D&D na Casa Branca.

Geral, RPG 10 Comments »

Essa eu tenho que compartilhar:

Pode parecer que não, mas o D&D é conhecido até mesmo nos altos escalões da política norte-americana.

O Senador John McCain, presidenciável pelo partido Republicano é um auto-proclamado Herói de Guerra.

Segundo ele, na guerra do Vietnã foi feito prisioneiro (Fail!) e recusou-se a ser libertado enquanto seus companheiro permanecessem prisioneiros (double fail!). Bela história. Ninguém desmentiu. Porém é uma história dificil de ser comprovada. A gente aqui no Brasil não entende muito de herói de guerra. Muitos nem sabem o que é MMDC (Não é 2600, em numerais romanos.).

Mas os Democratas tem batido nesta tecla, da falta de provas. E a reação do “Staff” de McCain foi a seguinte e infeliz frase:

It may be typical of the pro-Obama Dungeons & Dragons crowd to disparage a fellow countryman’s memory of war from the comfort of mom’s basement, but most Americans have the humility and gratitude to respect and learn from the memories of men who suffered on behalf of others.

Traduzindo seria algo como:

Pode ser típico do pessoal pró Obama que joga D&D depreciar as memórias de guerra de um conterrâneo, de dentro do conforto do porão da mamãe, mas a maioria dos americanos tem a humildade e a gratitude de respeitar e aprender á partir das memórias de homens que sofreram pelos outros.

Desnecessário dizer que isto gerou inúmeros protestos. E até mesmo a Wizards, através da Hasbro em pessoa, se manifestou. Justo ela que parecia alheia aos clamores populares quanto á erratas na 4E , atrasos no DDI entre outras coisas:

August 28th, 2008

Michael Goldfarb
1235 S. Clark St, Suite M
Arlington, VA 22202

Dear Mr. Goldfarb,

I was disappointed to read the disparaging intent of your comments regarding Dungeons & Dragons (D&D) fans, both in your response to New York Times editors, and on the John McCain campaign website.

Dungeons & Dragons is a global game with millions of consumers in the U.S. and abroad. The brand is owned by Wizards of the Coast, a subsidiary of Hasbro, Inc.

For fans, the game is essentially about heroism and therefore it is not surprising to us that thousands of military personnel play and enjoy the game. Hasbro, in turn, supports the U.S. Armed Forces by sending multiple crates of game products, including Dungeons & Dragons, to our soldiers in Iraq and Afghanistan.

Recently a soldier who saw your comments online said, “Wizards of the Coast (the makers of D&D) has sent care packages to the troops on many occasions, providing free gaming supplies in support of our men and women serving the country overseas to help them decompress after hours. McCain’s people should really check their facts before they spout off. Does John McCain have no idea how many GIs play D&D?”

We would very much appreciate you not making any more condescending comments about D&D — as it is a great game enjoyed by millions of people around the world. Thank you.

Sincerely,
Wayne Charness
Senior Vice President
Hasbro, Inc.

Basicamente o Vice Presidente da Hasbro dando um come-toco no sabichão da equipe de McCain.

Mostrando uma cara-de-pau e bom humor surpreendentes, o tal sabichão Michael Goldfarb prontamente se desculpou:

“If my comments caused any harm or hurt to the hard working Americans who play Dungeons & Dragons, I apologize. This campaign is committed to increasing the strength, constitution, dexterity, intelligence, wisdom, and charisma scores of every American.”

em português claro:

Se meus comentários causaram qualquer dano ou feriram os americanos que trabalham duro e jogam D&D, eu me desculpo. Esta campanha tem compromisso de aumentar os pontos de força, constituição, destreza, inteligência e carisma de todos os americanos.

(Notaram que eles usam letra maiúscula no Americano? E a gente aqui tem que ser brasileiro em minúsculo. É capaz até de reprovar na redação do vestibular se tentar ser um Brasileiro.)

Depois desta espero que o Obama vença com um acerto Crítico.

 

For 11; Con 13; Des 12; Int 18; Sab 09; Car 17. +10 em Nadar

Kit de Sobrevivência - A Lista.

Blogosfera, RPG 10 Comments »

O Rocha do safo Área Cinza escreveu este artigo no D3System e convidou á mim e alguns outros blogueiros a fazerem seu top 10 do D&D 3.5.
Me vejo agora numa enrascada…
Como irei listar os meus 10 preferidos livros de 3.5 se nem os básicos eu comprei? Diferente do incontável número de “hateboys” que se sentiram aviltados com a 4E depois de terem gasto fortuna com o 3.5, eu me senti aviltado já com o lançamento do 3.5 e decidi que NÃO iria migrar.
Com o passar do tempo o próprio 3.0 foi ficando enfadonho pelo seu sistema amarrado, travado. Acabei indo jogar Demon: The Fallen, Changeling: The Dreaming e nos finalmentes estava jogando apenas AD&D e boadgames (Arkham Horror principalemente). Ou seja, cheguei a “descer” pra segunda edição de tanto asco que peguei da terceira (e sua contraparte “terceremeia”). Por isso abracei a 4E com vontade, afinal eu não comprei quase nada de 3.X (e de 4E já mandei vir até o Campaing Setting de FR, cenário que nunca foi meu forte.). Isso quer dizer então que eu não tenho como dar minha top 10 né? Bom, talvez. Eu posso tentar fazer minha lista entre as coisas que mais me chamaram a atenção entre 3.0 e 3.5, e apesar de declaradamente não ter um profundo conhecimento sobre o material 3.5, farei um Top Five ok? Vamos lá então.

05. Hero Builder’s Guidebook
Um dos primeiros suplementos de 3.0 e provia um bom material com dicas de como deveria se parecer o seu Anão Mago ou seu Meio-Orc Clérigo (Conceitos até então pouco explorados pelos RPGístas)

04. Trilogia Fogo das Bruxas
Uma aventura em três partes que introduzia os Reinos de Ferro. Bom, bonito e barato (ou quase)

03. A Forja da Fúria
A primeira aventura-pronta em que pus as mãos e realmente valeu a pena. Ótima história, ótimos ganchos e um dragão no final. Lacrou!

02. Dragonlance Campaign Setting
O livro em si não está a sétima maravilha… Mas é dragonlance, pô!

01. Draconomicon
Dragões pra todos os lados em um jogo chamado Dungeons and Dragons. Só falta lançarem o Dungeonomicon! Qualidade gráfica excelente e com poucas regras, essencial pra qualquer apreciador de D&D.

Esta é minha pequena lista, espero não ter desapontado aos fanboys de 3.X. Lembrando que listei apenas os melhores livros que tive contato. Devem existir ótimos livros que eu deveria ter posto a mão mas não tive acesso.
E agradeço ao Rocha por me convidar. Estou ansioso pra ver a lista do resto do pessoal.

Erros críticos

RPG 5 Comments »

por Kareen Dulak

Pois bem, seguem alguns deles:

 Aventura: Alien X Predador

Sistema: Storyteller

O erro: estávamos tentando fugir desesperados de um bando de aliens, que tentavam entrar em nossa nave. Minha personagem, uma especialista em armamentos, resolveu montar ali mesmo uma bomba que servisse para afastar os aliens. O Narrador então pediu: “Role aí.”

Bem, foram cinco “1″ e NENHUM sucesso. O erro crítico mais crítico que eu já tive. A bomba, claro, deu sinais que iria explodir. Eu saltei para o lado, em busca de proteção e do resto do grupo, o personagem do Eduardo (que o Rey conhece), tentou, na trairagem, puxar um dos outros PCs para frente dele para tentar se proteger. Falhou, então, criticamente nessa tentativa e recebeu a explosão direto no peito. Resultado:  uma nave destruída, e um PC safado morto. A minha PC sobreviveu, já que era a única mulher do grupo e era, afinal, um jogo de Alien, em que a mulher tem que sobreviver. Heehehe.

 ****

Aventura: SOUL

Sistema: Storyteller

O erro: O grupo investigava um matador de carreira (termo cunhado por minha pessoa) e acabaram tendo um confronto com as autoridades corruptas em frente ao cemitério da cidade interiorana. Pouco antes, no hospital da cidade, onde um dos PCs estava acamado, por ter sido baleado durante uma busca em um casarão, o tal PC foi seqüestrado pelas mesmas autoridades corruptadas que pouco depois estariam trocando tiros com os outros PCs. O PC seqüestrado estava amordaçado e amarrado no banco traseiro do carro. Durante o tiroteio, o PC seqüestrado tentou fugir apenas para falhar miseravelmente (1º erro crítico). E os outros, vendo que a batata estava assando, decidiram fugir. Entraram no carro e daí um dos PCs teve uma idéia brilhante: usar o carro para dar uma trombada no carro das autoridades corruptas para impedir que esses os seguissem e ainda os machucariam já que usavam o carro como escudo. E lá foram eles, enfiando a traseira do carro no outro.

Milagrosamente, o PC seqüestrado conseguiu sobreviver. Só que um dos vilões também. Daí veio o outro teste: “Veja aí se você passa despercebido do cara, já que ele parece confuso e está indo embora cambaleando.”

Rolagem de dados e claro: falha crítica.

Vem a setença: “O cara ouve você e lembra do que veio fazer aqui. Então pega a escopeta e lhe dá um tiro no peito.”

Nesta eu era o Narrador.  O esporte é bruto, como dizem.

*******

MEME - Falhas Críticas em Campanhas.

Blogosfera, RPG 8 Comments »

O Phill foi desafiado e me desafiou e eu não sou de desperdiçar um bom desafio quando ele aparece.

Porém,  estou sem tempo de escrever uma das INUMERAS falhas críticas que já ocorreram comigo em campanhas.

Portanto irei recorrer ao bom e velho CTRL+C; CRTL+V pois eu já havia postado uma falha crítica nos comments do blog do Tsu.

Momento 1 - O Caso da Almofada.

Minha Primeira Aventura Gurps.
Primeira aventura de Gurps de todo o resto dos jogadores.
Primeira aventura de Gurps do Narrador.

Estavamos jogando a aventura que vem no fim do livro Básico “Caravana pra não-sei-onde”

Em determinado momento estamos na Taverna e o narrador

“Entrou um cara com uma coisa parecendo um travesseiro. O que voces fazem?”
“Nada.”
“Continuo bebendo”
“Aceno com a cabeça”
Ao que o Mestre continua ” AH ele viu que voce acenou e começa a te provocar, contando vantagens sobre a almofada dele”
DM Interpretando o NPC “Ah, porque minha almofada isso, porque minha almofada aquilo, porque ela é especial, vale mais do que vocês todos juntos, blablablablabla ”
Ficamos nessa cena até o fim do jogo. O cara falando da almofada dele e a gente ignorando. Nenhum jogador entendeu porra nenhuma… Eu mto menos. NPC estranho, nem ligamos.
E ele ficou nos seguindo, quase pedindo pra apanhar. “Minha almofadinha é linda blablabla…”

Aventura finalizada, levei o Modulo Basico pra casa.
E não aguentando de curiosidade fui lá ver o que p. era akele NPC.
Foi então que li e quis matar o Mestre: Lá estava escrito: ” Quando os PJs estiverem na taverna, entra um almofadinha e começa a provocá-los para arrumar uma briga…”

Um almofadinha… Não tinha nada de “Um cara carregando uma almofadinha!!!”
Depois dessa nunca mais jogamos com aquele Mestre…

Momento 2 - Águas  Vermelhas

[...] provavelmente escrevendo não terá tanta graça.

Mas para vocês terem noção eu caí no chão e a sessão de jogo parou por quase 30 minutos pq eu não conseguia voltar ao normal e alguns jogadores nem sabiam o que tava acontecendo.

então era D&D, como sempre… Havia um Meio-Orc, o jogador dele é muito bom, faz personagens bacanas e é cheio de idéias. Este meio-orc tinha o onomatopéico nome de Aaaargh. Segundo ele porque foi o ultimo som que a mãe dele fez antes de morrer no parto. E a mãe dele era Orc.
Era um bárbaro de Força 20, Constituição 17. Nem precisa dizer como era a Inteligencia e Sabedoria do menino né?

Pois Aaaargh liderava seu grupo em uma Dungeon e em seu final eu narrei algo como:

“Vocês vêem uma criatura que lembra um gárgula, mas é envolto em chamas. Ele está de costas pra vocês recitando alguma coisa e debruçado sobre um bloco de pedra. Entre vocês e ele, há um buraco no chão, mas ele é coberto por uma película avermelhada que reluz como água.”

Jogador do Aaaargh: Nos colchoes dos Orcs que matamos lá atrás tem palha?
DM: ?… Sim… tem.
J: Ah eu volto lá pra pegar muita palha.
DM: Tá bem. Você pegou bastante palha.
J: Agora eu enfio por dentro da armadura.
DM: Tá penicando…
J: Foda-se, to estufadão?
DM: er… Tá… tá bem gordão.
J: Então eu saio correndo e pulo de BOMBA naquela piscina de agua vermelha pra molhar o bicho de fogo..
DM: mmmmmm….mmmmm…(segurando o riso)
J: E então? Ele tá molhado?!???
DM:mmmMWUAUHUAUUUUUAHAHAUHAHAHAHAHAHAHAHAH

eu fiquei rolando no chão sem conseguir explicar que aquela “piscina” era um portal pro Inferno e o IMP estava tentando convocar seus “irmãos mais velhos”.
Alguns jogadores entenderam e choraram também.
E o jogador do Aaargh sem entender.

Eu tive que infelizmente matar o carismatico Meio Orc pois no terceiro nível ninguém conseguiria ir buscar o pobre coitado.

==================XXX========================

Eu por minha vez convoco:

- Kareen Dulak, puxando a sardinha pro Ooze, porque este Curitibano tem MUITA história boa.

- Avohai Avoloch, do Vinte Faces.

- Armaggedon, do Inominattus.

Way to go, boys!

Animação - E.T.A.

Cinema 4 Comments »

por Rey Jr.

 Sou um fã incondicional de Animações computadorizadas desde Toy Story.
Eu tinha que brigar pra convencer alguém que aquilo não era coisa de criança, aliás, era pra crianças apenas porque não tinha linguagem forte, mas muitas das piadas as crianças não entendiam (ou não deveriam). No filme “Procurando Nemo” eu usei meu sobrinho como desculpa para ir assistir (deos abençoe aos sobrinho(a)s, priminho(a)s, afilhado(a)s…). Cheguei no cinema e só tinha marmanjo.
E hoje em dia parece que todo mundo gosta das animações.
O Smelly Cat é um blog especializado nessas animações. É uma ótima referência.
E foi lá que eu encontrei o curta E.T.A. (Estimated Time of Arrival). Fantástica animação que utiliza MUITOS referenciais nerds, alguém ae consegue enumerar TODOS?
Curtam que vale a pena. Pobre Marvin.

Inominattus, parabéns!

Blogosfera 5 Comments »

 O Blog Inominattus completou seu primeiro aniversário.

E o Ooze Blog deseja mais 3D10+10 datas como esta ao fantástico blog do Marlon e Cia Ilimitada. Como diria o narrador da globo: É um blog bom pra cachorro!

E seguindo o climão Sessão da Tarde, estampo a carteirinha de membro honorário, á lá Daniel-San

Essa galerinha do barulho apronta altas confusões em uma divertida aventura!

 

 

E lembrando também de parabenizar O Covil, que também completou aniversário, mas o CF escondeu o ouro!

 

 Abraços aos irmãos blogueiros, que são os que mais lêem o Ooze.

 

p.s.: Dia 25 de outubro é o nosso. Não posso me esquecer! ehehe

Three-Dragon Ante.

Boardgames, RPG 8 Comments »

por Rey Jr.

Eu estava devendo este post há muito tempo, mas finalmente saiu!

Three-Dragon Ante (Aposta dos Três Dragões) é um JOGÃO e merece ser conhecido por todos vocês.

Vamos principiar pelo princípio:
TDA é o jogo de cartas das tavernas do mundo de D&D. Você pode jogar normalmente, ao inves de jogar o poker de quinta a noite. Mas você pode jogar em meio a sua sessão de RPG, como se fosse o seu personagem, utilizando as habilidades e perícias DELE para incrementar as suas próprias. É , fica parecendo um pouco “cheat” mas é divertido, ainda mais se o jogo fizer parte da história do jogo.
Imagine se ao inves de vencer o líder da guilda de ladinos numa partida de dados, você tenha que vencer numa partida de TDA?
Ou como em minha campanha que começou com uma mesa final de TDA e foi o ponto de partida para a interação entre os personagens.

Mas como se joga isso?

As regras são muito simples, bem como haveria de ser num mundo medieval. O objetivo básico é formar a maior Armada (Flight) com três dragões. Cada carta de dragão tem um número de Força (de 1 a 13), a soma da Força das três cartas que você baixar (sua armada) deve ser maior do que a dos demais oponentes para que você vença e recolha a recompensa (o Pot).

O interessante é o seguinte: Cada cor de Dragão tem um efeito no jogo, só que para o efeito entrar em jogo a Força da carta que você baixar deve ser MENOR ou IGUAL  á Força da carta que o oponente imediatamente anterior a você baixou. Ou seja, para comprar uma carta á mais /roubar fichas do pot/ roubar cartas da mão do oponente/ etc., você tem que praticamente desistir de ganhar o montante das fichas. Pode ser parte da sua estratégia - tendo em vista as cartas da mão - apenas atazanar a jogada de outros, esperando conseguir melhores cartas na próxima rodada.

Geralmente o jogo termina quando 2 oponentes são eliminados (ou seja, rapelados, extorquidos, vilipendiados…) e então contam-se as fichas.
Bom, você pode imaginar um sem-número de variantes para o término do jogo, fica á critério (e paciencia) de cada um.

E tem muito mais de onde saiu isto…

A Aposta

Uma das partes mais interessantes do jogo é o método de aposta. Cada jogador seleciona uma carta de sua mão e a coloca como “Ante”. A que tiver a maior força vence e todos devem compulsoriamente depositar o valor da carta vencedora ao pot. A parte legal vem agora: Todas as cartas apostadas ficam em uma pilha em separada, as “Ante Cards”. E muitas cartas se utilizam dessa pilha no decorrer da rodada.

Mas e a estratégia?

TDA não tem a complexidade e o blefe de um Poker. Apesar do sistema de aposta, TDA não tem Blefe pois a aposta é feita no inicio apenas. Até dá pra adaptar um sistema á lá “Hold’ Em” mas tem que ser muito bem estudado para não interferir co a mecânica do jogo. Pois bem, a parte da estratégia fica por conta das cartas que você tem na mão. Todo o truque do TDA está em planejar á frente. Você ve a sua mão e já tem uma idéia se dá pra vencer aquela rodada. Mesmo que você não tenha as cartas mais altas, você ainda pode ganhar muitas fichas utilizando as combinações,  chamados de Armadas Especiais (Special Flights):

- Armada de Cor (Três dragões de mesma cor):  Faz com que todos os oponentes paguem a você uma quantidade de fichas igual ao valor de força do SEGUNDO dragão mais forte de sua Armada. Exemplo: Se você baixar três dragões azuis de Força 3, 7 e 9 os oponentes todos tem que lhe dar 7 fichas cada um.

- Armada de Força (Três dragões com o mesmo valor de força) :  Você rouba do pot um número de fichas igual á Força utilizada e além disto pega todas as Ante Cards que ainda estiverem na pilha.

Me paga 4 e tá tudo certo!

Além dos dragões, existem também os mortais. Estes não podem fazer parte de uma Armada Especial, ou seja, você não ganha nada se baixar 3 mortais e nem se baixar um mortal de força igual aos outros  dragões de sua Armada. (Nota: Eu particularmente discordo desta regra e acho que seria muito legal mesclar Dragões e Mortais).
Os mortais são serezinhos malditos que te cobram em ouro para entrar em ação, além claro do pré-requesito de ter força igual ou menor á carta que o oponente anterior baixou. O trunfo dos mortais é que eles são os mais drásticos. O Dragonslayer mata um dragão oponente de força menor que a dele. O Druida faz com que a Armada MAIS FRACA vença (é um sacana!). Portanto, os mortais cumprem o seu papel: Pentelhar os dragões.

É ou não é um safado !?

TDA, 4E e D&D.

Three Dragon Ante não tem relação direta com nenhuma ediçao de D&D. Porém, o criador de TDA é Rob Heinsoo, um dos “Cabeças” do 4E.
Desde a criação do TDA que tio Rob vem botando as manguinhas de fora. Á partir daí ele criou Inn Fighting e este jogo sim, tem elementos de 4E. Heinsoo já estava preparando o terreno.
O TDA tem em suas regras básicas ganchos para aventuras utilizando o jogo como acessório e também algumas regras para usar as perícias dos personagens para mudar as regras do jogo. Eu bem que gostaria de ver uma atualização para 4E já que o sistema de perícias mudou.

Preciso mesmo?

SIM ! Todo grupo de D&D tem que ter este jogo. Ele serve Inclusive pra uma partida rápida enquanto o DM não chega. E é um acessório divertido em muitas situações:

- Uma cigana lendo Tarot com cartas de TDA
- Um Deck Mágico onde cada carta teria um efeito próprio
-  O instrumento de aproximaçao do carismático ladino: “Alguém topa uma apostazinha inocente?”

Enfim, TDA pode fazer muito bem para o seu grupo dentro e fora de jogo.

E olha que nem falei sobre o Bahamut, Tiamat e Dracolich…

UPDATE:

Ficha Técnica

Onde Comprar: Ebay (Ooze recomenda, sem jabá!) ou Moonshadows (Sob encomenda)
Preço: ~U$ 20,00 (com o frete)
Número de Jogadores : 2- 6
Idade Recomendada: 12+
Autor: Rob Heinsoo
Publicado por: Wizards of the Coast.
Componentes: 1 Deck 72 cartas + Livro de Regras.
Requer: Fichas ou contadores.

Todos os blogs num só?

Blogosfera 9 Comments »

 Bem eu acho que era segredo… E provavelmente eu não deveria estar postando isto agora, mas meus dedos coçam pra espalhar boas novas sempre que as vejo.

O “mega-boga” Bruno Tarmann além de ter dado partida em uma bela iniciativa sobre envio de livros (mais sobre isso quando chegar a minha vez…) está criando o RPG Brasil, um blog que irá reúnir o conteúdo de vários outros blogs de RPG e á partir dali redirecionar para os posts originais. Achei a idéia de um altruísmo fantástico, que vai facilitar a vida de muitos leitores e até de outros blogueiros que queiram ficar por dentro do que ocorre na “blogosfera de RPG”.

O site ainda está em construção, o lay-out está ficando pronto, mas já dá pra ver o que vem por aí.

Todas as novidades, vou deixar á cargo do próprio RPG Brasil que promete muito mais do que apenas redirecionamento. Merece nossa atenção e aplausos.

Se era surpresa eu estraguei. =(

Mas mesmo assim, seja bem vindo RPG Brasil, que sua vida seja longa e seu blogroll extenso !

Lobo Solitário (mas não deveria)

Livros, RPG 4 Comments »

Lone Wolf - Logo

por Kareen Dulak

A série de livros-jogos do Lobo Solitário (”Lone Wolf”, no original) foi lançada no Brasil em meados dos anos 90 (ainda no século passado!) e cativou muitos fãs devido a ser uma das poucas aventuras-solo em que a qualidade do texto era similar ao de livros regulares; além do atrativo de ser uma aventura realmente em série, com o mesmo personagem-título vivendo todas as aventuras da série (ao menos, até o livro número 20, mas não se animem, no Brasil a série só chegou até o 4º livro). No entanto este último fator também provocou a derrocada da série em terra brasilis, com nosso mercado editorial incapaz de sustentar a diminuição contínua de leitores que livros seqüenciais provocam naturalmente. Assim, desde aquele curto período em que o Lobo foi um pouco menos Solitário, não há qualquer atenção do mercado editorial brasileiro para o cenário de Magnamund e os personagens que nele vivem. Mas isso é aqui.

Na Inglaterra, terra da Rainha e de Bernard Cornwell, a Mongoose Publishing após alguns anos de ostracismo do Lobo Solitário, decidiu relançar a série de livros-jogos desde o primeiro número até o último (e ainda mais quatro, especialmente feitos para a nova série) além – e talvez particularmente – do RPG do Lobo Solitário, Lone Wolf – The Roleplaying Game, utilizando a licença aberta OGL.

Não somos namorados…

O livro de 304 páginas e capa dura é completo, contando com as 07 classes de personagem que seguem até o 20º nível, descrição das perícias, dos equipamentos disponíveis (incluindo itens mágicos e únicos), das nações e regiões que compõem o cenário de Magnamund, das formas de combate (incluindo combate psíquico), de situações diversas como envenenamentos, doenças, design de dungeons, uso de armadilhas, etc, e o último capítulo contém um bestiário com informações sobre dezenas de criaturas. É efetivamente o único livro necessário para não somente começar a jogar como, também, continuar jogando por bastante tempo.

O cenário descrito é o mesmo dos livros-jogos, no entanto, por razões óbvias, ocorre décadas antes do surgimento do Lobo Solitário e da destruição do Monastério Kai, dando a oportunidade dos personagens resolverem os problemas que, nos livros-jogos, recaem nos ombros do último dos Lordes Kai (basicamente, o mesmo que ocorre em adaptações rpgísticas do Senhor dos Anéis). Desse modo, cabe os personagens lidar com a ameaça dos Darklords, que a todo o momento fazem seus exércitos pressionarem as nações do Norte até a submissão completa, além instigarem as nações livres uma contra a outra através do uso de espiões e agentes; impedir que os Cener Druids lancem sua pestilência; batalhar contra os Shadakis; desafiar o mal que reina em Kazan-Oud; encontrar as Lorestones of Nyxator; enfim, dezenas, centenas de oportunidades de aventuras. Essas que citei são apenas aquelas aventuras mais amplamente conhecidas, entretanto a descrição de cada localidade traz bons ganchos de aventuras para qualquer um que leia procurando por eles.

 Parece a Pangéia, mas não é

 As sete classes presentes são detalhadamente construídas (algumas delas chegam a contar com 10 páginas de descrições, a maior parte destinada a esmiuçar os diversos poderes da classe) para que o uso das Proezas (”Feats”) não seja necessário, o que produz dois resultados: 1) fica mais fácil de jogar, 2) uma maior diferenciação entre as classes, já que os poderes são únicos e não são acessíveis às outras classes. E por “poderes”, leiam “qualquer habilidade, sobrenatural, mágica ou não que as classes permitam realizar”. Assim, manobras com a espada ou com o rifle são equivalentes à capacidade de lançar feitiços e se mesclar com o ambiente.

Lone Wolf olhando um meteoro vindo na direção dele

As classes presentes são:

- Brother of the Crystal Star (os magos por exelência),

- Dwarven Gunner of Bor (artilheiros que usam armas de fogo - pistolas e rifles),

- Kai Lord (monges casca-dura),

- Magician of Dessi (elementalistas e manipuladores da matéria),

- Shadaki Buccaneer (os melhores marinheiros e piratas de Magnamund),

- Sommerlung Knight of the Realm (os brutos da linha de frente, normalmente da nobreza), and

- Telchos Warrior (povo bárbaro do deserto que aprendeu a domar e utilizar a besta interior do ser humano).

No princípio fui levado a crer que todas as classes estavam equilibradas entre si. Eu estava errado. Uma classe em particular mostrou em jogo ser mais forte que as demais e não foi surpresa alguma ver que tal classe é a do Kai Lord (a mesma “classe” do Lobo Solitário), enquanto a mais fraca, a do Dwarven Gunner of Bor, que também foi utilizada, passou a nítida sensação de ser daquelas classes que funcionam perfeitamente nas mãos de NPCs, já que os poderes deles são úteis, mas não superaram os dos demais e acabam sendo isso mesmo: utilitários.

São classes que servem ao cenário (no D&D usual, é o contrário, sendo que o cenário serve de palco para as classes) e, por isso, devem ocupar certos nichos e atividades dentro do mundo o que acaba por deixá-las desequilibradas, no entanto são essenciais para explicar como o cenário veio a ser como é e porque as coisas funcionam de determinado modo.

Exemplo: Todos os Magician of Dessi são, claro, de Dessi (ohhh, nããooo, mesmo?). E todas as pessoas em Dessi têm a mesma linhagem de sangue, o que torna restringe os Jogadores na hora da criação de seus personagens, mas automaticamente torna todos os Magician of Dessi membros de algo ancestral e sabem que poderão contar a com o auxílio, quando possível, de seus irmãos.

Outra particularidade é que o próprio livro não recomenda “multiclasses” para os personagens. Primeiro por uma razão lógica: usualmente o personagem obtém uma classe após anos e anos de treinamento intensivo, e a não ser que os mais anos e anos sejam usados para adquirir uma nova classe, não terá como. Se isso não fosse suficiente, há algumas outras obrigações: é necessário ser descendente dos Shianti para estar apto a obter a classe dos Magician of Dessi; é necessário ser um anão para tornar-se um Dwarven Gunner of Bor, e nascer em Telchos para se tornar um dos Warriors deles. Essas necessidades, sem uma mãozinha do Narrador, impedem que qualquer um que não tenha desde o princípio antevisto essa mudança de classe possa, no correr das sessões, adquirir uma dessas classes. Segundo por uma razão prática: os poderes de alto nível são melhores do que os poderes de baixos níveis.

Ou seja, é um livro que na parte de classes acaba sendo pobre em classes efetivamente equilibradas, mas é tão rico em seu cenário que faz a tarefa de editar os poderes das classes mais fracas algo menor ante as possibilidades presentes.

                 

Venha para o mundo de Ma… gnamund

Dois suplementos já foram lançados, também pela Mongoose: The Darklands, detalhando o ambiente em que vivem os Darklords e seus servos, além de trazer novos monstros e a ficha de cada um dos 13 Darklords; e Magic of Magnamund que detalha novas classes: Cener Druid, Sages of Lyris, Shianti Sorcerer, Shadakine Witch, Kundi Mystic, Vakeros Knight e o Herbalish, além de trazer novos usos de magia e duas Advanced Classes: Agent e o Emissary. O mesmo porém das classes do livro básico se repetem aqui: classes amplamente desequilibradas entre si (o Shianti Sorcerer, por exemplo, traz a recomendação para que não seja usado pelos PJs, tal é seu poder), todavia servem para dar estofo ao cenário, pois tem papéis importantes neste. Ambos não são essenciais, mas trazem ainda mais detalhes e riqueza ao que foi apresentado no livro básico.

Na minha avaliação amplamente parcial, o Lone Wolf – The Roleplaying Game traz um dos melhores cenários de jogo com as melhores classes para jogar (tal a profundidade e detalhamento), contudo é necessário atentar que aqueles que buscam jogar “pelos números” podem acabar se frustrando ao ver outros personagens mais fortes do que o dele, sem estarem em nível superior.

Recomendado para jogadores que dêem mais importância para a interpretação do que para a ficha do personagem.

*****

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS