Party Games, ou Jogos de Festa, não são muito comuns no Brasil. Aqui o calor não incentiva muito a reunião dentro de casa. Já nos países frios, as reuniões sociais são trancadas em casa por medo do Yeti. Então para aliviar a tensão eles jogam Party Games!
Mas se você gosta de receber amigos em casa para um comes-e-bebes e um joguinho, esta série será escrita para você. Eu não pretendo aqui falar de jogos importados, jogos caros, nem de RPG.
A proposta é mostrar como se divertir em uma festa, mesmo que acabe a luz (e ninguém ter que tirar a roupa!!!)
Lobisomem.
Este jogo é ótimo para festas pois o custo é zero, muitas pessoas podem participar e é divertidíssimo. É um jogo de dedução, blefe e poder de convencimento.
Do que você precisa:
Um baralho OU tiras de papel onde será escrita a função de cada jogador naquela rodada.
Objetivo e Contexto:
A vila está sendo atacada por lobisomens. Toda noite alguém morre e quando acordam, os aldeões furiosos lançam suas suspeitas em alguém e o enforcam. Quem é o lobisomem? Quem é inocente? O objetivo aqui varia de jogador para jogador. Os Aldeões precisam eliminar os lobisomens. E vice-versa.
Como jogar:
1 - Uma pessoa será o Moderador. O Moderador entregará aleatoriamente o “papel” de cada jogador. Com pedaçoes de papel é só escrever “Aldeão” e “Lobisomem”. Com baralho todas as cartas são de aldeões e os Ás são os Lobisomens.
2 – Uma vez entregue as cartas , o moderador pede para que TODOS fechem os olhos. Caiu a noite e todos foram dormir.
3 – Então o moderador pede para que os lobisomens abram os olhos. Se houver mais de um eles podem olhar em volta para se identificarem. O moderador então pergunta quem os lobisomens vão matar á noite e este devem responder APENAS APONTANDO para a vítima, para não se denunciarem. Escolhida a vítima o moderador pede para que os lobisomens fechem os olhos.
4 – O moderador anuncia quem morreu. Esta pessoa está fora do jogo. Ela não precisa mais fechar os olhos e apesar de não participar vai saber exatamente o que está acontecendo no jogo.
5 – Agora, todos abrem os olhos e debatem quem deve ser linchado (Nesta hora o jogo esquenta com acusações, defesas e blefes). Uma que a maioria tenha decidido, o jogador eleito também estará fora e deverá revelar se era um aldeão ou um lobisomem.
6 – Volta-se ao passo 2 até que o objetivo tenha sido alcançado.
Nota: Os lobisomens vencem se estiverem em número igual ao de aldeões.
Complicando as coisas: O descrito acima é o jogo básico, que serve muito bem para o entendimento da mecânica do jogo. Mas ele irá enjoar hora ou outra. Então está na hora de complicar colocando mais tipos de personagens.
O Vidente – Sonha toda noite com uma pessoa e sabe se ela é ou não um lobisomem. O moderador pede para que o vidente abra os olhos e aponte para algum jogador, então o moderador irá fazer sinal positivo caso este jogador seja um lobisomem ou negativo caso seja um aldeao. O Vidente vence se os Aldeões vencerem.
O Feiticeiro – Sonha toda a noite com uma pessoa e sabe se ela é ou não o Vidente. O moderador pede para que o feiticeiro abra os olhos e aponte para algum jogador. Então o moderador irá fazer sinal positivo caso este jogador seja o vidente ou negativo caso seja qualquer outro personagem. O feiticeiro vence se os Lobisomens vencerem mas não conta como lobisomem para definir a vitoria.
O Caçador – Se for morto por um Lobisomem ou por linchamento o caçador pode escolher matar alguém antes de morrer. O Caçador vence se os Aldeões vencerem.
Existem muitos outros papéis que inclusive seu grupo pode criar e colocar em jogo se todos estiverem de acordo. Em meus jogos nós usavamos o Anjo. O Anjo acorda a noite antes dos lobisomens e escolhe alguém para proteger. Caso esta pessoa seja vítima dos lobisomens ela não morre, porém o anjo só pode salvar a mesma pessoa uma vez.
Nos EUA este jogo é muito popular e várias empresas lançam suas versões de Lobisomem, Detetive, Psicopata, etc.
Sendo tão popular, ele é jogado até através de Fóruns (Já tentei jogar uma vez em fóruns mas consumia muito tempo e precisava debater em inglês, já viu né?) e E-mails (Como num PBEM), com temas que vão desde a básica vila medieval até Batman: The Dark Knight.
Espero que eu tenha conseguido passar as regras de forma clara, mas jogando vocês verão que é muito mais simples do que parece.
Na próxima parte vamos falar de mais jogos baratos e acessíveis que você deveria ter.
E não vou falar sobre o Twist seu (sua) pervertido(a) !
As Opções vencedoras foram: “Thomas” e “Não tenho o dinheiro. Que tal um Escambo?”
Entre a vida e a morte
Você considera suas opções e então decide arriscar.
“Bem, Sr. Agente, eu não tenho todo este dinheiro. Ofereço um Escambo.”
O clérigo funerário, também chamado de agente arregala os olhos em indisfarçada surpresa e em seguida parece querer perfurá-lo com o olhar, o canto da boca retorcido num esforçado sorriso.
“Você é esperto, jovem.”
“Thomas.”
“Você é esperto, Thomas. Sabes bem que um comerciante honrado não pode negar um pedido de escambo. E não me dê este olhar, você é um bardo, sabe mais que ninguém que isto é um negócio. Todas as igrejas são, em honra a nossos deuses devemos prosperar. Então aceito seu escambo sob uma condição.”
“Não comece com isto…”
“É simples. Eu realizo o ritual e em contrapartida você utiliza este amuleto mágico que nos avisará quando você for chamado pela doce voz do além. Nós o buscaremos e o enterraremos sob nossas terras.”
“Isso quer dizer que vocês terão a posse do meu corpo?”
“Quer dizer que você será enterrado próximo a seu pai. Nada mais.”
Você desconfia, mas não tem outra escolha. Você ofereceu o escambo e retirar o pedido poderia significar a perda do maior bem do bardo – sua palavra. Acenando positivamente ao ver que você tem que aceitar, o clérigo sai para preparar o ritual.
Duas horas depois, você se encontra defronte o corpo de seu pai, repousado numa mesa de pedra. Ele teve seu cabelo raspado, as unhas cortadas e seu corpo foi coberto por um pó branco que preservava o corpo e, segundo os agentes, prevenia que o corpo fosse possuído por espíritos ou demônios.
O amuleto que lhe foi dado é azul turquesa – “Sinal de que você ainda é puro, Thomas” – e pulsa quase imperceptivelmente.
O ritual se completa entre cânticos e incensos. O ar estala e crepita como uma fogueira e a energia mágica forma uma silhueta azulada humanóide, despojada e desdenhosa, ombro apoiado numa coluna imitando os trejeitos de seu velho, com o mesmo sorriso. O agente acena para que você diga seu adeus.
Você tem apenas duas palavras e muitas perguntas:
“Quem foi?”
A silhueta senta-se junto ao corpo na mesa de pedra, como se tudo fosse muito natural e apontando para a porta olha para o agente, que se levanta em reverência e deixa a sala.
“Conde Coldbrig.” ecoa uma voz fantasmagórica, de além dos planos materiais.
Você tentou perguntar quem era este, mas a silhueta se desfez tão rapidamente quanto apareceu. Agora suas dúvidas são ainda maiores e as respostas são escassas.
Você deixa o templo, após acompanhar o enterro. Realmente estes caras sabem fazer uma bonita homenagem, você pensa. Enquanto caminha sem rumo você sente uma presença, que se dispersa assim que você decide dar um pouco de atenção.
Alguns minutos depois, sua mente está ocupada demais para notar que está sendo seguido e ao passar por uma esquina sem movimento dois elementos se fazem notar, seguido por um terceiro. Você está cercado.
Um deles se parece muito com a sombra que você seguiu até o beco. O homem sorri com brilho nos olhos, como se já o conhecesse. Você tenta se controlar para não se lançar sobre ele.
“Agora é sua vez, bastardo!” – O ser diz em voz gutural, revelando qualquer coisa de inumana, enquanto sua mão brilha em azul produzindo rápidos estalidos. Magia.
Esta é a hora que todo guerreiro anseia. O prenúncio da batalha, o silêncio que anuncia a última chance de recuar. E você só tem uma coisa a fazer.
Seguindo mais um instinto do que realmente um ímpeto racional, você se esquiva de um raio azulado que chamusca a parede ao seu lado. No entanto, não consegue impedir a lâmina de um dos homens de chegar-lhe às costelas – talvez o agente funerário tenha a oportunidade de enterrá-lo antes do previsto. A lâmina reta e enegrecida do terceiro é repelida pela sua, que com um contragolpe rápido consegue desarmá-lo. O metal negro cai sonoramente no chão, e por um breve momento você acompanha sua trajetória com os olhos. Idiotice.
O homem de habilidades mágicas dá um sorriso distorcido quando percebe sua distração, e você nota tardiamente quando ele lhe golpeia com uma lâmina curva. O que aumenta sua raiva não é a dor do ataque, mas o fato de sentir algo mais – veneno. Sentindo a sua perna paralisar, você pragueja, amaldiçoando a prole desse desgraçado. Vendo que está em uma posição muito desfavorável, resolve tentar correr e subir nos vários barris, onde imagina que ficará menos vulnerável.
Talvez por ser inesperada e insana, a manobra é bem sucedida. O patife que perfurou suas costelas tenta em vão atacá-lo, mas consegue cortar a tira de couro que prendia a harpa ao seu cinto. Ela cai no chão de pedra, fazendo muito mais barulho do que o esperado. Na verdade o instrumento emana uma poderosa onda sonora, que por muito pouco não atinge você mesmo. O covarde cai no chão, atordoado, enquanto os outros dois avançam na sua direção.
Estando acima dos seus adversários, você poderia se preparar melhor para os ataques – ou era isso que imaginava. A perna debilitada atrapalha muito sua movimentação, e um ataque inesperado de um dos seus inimigos o deixa ainda mais vulnerável: o homem que você desarmou poucos segundos atrás, demonstrando uma força descomunal, derruba um dos seus apoios, e você cai sentado no chão, duplamente humilhado. Desgraçados.
Reagindo o mais rápido que pode, você chuta o joelho do assassino desarmado, que por sorte perde o equilíbrio e cai no chão. Esticando o braço para pegar a espada de metal negro, você mal olha quando arremessa a lâmina na direção do homem – mas escuta o barulho oco da lâmina penetrando carne, e torce para também haver veneno ali.
Com o assassino do seu pai, no entanto, a sorte não é a mesma. Aproveitando-se do fato de você estar no chão, ele desce o punhal certeiro no seu estômago. Gritando de dor e raiva, sentindo o gosto de sangue na boca, você xinga e desfere um chute no desgraçado. Com a violência do golpe, o sujeito se afasta – tempo o suficiente pra que você desembainhe sua própria espada e o ataque. Ele parece prever suas intenções, e as lâminas se cruzam, barulho de metal cortando a noite.
Porém você tem um trunfo ao seu favor: com a mão livre e estando no chão, bastou juntar um pouco de lama e areia, que com um arremesso perfeito chega ao rosto do assassino. Ele recua, dando o espaço e tempo suficientes para que você possa levantar. E você o faz, mas não sem humilhar seu adversário – um ataque certeiro no joelho o deixa ao chão, à sua mercê. E então?
Entre a vida e a morte:
"Isto não vai ser bonito de se ver, mas eu vou adorar cada segundo..." (37.0%, 7 Votes)
"Por quê? Por que assassinaste meu pai cria demoníaca?" (32.0%, 6 Votes)
"Quem é Conde Coldbrig? Fale ou então..." (32.0%, 6 Votes)
"Tua morte será piedosa e indolor, não te preocupes" (0.0%, 0 Votes)
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Esta Enquete se Encerra no dia 04 de Fevereiro, ás 18:00
P.S.: Esta cena de combate eletrizante foi escrita por Allana Dilene que já nasceu com nome de personagem de RPG e ganhou aqui um fã. Um dia chego lá! ;-)
Adquiri este jogo recentemente, mas eu já o conhecia através de jogos online (veja no final). É um card game fechado (Não colecionável, portanto. Amém.) onde cada jogador tem que construir sua cidade, utilizando a cada turno personagens variados para lhe ajudarem a ter a cidade mais valiosa.
Ele foi criado em 2000 por Bruno Faiduti e em inglês foi publicado pela Fantasy Flight Games.
Vou fazer uma pequena resenha e dar um exemplo de jogo para vocês conhecerem e quem sabe, encomendarem os seus (Preço médio de 20 dólares, mas no e-bay sempre se encontra mais em conta).
Site under construction – Como é o jogo.
O objetivo do jogo é fazer mais pontos. Para isto você soma o valor dos distritos que você baixou e mais alguns bônus fornecido por alguns distritos especiais e algumas condições de jogo atingidas. Falo delas jajá.
São dois baralhos diferentes, uma para os distritos e outro para os personagens.
Preparar…
Cada jogador recebe 4 cartas de distrito e dois ouros.
Apontar…
Os jogadores decidem quem começa (O livro diz que o mais velho começa, mas vai de cada grupo) e este jogador recebe a “coroa”. O benefício de ter a posse da coroa é que este jogador é o primeiro a escolher seu personagem para aquele round.
O jogador com a coroa embaralha o deck com os oito personagens e então descarta uma carta, com a face virada para baixo. Esta carta “secreta” não será usada neste round. Após isto o jogador descarta um número de cartas de personagem dependendo do número de jogadores, mas desta vez viradas para cima. Estas cartas também não serão utilizadas neste round. Então o primeiro jogador escolhe em segredo entre os personagens que sobraram quem ele irá utilizar e passa o deck para o jogador á sua esquerda. Feitas as escolhas, o primeiro jogador “Anuncia” os personagens em ordem crescente e o jogador que possuir o personagem anunciado inicia seu turno.
Fogo!
O turno de um jogador consistem em duas partes:
1 – Ação: Pegar dois ouros ou comprar duas cartas.
Uma das cartas compradas deve ser colocada no final do deck de distritos, então na prática você só compra uma carta.
2 – Construir: O jogador pode baixar de sua mão UM distrito, pagando seu custo.
O poder de cada Personagem pode ser utilizado em qualquer momento durante o turno.
Terminado o turno, o jogador passa a vez para o próximo na ordem de iniciativa.
Os Distritos
Os distritos são categorizados de 5 formas: Militar (Vermelho); Nobreza (Amarelo); Mercante (Verde); Clero (Azul) e Especiais (Violeta). Isto é importante por dois fatores. Certos personagens recebem renda extra quando seus distritos equivalentes estão em jogo e ao final do jogo você recebe uma bonificação se em sua cidade houver um distrito de cada tipo.
Os distritos especiais são os únicos que possuem alguma habilidade, como por exemplo o Observatório que permite que o jogador que o baixou saque 3 cartas ao invés de duas.
Os Personagens
Existem oito personagens (Nove, com a expansão ‘Dark City’) e cada um afeta o jogo de uma maneira. Além disto cada um age em sua própria iniciativa. A seguir:
1 – Assassino: Quando ele entra em jogo, o jogador que o controla seleciona um personagem para ‘matar’. Quando este personagem se apresenta, seu jogador perde o turno. (Nota: O assassino mira um personagem, não um jogador.)
2 – Ladrão: Quando o ladrão entra em jogo, ele seleciona um personagem para roubar. Quando este personagem se apresenta, seu jogador tem que dar todo seu ouro ao ladrão, antes de começar seu turno. (Nota: O ladrão não pode roubar do assassino, que já agiu.)
3 – Mágico: O mágico tem o poder de trocar sua mão de cartas com outro Jogador (mesmo que o jogador do mágico não tenha cartas na mão.) ou colocar qualquer número de cartas da sua mão no fim do deck de Distritos e sacar um número equivalente de cartas desta pilha.
4 – Rei: O rei recebe um ouro para cada distrito Nobre que hover em sua cidade. Assim que entra em jogo o jogador que controla o rei recebe a coroa.
5 – Abade: O Abade recebe um ouro para cada distrito do Clero que houver em sua cidade. Neste turno o Warlord não pode destruir nenhum de seus distritos.
6 – Mercador: O Mercador recebe um ouro para cada distrito Mercante que houver em sua cidade. O mercante recebe 1 ouro quando realiza uma Ação.
7 – Arquiteto: O Arquiteto recebe duas cartas de distrito quando realiza uma ação. O Arquiteto pode construir até 3 distritos em seu turno.
8 – Warlord: O Warlord recebe um ouro para cada distrito Militar que houver em sua cidade. Pagando o custo do distrito -1, o Warlord pode destruir aquele distrito, inclusive próprio.
Fim do Round
Quando o último personagem completar seu turno, todas as cartas de personagem voltam para o baralho e tem início uma nova fase de escolha. O jogador que tiver a posse da coroa começa escolhendo.
Fim de Jogo
O jogo termina no final do round em que algum jogador construir seu Oitavo distrito. Somam-se os pontos e quem tiver mais, vence.
Os Bônus
Fazer o jogo terminar não garante a vitória por si só, pois além de somar os custos dos distritos ainda existem os bônus:
4 pontos para o primeiro jogador a construir oito distritos.
3 pontos para cada jogador que tiver as 5 cores em sua cidade.
2 pontos para cada jogador além do primeiro que também tiver oito distritos em sua cidade.
Bônus diversos concedidos por cartas Especiais, como a Sala de Mapas que concede um ponto de vitória para cada carta que houver em sua mão no fim do jogo.
Apenas uma palhinha – Exemplo de jogo.
Vou dar o exemplo de um turno de Citadels.
Jogadores A, B, C e D decidem que A será o rei neste turno e portante ele recebe a coroa.
Como são 4 jogadores, pela regra, o jogador A descarta uma carta virada para baixo e descarta Duas virada para cima: Saem de jogo o Warlord e o Mercador, além da carta em segredo.
O jogador A olha para as cartas restantes e vê : Ladrão, Abade, Rei, Arquiteto e Mágico. Por dedução ele sabe que o Assassino foi virado em segredo. Decide então escolher em segredo o ladrão e passa as 4 cartas restantes para o jogador B.
O jogador B vê: Abade, Rei, Arquiteto e Mágico. Ele então sabe que o Assassino ou o Ladrão está com o jogador A. Decide-se pelo Mágico e passa as 3 cartas para o jogador C.
O jogador C vê: Abade, Rei e Arquiteto. Agora fica mais complicado fazer alguma dedução precisa. Achando que os outros dois pegaram o Assassino e o Ladrão, o jogador C utiliza a velha máxima do Citadels: Na dúvida, pega o Abade!
Para o jogador D sobra o Rei e o Arquiteto. Ele sabe dos riscos mas decide pegar o Rei. Afinal mesmo se perder o turno, o jogador que se apresentar como o Rei ainda recebe a coroa. Ele descarta secretamente o Arquiteto.
O jogador A então anuncia o número 1 (Assassino) para se apresentar. Ninguém responde e o jogador D respira aliviado. O jogador A anuncia o número 2 (Ladrão) e ele mesmo se apresenta revelando sua carta. Como ladrão, o jogador A declara que quer roubar o Rei e prossegue com seu turno normalmente. Compra 2 ouros (totalizando 4 pois todos começam com 2), Está foi a sua ação. Agora ele pode construir um distrito se quiser, mas decide juntar mais ouro no próximo turno para construir uma Universidade. Passa a vez para o próximo na sucessão, anunciando o número 3 (Mágico).
O jogador B se apresenta, revelando sua carta. Faz sua ação buscando 2 ouros e decide usar o poder de seu personagem colocando duas cartas de sua mão no final do deck de distritos e comprando 2 cartas. Com 4 ouros ele constrói um Castelo (Nobre – Amarelo). E finaliza seu turno.
O jogador A anuncia o número 4 (Rei) e o jogador D se apresenta. Antes de iniciar seu turno ele recebe a coroa e também é obrigado a dar seus 2 ouros iniciais ao Ladrão (jogador A, que agora tem 6 ouros). Ele faz a sua ação também coletando 2 ouros e baixa uma Taverna (Mercante – Verde) de custo 1. Passa a vez, mas como tem a coroa é ele quem Anuncia o número 5 (Abade).
O jogador C se apresenta e realiza a sua ação comprando duas cartas. Fica com uma e devolve outra para o final do deck de distritos. Então ele constrói um Templo de custo 1 (Clero – Azul). Ainda em seu turno ele utiliza de seu direito de receber 1 ouro para cada carta do Clero em sua cidade e coleta 1 ouro, assim ele construiu um templo sem gastar ouro.
O último jogador finaliza seu turno e todas as cartas de personagem voltam para o Deck e agora quem embaralha e inicia a escolha é o jogador D.
Vale a pena!
O exemplo acima foi apena uma das centenas de situações que poderiam ter ocorrido. Neste caso a coisa foi ainda bem leve e tem horas que você se vê em situações muito mais delicadas.
O nível estratégico do jogo é bastante elevado e você se vê constantemente forçado a mudar seus planos e ficar aberto a várias opções.
A qualidade do material é ótima, como em todos os jogos da Fantasy Flight. Os contadores de ouro são peças plásticas douradas e dão uma bela impressão. O marcador da coroa é de madeira e as cartas são de boa durabilidade. Infelizmente elas são menores do que cartas de Card Games colecionaveis e portanto os Plastic Shields ficam grandes. É bom tomar um certo cuidado.
As ilustrações são simples, porém muito boas, como vocês podem ver.
O valor de rejogabilidade é alto, até porque as caixas atuais de Citadels já vem com a Expansão ‘Dark City’ que adiciona novos distritos Violetas e DEZ novos personagens:
1 – A Bruxa: Escolhe um personagem e joga o turno dele.
2 – O Coletor de Impostos: Recebe 1 ouro do jogador que construir um distrito.
3 – O Mago: Olha a mão de um jogador e pega uma carta que pode ser baixada se puder ser paga.
4 – O Imperador: Recebe 1 ouro por cada distrito Nobre. Escolhe um Jogador para receber a Coroa.
5 – O Bispo: Recebe 1 ouro por cada distrito do Clero. Recebe 1 ouro do jogador que tiver mais ouro.
6 – O Alquimista: Recebe de volta o ouro gasto para construir um distrito.
7 – O Navegador: Compra 4 cartas ou recebe 4 ouros. Não pode construir neste turno.
8 – O Diplomata: Pagando a diferença, troca seu distrito pelo distrito que escolher.
9 – O Artista: Paga um ouro e ‘Embeleza’ um distrito que valerá 1 ponto a mais no final do jogo.
9 – A Rainha: Recebe 1 ouro por cada distrito Nobre e recebe 3 ouros se seu jogador estiver sentado á esquerda do Rei ou do Emperador.
Neste caso você não os adiciona e sim os substitui. O jogo muda completamente dependendo das alterações feitas e isto deixa o jogo sempre interessante e você se pega refazendo todas as táticas quando o Assassino é substituido pela Bruxa, por exemplo. E sim, são duas cartas de número 9 mas escolhe-se apenas uma para jogar.
Enfim, o jogo é nota dez, mas eu darei um nove pois eu creio que seria ainda mais interessante se houvesse uma maneira das cidades guerrearem entre elas. Quem sabe eu não crio uma House Rule…
Quero jogar agora!!!
Não esqueci não! Além do Brettspielwelt (fale 5 vezes bem rápido e ganhe um nó na lingua) – famoso site alemão onde se jogam diversos Boardgames online- existe também um site onde você pode jogar sozinho (em java) contra os bots, aqui. É uma boa experiência!
p.s.: Todas as imagens foram tiradas do Boardgamegeek.
Este é um MEME que começou já faz algum tempo (ano passado) onde um blogueiro entrevistava o outro e os dois publicavam a entrevista. No EIRPG ano passado muitos blogueiros se encontraram e se conheceram, mas a blogosfera tem crescido cada dia mais e esta é uma boa oportunidade para todos se conhecerem. E quem não tem blog também pode conhecer mais aquele cara daquele blog que você acompanha. Todo mundo ganha!
Desta vez eu fui entrevistado pelo Edy Abreu, um dos pioneiros na blogosfera de RPG, o que me deu muito orgulho. Leia agora o texto encontrado em velhos pergaminhos élficos . E perdoem todos os meus erros de português e desacordos com a reforma ortográfica. Assim como meu amigo Rinaldo Ramone, eu irei aderir sim á reforma ortográfica. Quando o MSWord for atualizado! Hoho.
O Ooze é entrevistado pelo Dragão
1- Então Rey, quem é você, de onde veio e para onde pretende ir?
Quem sou eu, essa é dificil. O melhor que posso descrever é que sou um cara que gosta de rir. Eu nasci em São Paulo, mas aos 12 anos vim morar em São José do Rio Preto (~400 km da capital) e provavelmente foi uma das melhores coisas que me aconteceu. E não pretendo ir a lugar nenhum por enquanto. Minha profissão (Corretor de Seguros) é burocrática e cheia de detalhes o que a torna chata às vezes, mas muito gratificante quando tudo dá certo. Pretendo continuar nela, pois tem pagado as contas. Claro que todo RPGista gostaria de viver do Hobby mas isto é para poucos, né?.
2- Acredito que algumas pessoas devem se perguntar “Mas porque Ooze e que diabos é isso?!”. Esclareça estas mentes sedentas por conhecimento!
Ooze foi um nome que apareceu numa lista que bolei de nomes para o blog que eu pretendia criar. Quando me chamaram a atenção de que naquela lista era o melhor nome, eu olhei com mais cuidado e decidi utilizá-lo. Quando eu tinha uns 12 anos eu era fissurado nas Tartarugas Ninja e construia com os amigos as armas e a gente vivia se batendo, que infancia saudável! (Eu era sempre o Michelangelo com meus nunchakus de madeira). O liquido que deu origem ás Tartarugas era o Ooze (Dizem que o liquido que cegou o Demolidor era o Ooze tbém). Mas depois que parei pra analisar este nome eu identifiquei outras “qualidades”. É um nome pequeno e fácil, além disso, um dos monstros mais legais no D&D são os Oozes (Cubo Gelatinoso, vai!). Adicione a tudo isso o fato do ooze ser uam coisa maleável e você tem um nome de blog que pode falar sobre tudo, de RPG á Filmes Trash (”A Coisa” era um ooze, com certeza!) e tá tudo certo. Eu gosto de Ooze, vocês não?
3- Muito bem rapaz, então você um dia percebeu que estava fadado a ser um jogador de RPG nato e que deveria escrever sobre isso. Isto seria uma dádiva maior, um dever, uma missão, obra do acaso ou uma maldição? Conte-nos um pouco desta sua aventura e como tudo começou.
Quando eu conheci o RPG pela primeira vez eu pensei comigo “Eu sempre gostei disso e não sabia!”.
Foi realmente um caso de amor á primeira vista. Um amigo meu comprou (por influencia minha) a caixa preta de D&D da Grow. Eu queria que ele comprasse o Hero Quest, mas era muito caro, então nós vimos o Dragon Quest (”…uma introdução ao mundo do RPG”) e o D&D (…O RPG mais jogado do Mundo) e pensamos “Danem-se as introduções, vamos para o Mais jogado!”. Não me arrependi. Aliás, eu encho a boca pra falar “Comecei com o D&D onde elfo era elfo e mago era mago, fim de papo!” hahaha. De lá pra cá minha paixão é o D&D, mas eu gosto muito de Changeling, Demon: The Fallen e Shadowrun.
4- Um pequeno momento de nostalgia: Existe algum post em especial que te marcou no Ooze e algum outro post que te marcou fora do Ooze? Por quê?
Um post que me marcou no Ooze foi a série “Seria você um Munchkin” (Jabáááá). Eu gostei de escrever e os comentários foram muito legais. Fora do Ooze o post que mais marcou, dentre tantos posts e blogs fantásticos que tem aparecido, creio que foi/é a série Videogame de Papel do Cobbi.
5- Conflitos existenciais: Se sou um Gnomo Ilusionista ou um Anão Guerreiro, porque interpreto como um Meio-Orc Bárbaro? Para você, como a interpretação ou a falta dela pode ajudar ou prejudicar a conciência de “O que é RPG” e de “Como ele funciona”.
Uau, Edy, tá ficando Profundo. Tenho até medo da próxima pergunta. Sem interpretação o RPG se torna apenas mais um jogo de tabuleiro. Se tivermos APENAS interpretação então é apenas uma Contação de Estórias. O bonito do RPG é que ele serve para qualuqer pessoa. Seja ela uma pessoa que goste de interpretar ou uma que não goste. Apenas vai dar errado se pessoas com pensamentos muito diferentes estiverem no mesmo grupo e digo isso por experiencia própria. De qualquer forma a interpretação deve sempre ser incentivada e nisso o Narrador tem papel fundamental, pois se ele não interpreta os jogadores não se motivarão a isto (principalmente no caso de novatos).
6- Você tem dado em casa? Quando foi a última vez que praticou o ato supremo e como foi? Você tem alguma periodicidade ou depende apenas de “criar um clima”?
Alá, falei que tava ficando pesado! AHAHA.
Eu tenho dado toda terça-feira, ultimamente. Estamos com uma campanha muito legal de D&D 4E que se passa em Forgotten, eu sou o DM e são 3 jogadores (Dragonborn Paladino , Elfo Clérigo/Mago e Meio-Elfo Ladino). Sou suspeito pra falar, afinal me tornei um grande Fã do 4E, mas a campanha está muito bacana.
Geralmente eu gosto de jogos marcados com antecedencia. Eu já tive ótimos jogos criados “no clima”- como, por exemplo, quando acabamos de assistir Bruxa de Blair e meu amigo vira pra mim e diz: “Rey, vamos jogar Bruxa de Blair, eu tenho que bater nessa velha”- mas sou definitivamente contra parar DO NADA pra jogar na Praça de Alimentação do Shoping. RPG é pra todos, sim, mas nem todos são obrigados a aturar um bando de gente gritando “Moooorra Seeeeiya!” em praça publica.
7- Uma dica para quem está começando a jogar RPG e que tipo de referência (filmes, quadrinhos, livros) você recomenda para quem está no nível 1 de errepegista?
Dica pra quem está começando no RPG: LEIA! Mais do que assistir a filmes, leia livros. Os bons vão enchê-los de idéias tanto para aventura quanto para personagens. Outra dica é Seja Discreto: Já passou a modinha de se vestir de preto, pra outros caras vestidos de preto saberem que você joga RPG.
Referencias para quem tá começando: Aqui serei BEM tendencioso porque sou apaixonado por fantasia medieval.
Livros:
Bernard Cornwell escreve ótimas histórias e de fácil leitura. Qualquer título dele vale a pena.
Monteiro Lobato: Duas razões: 1 – Ele é um genio. 2 – Não precisa de mais razões depois da 1, mas é um universo muito rico e vale a pena conhecer.
Paulo Coelho: * Abaixa o escudo e chuta algumas pedras pra longe * O Alquimista é bom! Sério.
Neil Gainman: Leia Deuses Americanos e me conte quantas campanhas surgiram em sua cabeça. Eu perdi as contas.
Filmes:
Além dos Clássicos Feitiço de Aquila, Labirinto do Fauno, Highlander (Só o 1), Labirinto, A Lenda, Senhor dos Anéis e Willow recomendo Extermíno (Para seu dia “Z”), Clube da Luta e Batman Dark Knight (Pra testemunhar dois legitimos agentes do Caos).
Quadrinhos:
Sláine, Hellboy, Fabulas e onde quer que o Neil Gainman e o Alan Moore encostem.
8- Acredito que poucas pessoas saibam de seu potencial escondido sobre sua multi-classe pouco compreendida. Como é ser um publicitário e se isso afeta sua vocação para os jogos de alguma maneira.
Bom, na verdade eu me formei em publicidade e propaganda, mas não exerço a profissão. Assim eu não me considero um publicitário. Porém eu aprendi a pensar como se fosse um e pensar, como diria um professor “Do outro lado da tela”. Ou seja, muitas vezes a gente consegue ver a inteção por trás de uma ação e aprende a ver as coisas por diferentes prismas e por ter que se comunicar bastante precisa ter um bom vocabulário. Isso ajuda na hora de mestrar, de criar uma historia e envolve um bocado de improvisação. Acho sim que a faculdade de Publicidade me ajudou a ser um RPGista melhor e tirei ensinamentos que se usa para todos os campos, não só para a publicidade.
9- E para terminar, aprecie-nos com algumas palavras de sabedoria, ó Aquele que do Verde vem!
“Adeus e obrigado por todos os peixes!” Foi a coisa mais sábia que me ocorreu no momento.
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Por minha vez, eu irei entrevistar a Matilha. Essa galerinha do barulho adora aprontar altas confusões, lá vem chumbo grosso!
Obs.: A ilustração do “Ooze é entrevistado pelo Dragão” foi feita pelo ATOA (veja seu deviantart), que não é atoa, mas é e colorida por ele e Edy Abreu, “em testes despretensiosos em um famoso software de edição gráfica. =P”, segundo o próprio.
A Opção vencedora foi “Explica que você é o filho da vítima e conta todo o ocorrido”
Último Adeus
“Senhores, eu sou filho deste homem. Podem perguntar ao taverneiro que nos viu chegar juntos. Sou uma vítima também.”
Sua história convence. Poucos deixariam de notar a semelhança entre vocês dois, afinal. Os guardas pedem para que você verifique se algo foi roubado e solicitam que você os acompanhe até o corpo-da-guarda para registrar sua versão e suas suspeitas.
Você tenta convencer os guardas de que não está em condições mas fica desarmado quando ouve da boca deles que se não comparecer pode ser apontado como suspeito. O jeito é resolver tudo isto na conversa. Seu depoimento dura bastante tempo, mais do que você imaginaria e o chefe da guarda o fez recontar sua história várias vezes, provavelmente esperando alguma contradição.
“Qual seu nome rapaz?”
Qual seu nome, filho?
Thomas (29.0%, 6 Votes)
Casper (24.0%, 5 Votes)
Joshua (24.0%, 5 Votes)
Hank (14.0%, 3 Votes)
Bard (10.0%, 2 Votes)
Total Voters: 21
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“O que veio fazer na cidade? É sua primeira vez na cidade? E veio tocar seu instrumento? Você é fugitivo de alguma cidade? E seu pai? Como é mesmo o nome da Dama que lhe fez compania até alta madrugada? Ela pode falar em sua defesa?”
Você responde da melhor maneira possível e o chefe-da-guarda não é agressivo. Seu velho pai (incrível pensar que ele esteja morto) já contou diversas histórias sobre interrogatório e como eles se aproveitavam dos bardos errantes ameaçando-lhes cortar a lingua ou alguns dedos. Não era o caso, ao que parecia.
O dia raiou e você foi liberado. Na taverna, o clima estava tenso. O papa-defuntos havia passado e deixado sua aura mórbida no local, você foi orientado a procurá-lo. O taverneiro se aproxima e lhe pede que pague sua conta e saia de seu estabelecimento pois você já havia feito muito mal aos negócios e a sua filha.
O mundo é mesmo injusto, a garota parecia ter gostado.
Enquanto se dirige á Funerária, nome dado aos templos do deus da morte, você pensa em como em tão pouco tempo sua vida havia mudado tanto. Seu pai sempre disse isso: “Quando você nasceu, minha vida mudou muito em pouco tempo.”, parece ter sido este seu legado.
Ao entrar no templo, você divisa vários ritos acontecendo ao mesmo tempo. Cada um seguindo o código de um deus diferente. Você mesmo nunca parou pra pensar nisto. Você nunca seguiu uma religião fervorosamente, apesar de praticar alguns ritos de proteção por força do hábito. Um dos clérigos do deus da morte, perjorativamente o papa-defunto, se aproxima movendo-se languidamente em seus robes cinzas, como se estivesse flutuando.
” Meus pêsames por ter ficado, meu jovem.”
“Ficado onde?”
“Aqui. No mundo de argila. Que seu nome seja chamado brevemente, em que posso serví-lo?”
“Meu pai foi trazido para cá, ele foi assassinado na Taverna Bom-Pão.”
“Amém a isso, meu jovem.”
“Eu preciso enterrá-lo. Onde está seu corpo?”
“Enterrá-lo? Achei que você fosse do norte, me enganei. Se você fala do homem com a letra “C”, ele está sendo preparado adequadamente mas antes eu gostaria de falar-lhe, se me permite.”
“Eu já tenho seguro de vida…”
“Sim, claro, digo, não era a isso que me referia. Seu pai faleceu sob condições muito especiais, sabia? Ele não tem marca de ferimentos, nem de concussões, é como se tivesse sido assassinado por magia. E isso nunca é bom sinal, você sabe…”
“Dizem que a magia não mata, apenas expulsa a alma pra fora do corpo, conheço a lenda. Mas eu não sei se acredito nisso, tenho uma tia que…”
“Deveria acreditar. Olhe, estamos com preços especiais para determinados rituais funerários que não tem muita saída. Um deles é o ‘Último Adeus’.”
“Último Adeus?”
“Sim, foi desbancado pelo “Minuto do Adeus”. Este é mais caro, mas tá saindo bem… Com o Último Adeus você tem a chance de trocar duas palavras, veja bem, duas palavras com o falecido. Como provavelmente a alma do seu ente ainda ronda por aí, pode ser que você consiga um bônus… Por apenas 3 mil rublos…”
Mas que charlatão, você pensa. Querendo lhe arrancar dinheiro nessa hora tão difícil.
E você tem apenas Mil rublos, depois de pagar a Taverna. Você pensa em suas alternativas, encarando o clérigo pra tentar descobrir se ele o está enganando. Você se lembra de pensar por diversos prismas, como seu velho ensinou – Filho, sempre que um bardo não pode pagar, ele propõe a universal lei do Escambo: A pessoa pega para si um pertence teu de valor equivalente. Como tudo na vida, é um jogo.
“E então, meu jovem, qual sua resposta?”
O que me diz?
Não tenho o dinheiro. Que tal um Escambo? (50.0%, 10 Votes)
Mas eu sou do Norte! Cremar é minha escolha. E eu mesmo fico com as cinzas dele. (20.0%, 4 Votes)
Eu quero meu 'último adeus'. Dou-lhe uma parte agora e o restante depois que falar com meu velho. (15.0%, 3 Votes)
Seu Charlatão! Ande logo com este enterro pois tenho um homem a vingar! (10.0%, 2 Votes)
Não obrigado, prossiga com os ritos e eu mesmo procurarei as respostas. (5.0%, 1 Votes)
Total Voters: 20
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Desta vez são duas Enquetes. Ambas terminam dia 24 (Sábado) ás 18h. Talvez eu não consiga postar neste mesmo dia, mas postarei assim que possível.
E para elucidar, os nomes “Ocidentais” propostos são em consequência á escolha do próprio Bardo criá-lo. Ele teria um nome Anão, se tivesse sido criado pelo Anão e assim consecutivamente.
E sim, o garoto poderia ter dito “N” outras coisas para o clérigo, mas … ele não disse, ok?
O Senhor dos Sonhos está de aniversário. Este ano ele completa Infinitos +20 anos de vida !
Parabens para ele e para o Neil Gainman que deve usar chá de Santo Daime pra escrever o que escreve.
O principal motivo deste post, sejamos sinceros, é que eu quero contorrer a ISTO.
Fala sério, essa estatueta finalizada deve dar calafrios em qualquer demônio sonhador.
O portal Ambrosia (relembrando, pessoal, lê-se Am-bro-SI-a.) está comemorando á vera e fazendo a resenha de todos os livros sobre os Perpétuos.
Além deles, o Pensotopia também fez um artigo bacanão. Mas espero que eles percam a promoção e eu ganhe. Rá!
A Opção vencedora foi: “Procura seguir o intruso tentando não ser percebido. Segui-lo certamente irá levar você a descobrir quem é e o que planeja.”
Um Bardo a menos...
Você se esgueira pelas sombras. Seu pai o ensinou como aparecer na multidões, mas algumas pessoas o ensinaram a desaparecer. Você busca em seu bolso uma porção do raro cristal em pó e entoa uma palavra de poder. Logo em seguida você está invisível a olhos mortais, como diria tia Svanja.
O sujeito sai pelas ruas, tentando evitar atenção e entra em um beco.
Você o segue e percebe que ele está conversando com alguém. O seu tom de voz é grosseiro e até mesmo sussurrando o sujeito fala alto:
“Cuidei do Bardo, ele deve estar cantando no inferno uma hora dessas. O garoto não estava lá, mas fique tranqüilo, eu pego o bastardo.”
“Você deixou a marca que eu ordenei?”
“Conforme o combinado.”
Ao ouvir este diálogo sua alma gela e você deixa escapar um grunhido de espanto, que chama a atenção das duas sombras á sua frente.
Saindo dali para não ser descoberto, sua única intenção é voltar para o seu quarto e procurar seu pai.
Ao chegar à estalagem, ainda invisível, você nota que há uma multidão do lado de fora e alguns guardas já se aproximam. Sob o efeito da magia você se esgueira para onde era seu quarto e lá encontra o corpo de seu velho pai com um olhar horrorizado estampado e o que parece a letra “C” marcada com uma lâmina em sua face. E não há mais nenhuma marca de ferimento.
Você faz uma prece pela alma de seu pai. O efeito da magia terminou enquanto orava e você recolhe suas coisas. Um pouco de dinheiro, a harpa de ébano, o sabre e o um pequeno saco de ervas-de-ver-deus.
Neste instante alguns guardas entram no pequeno quarto. Em um ato instintivo você procura por rotas de fuga e nota duas: A janela – o quarto está no segundo andar – e a última porção de “cristaldust” em seu bolso.
Você pensa no que seu pai faria: Seria muito fácil escapar invisível. E se vingar atravessando a garganta do maldito! A fuga não resolve muita coisa. Talvez um bom papo?
É, seu pai tinha uns pensamentos bem caóticos.
O que faz?
Guardas! Guardas!
Explica que você é o filho da vítima e conta todo o ocorrido. (47.0%, 9 Votes)
Blefa exigindo que eles saiam do quarto pois você está preparando o cadáver. (47.0%, 9 Votes)
Corre para a janela e pula utilizando sua perícia acrobática? (5.0%, 1 Votes)
Torna-se invisível para confundir os guardas. (5.0%, 1 Votes)
Total Voters: 19
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Esta enquete se Encerra dia 20 (Terça-Feira) ás 18:00hs. A todos um estupendo fim de semana!
HAHAHAHAHAHAHA Porra, eu descobri o que aconteceu. Filhos da Mãe!
Deixa eu explicar antes de tudo. To com um laptop trancado no porão de um posto de gasolina. Isso mesmo daqui a pouco essa M*** solta uma faísca e eu saio voando. Mas pra rua eu não volto NEM NA BALA!
Deixa eu principiar pelo principio que só escrever vai me deixar um pouco mais sussa.
Eu voltei de viagem das Serras Gaúchas terça-feira. Até então eu não tinha percebido nada, mas agora as coisas começaram a se encaixar.
Quando eu estava embarcando para voltar pra SP, lá em Porto Alegre – na Segunda-feira – a maioria dos voos estavam sendo cancelados e/ou atrasados. O meu voo já estava em solo e embarquei sem problemas.
Ao entrar eu vi que os comissários de bordo estava escoltando uma garota de uns 13 anos e sua mãe para fora do avião, dizendo que ela (a garota) estava com suspeita de rubéola e não poderia voar. Até ae, pra mim, dane-se eu tomei a vacina, se ela não tomou foi culpa da mãe. Se F*** ae!
O voo seguiu um curso via “litoral” pois o mar ficou á vista todo o trajeto. Porém ao passar por Santa Catarina, o piloto abriu contato com os passageiros dizendo algo do tipo “Senhores passageiros sabemos que a empresa aerea é uma escolha do cliente, obrigado por nos escolherem …blablablas corporativos… Estamos sobrevoando Santa Catarina e parece que há um grande foco de incêndio em alguma cidade do Vale do Itajaí (Na hora eu me lembrei do Marlon) mas não temos maiores notícias. Entro em contato assim que as tiver. Obrigado.”
Fiquei meio cabreiro, afinal havia chovido legal no RS e por incrível que pareça, a chuva as vezes causa incêndio. Os catarinenses devem ter contrariado muito São Pedro – comentei com a minha namorada, como sempre eu com uma piada idiota.
Chegamos em SP e rumamos para São José do Rio Preto. Paramos no Graal e ele estava completamente VAZIO. Não estava fechado. Estava vazio ! Fui tirar água do joelho e nem as carpas estavam naquele tanque, a água estava turva. No banheiro enquanto fazia o número um eu ouvi um gemido atrás de uma das portas. O gemido foi crescendo até se tornar um grito. Eu perguntei se estava tudo bem mas não houve resposta. Nesse momento minha paranóia RPGista entrou em ação e eu sai correndo, mandei todo mundo correr pro carro e obriguei meu cunhado a soltar o espetinho de frango grátis.
Chegamos em RP uma hora antes do previsto – Pé embaixo – e sem combustível. Na minha casa minha mãe estava desesperada porque não conseguia falar comigo e eu vi na TV que o foco de incêndio em SC já tinha se alastrado por várias cidades, São Paulo estava um Caos (Mas a marginal sempre foi um caos!) e muitas coisas estranhas estavam acontecendo em Brasília.
Disseram que um Avião caiu e que trouxe uma “infecção”. Corri para o PC pra saber notícias e falar com o pessoal dos blogs de RPG que sempre estão por dentro dessas coisas e li que Israel estava usando ataques biológicos. No meio da pesquisa eu descobri este documentário, que parece dar boas dicas.
Enquanto estava escrevendo um e-mail pra lista da blogosfera ouvi uma explosão muito forte lá em casa. Eu trabalho na rua da frente e só no trabalho tenho PC. Corri pra rua para ver o que tinha havido e os restos de um bujão de gás quase caiu em cima de mim. Minha casa tinha um buraco no teto e estava começando a pegar fogo. Entrei lá com um extintor que peguei no escritório mas a chama já tinha aumentado muito. De dentro da minha casa estava saindo gente carbonizada, correndo. Mas em casa só haviam 4 pessoas. Minha mãe, meu pai, minha namorada e a Márcia que trabalha com a gente. Uma das “pessoas” estava com a metade anterior da minha cadela na boca, e andava tranquilamente.
Nessa hora a minha ficha caiu como um míssel Israelense. Corri pro escritório, peguei um Laptor, água, lanterna, uma facão de podar da salinha de ferramentas e corri pra encontrar um local seguro. Encontrei este buraco. Vamos ver se eu saio. Eu duvido. A sede tá batendo e minha água tá no fim. MERDA.
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Este é minha participação (a última?) no Dia Z da blogosfera. Parece que bastante gente já foi infectada.
Eu quero saber o que aconteceu com meu amigo Edy, do Urina de Dragão e com o Fabiano do Vorpal
Que eles sejam abençoados com uma morte rápida e indolor.
Voltei meu camaradas!
As ferias foram ótimas, obrigado por perguntarem (ou não).
Postarei agora a resposta vencedora que foi: “Você Mesmo”.
Esta parte foi escrita pela Allana do blog Brainstorm a quem agradeço infinitamente.
Tomando provavelmente a única decisão altruísta na sua vida, você resolve ficar com a criança, e ensiná-lo tudo o que sabe. A paternidade real da criança tem pouca importância agora – certamente não é filho do conde, e encaminhá-lo a qualquer um dos seus amigos certamente acarretará em grandes problemas para eles. Certamente não é fácil cuidar de um bebê, mas o seu charme o ajudará a encontrar uma mãe logo.
***** 18 Anos e 363 dias depois
Os anos se passaram, sempre mais rápidos do que se gostaria, e sua vida seguiu de maneira relativamente tranquila – ou tão tranquila quanto pode ser a vida de um bardo. Seu pai, um menestrel mulherengo, ensinou-lhe desde canções que falam de heróis cuja existência se duvida, até o manejo do sabre – e talvez pela prática excessiva nas várias tavernas pelas quais vocês passaram ao longo dos anos, você se tornou um bom espadachim. Seu pai nunca falou muito sobre sua mãe, e com o passar dos anos você aprendeu a não perguntar.
Há poucos dias vocês chegaram à cidade onde estão agora: não é um lugar muito grande, mas por se tratar de um entreposto comercial, que cresceu graças ao grande volume de caravanas que passavam pela região, é bem servido de boas tavernas e estalagens, mulheres para conhecer e muitos comerciantes que pagam para serem distraídos com músicas e histórias. Depois de uma longa noite de danças e bebedeira, que acabou na cama de uma bela viajante [de formas generosas], você rumava para seu quarto quando surpreende um desconhecido saindo de lá sorrateiramente. Graças à parca iluminação de tochas, você percebe o brilho, provavelmente de um punhal, sendo escondido. O que você faz?
Uma faca no escuro...
• Procura seguir o intruso tentando não ser percebido. Segui-lo certamente irá levar você a descobrir quem é e o que planeja. (55.0%, 11 Votes)
• Saca seu sabre e avança em direção ao desconhecido: nada de sutilezas; troque golpes primeiro, as perguntas virão depois. (35.0%, 7 Votes)
Espera ele sair da estalagem, e então entra no quarto: certamente é um ladrão, e algo deve ter sumido. (10.0%, 2 Votes)
Total Voters: 20
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Esta Enquete expira dia 16, ás 18h. Abraço a todos os que votaram. E uma bica em quem votou mais de uma vez, se é que houve este despautério. (Despautério ainda tem acento? ) ;-)