone who never allows themselves to get passionate or messy or wild – or ambitious. This, too, is a form of enslavement. As a person, the Devil can stand for a man of money or erotic power, aggressive, controlling, or just persuasive. This is not to say a bad man, but certainly a powerful man who is hard to resist. The important thing is to remember that any chain is freely worn. In most cases, you are enslaved only because you allow it.

What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

 

 

Que medo!

Jul

10

EIRPG 2008!

Escarrado por reyjr

 Era pra eu ter postado ontem, mas foi feriado no estado de São Paulo.

O Evento deste ano foi Muito Bom!

Não tão bom quanto nos primórdios, e isso credito ao fato de eu ser mais jovem e tudo ser novidade, mas não tão ruim quanto ano passado, que literalmente passou batido. Não fosse a formatura do meu brother Rinaldo, teria sido dinheiro pela janela!

Este ano foi especialmente bom, principalmente pelo Encontro de Blogs de RPG.

A viagem para o encontro foi uma das mais longas, mesmo tendo ido com uma caravana. É que não era o “meu pessoal” então a gente fica deslocado mesmo, mas o pessoal era gente boa.

Logo de cara, após colocar uns livros á venda (Com fóssil de lagartixa e tudo ¬¬) fui para o Encontro de Blogs e já tinha bastante gente. Muito mais do que eu imaginava, porém algumas ausências foram notadas. (Né Edy!)

O tempo foi curto pois apareceram muitos blogueiros e cada um deles tem muito conteúdo, muito á dizer e contribuir. Fiquei muito impressionado com o “Ao cair da Noite“, um RPG independente que merece muitos aplausos.
Além, claro, de outros projetos como o Criando RPG e a iniciativa D3 System cujo objetivo é divulgar cada vez mais o RPG.
Vai ser dificil listar todo mundo que foi no evento e para não ser injusto, vou apenas dizer que foi muito legal conhecer pessoalmente a galera que está escrevendo sobre RPG mesmo que informalmente.
O Encontro de Blogs terminou com uma pequena discussão sobre a Monetização e com o Wallace discordando, como sempre ;-D ehehe.

O resto do Sábado foi tranquilo, não assisti a nenhuma palestra e o Stand da Devir não estava grandes coisas a não ser pelos livros de 4E e Lobisomen, Os Destituídos. (Facada, com dano agravado!).

Domingo mestrei uma aventura de 4E pela RPGA e foi muito boa, espero que os jogadores também tenham gostado. (Vai Rinaldo, hora de descer a lenha!). Ganhei um vale-lanche com o qual não se podia comprar refrigerante, uma camiseta bacanuda do Evento escrita “Narrador” atrás e um vale desconto (cof, cof) de 5% (CINCO por cento!).
Após isto fui tentar vender o que não tinha vendido no dia anterior, ou seja, TUDO mas não permitiram. Resultado voltei com todos os livros pra casa, exceto o da lagartixa! (Piada interna, qualquer hora eu conto… ou não.).

Fui então dar uma rodada pra ver se achava algo pra fazer e acabei encontrando a palestra da Mesa de Vidro, mas estava no final. Lá encontrei o Phill, do Dados Limpos, o Tiago e a Ana, da Matilha. Eles toparam minha sugestão e fomos jogar um tabuleiro. Jogamos o ótimo e leve King Me e o clássico Ticket to Ride. A Ana, chata, ganhou nos dois!

Isto tudo foi o encontro. Tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitos stands, muitas “gincanas” e sub-eventos como Fantasticon, Concurso de Cosplay, etc.

Faltou organização de minha parte para aproveitar melhor, mas não reclamo não. Revi bons amigos e dei bastante risada.

 Aquisição no Evento:
O Hobbit Quadrinizado, utilizando meu mega desconto de 1,60 reais.

Aquisições fora do Evento:
Fomos na Moon Shadows e comprei o Tasslehoff Map Pouch (Mapas de Dragonlance) e Inn Fighting, um jogo que envolve cartas e dados numa pancadaria de taverna envolvendo a temática do D&D.

Eventos Fora do Evento:  Me reuní com os amigos nota mil do Rinaldo, que desde o ano passado considero meus também. Jogamos o jogo do dicionário  (Academia improvisado) e nos matamos de rir (Liga esse computadô pra mim entrá no orkut!…).

Até o ano que vem, pessoal, foi uma honra conhecer a galera dos Blogs e um prazer rever os velhos e bons amigos !

Jul

3

Conto – A Essência do Paladino

Escarrado por reyjr

 Hoje é aniversário de meu caro amigo, ex-carcereiro de masmorra, Rafael DBrain.

E em sua homenagem vou postar um conto muito bom de sua autoria (apesar de ele não admitir), que inclusive teve sua própria série com as Essências de todas as classes básicas de D&D. (A Essência do Ladino é memorável, se ele permitir postarei aqui.)

Então fiquem com este conto do visionário Dbrain que já sabia de antemão que os Draconianos seriam uma raça “básica” de D&D e, mais que isto, seriam ótimos Paladinos. Taí um cara que parece gostar de D&D 4 E!


A luta continuava implacável. Éramos dois dragões lutando com o máximo de nossas forças por objetivos opostos, ou melhor, um dragão e um meio-dragão. Eu sou Sir Nicktson Thoutar, filho do paladino Bruce D’ La Lutz e da dragoa dourada Goltiveritablemeko. Eu sou um meio dragão.. meio humano.

 

Meu adversário neste momento é o poderoso dragão vermelho Kotaranawan, que assola este pequeno vilarejo que estou tentando proteger. Os indefesos plebeus da vila assistem a luta numa distância segura, temendo por suas próprias vidas e temendo ainda mais que meus poderes sagrados não sejam suficientes para derrotar a criatura.

 

E provavelmente eles não são. A verdade é que meu sangue de dragão está sendo fundamental, pois é ele que me deu a força de um gigante para conseguir atravessar as escamas do predador rubro e principalmente foi este sangue que me tornou naturalmente imune a qualquer tipo de fogo, seja mágico ou natural.

 

Assim, a baforada e todas as magias relacionadas a fogo não surtiram efeito algum em mim. E a armadura e o escudo que herdei de meu pai fazem o serviço de impedir que suas garras me rasguem com facilidade. Minha espada sagrada é empunhada com honra e lealdade e encarrega-se de contra-atacar o maldito.

 

Esta afinal é a sina de um paladino. Eu, por exemplo, tenho o corpo coberto por finas escamas de dragão dourado e possuo presas e garras fortes como o aço temperado por um anão, logo não fui bem recebido por um só habitante da vila, pelo menos até que surgisse a idéia de me mandar para derrotar este dragão. Eu já não me sinto mal com isso, acabei me acostumando com isso, principalmente num estilo de vida como o meu. Minha aparência acaba me servindo para eu saber quem julga pelos olhos e quem julga pelo coração. A verdade é que o grande deus da justiça não se importa, pois todos merecem uma segunda chance, uma chance de corrigem seus erros ou de confirmarem seus acertos.

 

Kotaranawan luta como um guerreiro honrado e em momento algum tentou voar para escapar de meus ataques ou ter vantagem sobre minha pessoa. Sua vontade de viver também é tremenda e considerando o fato de eu estar sozinho, ele é um adversário espantoso e assustador. É provavelmente muito mais poderoso que eu, contudo…

 

Contudo… ele perdeu vários ataques com sua baforada e com diversas bolas de fogo tentando inutilmente ferir meu corpo, o que já equilibrou nossa luta e agora eu tenho um único diferencial, que provém da graça divina do deus da justiça. Uma única vez por dia, posso chamar todo o bem Dele para minha espada e dar um golpe capaz de esmagar todo o mal. ESTA é minha única chance e pretendo aproveitá-la.

 

A luta cessa por instantes. Começamos a nos avaliar mutuamente. Procurando uma brecha em nossas defesas. Eu particularmente procuro algum local em sua carapaça que não pareça ser tão duro e resistente. Imagino que ele faz o mesmo em relação à minha armadura. Eu ergo minha espada longa que brilha com os raios do sol. Todo o mundo deixa de existir em minha volta, as casas destruídas por fogo, o vento com um ar quente, as pessoas mudas com olhar atônito e todos meus sentimentos. Restam duas coisas: minha fé e Kotaranawan.

 

Eu noto cada um de seus pesados movimentos. Cada uma de suas estranhas respirações. Percebo cada um de seus ferimentos e onde inclusive ele parece sentir mais dor. Noto suas presas duras como aço e suas garras mais afiadas que qualquer espada que eu já tenha visto em minha vida. Eu olho nos seus olhos reptilianos e por mais estranho que isso possa parecer, noto vida, noto vontade de viver.

 

Ele teme me encarar e é o primeiro a sair da posição de defesa. Ele estica seu longo pescoço e tenta cravar suas presas em volta do meu corpo com sua gigantesca mandíbula. Ele consegue envolver-me com sua boca, mas a única coisa que consegue morder é meu escudo prateado. Eu cravo minha lâmina verticalmente de baixo para cima, o que certamente perfura sua mandíbula inferior e o nocauteia pela quantidade de sangue expelida.

 

Gritos, urros e “vivas” dominam os ares. Os camponeses se aproximam com grandes sorrisos em suas bocas. Eu, cheio de sangue que pertence tanto a mim, quanto ao dragão, me permito sorrir. Todavia meu sorriso não dura por muito tempo.

 

“Mate-o”, “Mate-o”, “Mate-o” – eles dizem.

 

A sede de sangue que por vários momentos havia me dominado, cresce em cada um deles. Eles odeiam este predador com todo seus corações e por vários momentos deixam de ser humanos para também se tornarem predadores, mas não predadores que apenas buscam o alimento, mas um tipo maligno que predador que deseja vingança, morte, tortura.

 

Noto que o dragão ainda está vivo. Seu olhar é sério e penetrante. Percebo que sendo um dragão vermelho, ele nunca será capaz de pedir perdão pelos seus atos. Começo  a notar que ele já não é tão grande ou assustador como parecia. Parece-me agora quase um bebê, enquanto cada um dos camponeses parecia, à sua forma, um dragão muito mais assustador.

 

Concentro-me e paro de ver através de meus olhos para ver através de minha fé, do meu coração e noto que o dragão não é maligno, enquanto várias pessoas nesta vila o são. Justamente um homem de coração negro parte para cima do dragão com intuito de matá-lo. Eu empurro o homem, jogando-o contra o chão…

 

Todos se calam.

 

Volto-me para o dragão: “Vá em paz, Kotaranawan. E nunca mais volte nesta vila, pois corações mais sedentos de sangue que suas garras poderão pega-lo em uma possível próxima vez”.

 

Assim ele bateu asas com dificuldade e fugiu. Pedras começaram a voar em minha direção, mas não dei muita bola. Frases que diziam o quão maligno, feio ou monstruoso também foram arremessadas em minha face. Com todo orgulho que ainda me restava, subi em meu cavalo e fui lentamente deixando a vila. Quando ameaçaram atacar meu parceiro eqüino, cuspi uma baforada de fogo (que não foi útil contra Kotaranawan) em uma árvore. Ato que foi suficiente para lembrá-los que eu havia vencido o dragão que eles tanto temiam.

 

Saí da vila pensando na minha gigantesca estupidez, em como poderia ter detectado o mal desde o começo e evitado problemas. É claro que várias magias poderiam cobrir a verdadeira tendência do monstro, mas começo a me questionar se sou um monstro por causa de minha parte draconiana ou … Afinal, o que habita no coração dos homens? Como alguns podem ser tão incríveis como meu pai para despertar paixão em seres ancestrais como um dragão dourado e como podem outros serem tão malignos?

 

Bem, não há muito tempo para divagações, sempre há um mal ocorrendo e alguém necessitando de ajuda, logo em algum lugar estão precisando verdadeiramente de minha ajuda. Continuo cavalgando por dias até ser mal recebido e preso em uma cidade maior. Sou libertado, quando descobrem que sou paladino e quando imploram por ajuda. Eu não fico com remorsos, apenas escuto suas histórias e parto em busca do mal.