Aventura Solo – Parte 3: O futuro te pertence
E a opção vencedora, no segundo turno, foi: “Saca seu sabre. Uma estocada certeira é limpa e silenciosa” com 8 votos. Vamos a ela:
Criatura das profundas – você pensa – vou exterminar com sua raça miserável. Segurando a cesta em uma mão, você saca seu sabre e tenta recordar suas poucas aulas de esgrima: En guard!
A estocada é curta, rápida, angular, visando a coluna espinhal. E errada. Você se lembra agora por quê seguiu o caminho da música ao invés do caminho das armas. O cão ataca, as presas da fera fincam-se na parte interna de sua coxa e a dor é lancinante. Percebendo que o sangue verte em grandes porções você luta para não desmaiar, a dor impede-o de concentrar ataques mais efetivos. De súbito o cão geme e o larga, dá alguns passos numa tentativa de fuga e tomba. Uma seta enterrada nas costelas.
“Nunca gostar de cães” – você ouve. Parado a 5 metros de distância você vê uma silhueta de um metro e noventa. Ele se aproxima e você o reconhece: Durga, o meio-orc.
Durga é daquele tipo de gente que você tem que ser amigo, mas não muito. Como todo meio-orc, Durga tem sérias restrições quanto á ordem estabelecida e seguir a lei das autoridades não está entre suas prioridades. Você agradece e ele percebe que você está com pressa. Antes de prosseguir em seu caminho, o orc ainda tem tempo de lhe dizer: “Bardo se jogar entre Durga e o cão, grande ajuda!”
O estábulo está logo á frente e você escolhe um cavalo robusto enquanto imagina como sua sorte pôde ter virado desta maneira. E para melhorar, agora podem te acusar de comparsa também.
O ferimento na perna dificulta a cavalgada e antes de partir você ouve os guardas sacando suas armas enquanto bradam: “Lá está o meio-orc, peguem o bandido!”
Após se afastar por alguns quilômetros você tem tempo de providenciar uma atadura improvisada e estancar o ferimento – correr não vai ser uma opção por algum tempo. Durante todo o dia você cavalga, sua sorte de bardo – coisa que você acreditava ter lhe abandonado – providencia leite bovino para a criança, quando uma vaca surge no meio da trilha.
A noite chega e você pára em uma capela na beira da estrada. Estas capelas são famosas por ajudar os peregrinos e um viajante sempre encontra salvaguarda, comida e cama. Sem conseguir dormir, você pensa no bilhete da Condessa e como sua vida poderá mudar. Considerando a questão por diversos aspectos você se lembra de amigos, favores que lhe devem, orfanatos e mosteiros. Amanhece sem dormir e com uma importante decisão a tomar. Que futuro você dará a seu filho? Você lista as pessoas com quem você pode contar:
Os Clérigos do Mosteiro. Eles ensinarão a seu filho o caminho dos deuses.
Seu melhor amigo, o anão Harull. Um honrado homem de armas, pequeno no tamanho mas gigante no coração.
A elfa Svanja, Bruxa-Herdeira da Senda dos Elfos. Quando era uma de suas amantes, a jovem bruxa sempre pediu um filho seu.
Kallindros, o vice-reitor da Grande Universidade Arcana. Diz-se que os maiores magos são órfãos.
A última opção a passar pela sua cabeça, é você não entregar a ninguém. Como seu primeiro ato altruísta você ensinará a seu filho tudo o que sabe.
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É provavel que este seja o último post do ano. Eu sairei de férias dia 5 e retorno no dia 12. Por enquanto a Enquete ficará sem data de encerramento, mas se algo mudar vocês serão avisados!
A todos que passam por este blog meu muitíssimo obrigado. Desejo a todos, do fundo de meu negro e purulento coração, um ano novo de felicidades e satisfações á vera!


6 Responses so far
Kareen Dulak
December 30th, 2008
9:14 pm
Votei na opção com Harull. Votaria em permanecer com o bebê SE houvesse certeza de que ele é filho do bardo. E como parece que descobrir isso ocorrerá em riscos, é melhor deixá-lo seguro com alguém de confiança enquanto o tal se arrisca com aquele aviso básico: se eu não voltar, crie-o como se ele fosse seu.
Bem, a opção com a bruxa é do tipo: vamos ver o circo pegar fogo.
A dos clérigos é para quem quiser abandonar o filho é boa.
A do Kallindros seria como a dos clérigos só que me deixa pensando: órfãos… tecnicamente ele não é um. Tecnicamente, mas vai saber o que esses magos aprontam.
A opção do “Você mesmo” vale pelo sentido do Lobo Solitário (o mangá).
É isso. Abraços!
waltinho
December 31st, 2008
5:22 am
Votei nos clérigos do Mosteiro… Acho que inspirado nos personagens que já levei ou que tive. Simpatizo com isso, e ele, no futuro, sabendo da história e sabendo que ali vc. poderá encontrá-lo, poderá vir a ajudá-lo… embora não tenha sido revelada qual a ordem de clérigos e qual Deus eles cultuam.
Edy
January 4th, 2009
6:40 pm
Esse cara vai e´matar o moleque se ficar com ele.
Pela sua possível descendência real, acho que deixar com cléricos pode ser uma boa, é mais certo que ele se torne alguém honrado e quem sabe um dia, se torne rei.
A do anão é boa, mas sabe-se lá os problemas que acarretaria ao anão.. é amigo, mas achei q seria abusar demais!
Abraço e boas férias!
Carl Enry
January 6th, 2009
4:14 pm
Eu acho a idéia de ser criado por uma bruxa a mais “sensata” de todas…
Pensa… filho de bardo… com suposto sangue de realeza… a única maneira dele ser MENOS desgraçado nesse mundo, é sendo adotado por uma bruxa!
Aliás, eu já falei, se fosse agir coerentemente, eu teria jogado a cesta no vulto.
E viva a participação do Durga! hahaha!
Michel
January 9th, 2009
1:41 pm
Eu pensei nos clérigos, pois assim já dava um jeito na perna… e, qualquer coisa, esquecia o moleque por lá
Carl
January 10th, 2009
2:07 pm
Eu disse, e repito. Bardo é um erro. Filho de bardo, já nasce errado. Agora, deixar uma bruxa cuidar, é o mínimo que se pode fazer com esse “mini-erro”.
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