Aventura-Solo – Parte 6: “Último Adeus”
A Opção vencedora foi “Explica que você é o filho da vítima e conta todo o ocorrido”
Último Adeus
“Senhores, eu sou filho deste homem. Podem perguntar ao taverneiro que nos viu chegar juntos. Sou uma vítima também.”
Sua história convence. Poucos deixariam de notar a semelhança entre vocês dois, afinal. Os guardas pedem para que você verifique se algo foi roubado e solicitam que você os acompanhe até o corpo-da-guarda para registrar sua versão e suas suspeitas.
Você tenta convencer os guardas de que não está em condições mas fica desarmado quando ouve da boca deles que se não comparecer pode ser apontado como suspeito. O jeito é resolver tudo isto na conversa. Seu depoimento dura bastante tempo, mais do que você imaginaria e o chefe da guarda o fez recontar sua história várias vezes, provavelmente esperando alguma contradição.
“Qual seu nome rapaz?”
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“O que veio fazer na cidade? É sua primeira vez na cidade? E veio tocar seu instrumento? Você é fugitivo de alguma cidade? E seu pai? Como é mesmo o nome da Dama que lhe fez compania até alta madrugada? Ela pode falar em sua defesa?”
Você responde da melhor maneira possível e o chefe-da-guarda não é agressivo. Seu velho pai (incrível pensar que ele esteja morto) já contou diversas histórias sobre interrogatório e como eles se aproveitavam dos bardos errantes ameaçando-lhes cortar a lingua ou alguns dedos. Não era o caso, ao que parecia.
O dia raiou e você foi liberado. Na taverna, o clima estava tenso. O papa-defuntos havia passado e deixado sua aura mórbida no local, você foi orientado a procurá-lo. O taverneiro se aproxima e lhe pede que pague sua conta e saia de seu estabelecimento pois você já havia feito muito mal aos negócios e a sua filha.
O mundo é mesmo injusto, a garota parecia ter gostado.
Enquanto se dirige á Funerária, nome dado aos templos do deus da morte, você pensa em como em tão pouco tempo sua vida havia mudado tanto. Seu pai sempre disse isso: “Quando você nasceu, minha vida mudou muito em pouco tempo.”, parece ter sido este seu legado.
Ao entrar no templo, você divisa vários ritos acontecendo ao mesmo tempo. Cada um seguindo o código de um deus diferente. Você mesmo nunca parou pra pensar nisto. Você nunca seguiu uma religião fervorosamente, apesar de praticar alguns ritos de proteção por força do hábito. Um dos clérigos do deus da morte, perjorativamente o papa-defunto, se aproxima movendo-se languidamente em seus robes cinzas, como se estivesse flutuando.
” Meus pêsames por ter ficado, meu jovem.”
“Ficado onde?”
“Aqui. No mundo de argila. Que seu nome seja chamado brevemente, em que posso serví-lo?”
“Meu pai foi trazido para cá, ele foi assassinado na Taverna Bom-Pão.”
“Amém a isso, meu jovem.”
“Eu preciso enterrá-lo. Onde está seu corpo?”
“Enterrá-lo? Achei que você fosse do norte, me enganei. Se você fala do homem com a letra “C”, ele está sendo preparado adequadamente mas antes eu gostaria de falar-lhe, se me permite.”
“Eu já tenho seguro de vida…”
“Sim, claro, digo, não era a isso que me referia. Seu pai faleceu sob condições muito especiais, sabia? Ele não tem marca de ferimentos, nem de concussões, é como se tivesse sido assassinado por magia. E isso nunca é bom sinal, você sabe…”
“Dizem que a magia não mata, apenas expulsa a alma pra fora do corpo, conheço a lenda. Mas eu não sei se acredito nisso, tenho uma tia que…”
“Deveria acreditar. Olhe, estamos com preços especiais para determinados rituais funerários que não tem muita saída. Um deles é o ‘Último Adeus’.”
“Último Adeus?”
“Sim, foi desbancado pelo “Minuto do Adeus”. Este é mais caro, mas tá saindo bem… Com o Último Adeus você tem a chance de trocar duas palavras, veja bem, duas palavras com o falecido. Como provavelmente a alma do seu ente ainda ronda por aí, pode ser que você consiga um bônus… Por apenas 3 mil rublos…”
Mas que charlatão, você pensa. Querendo lhe arrancar dinheiro nessa hora tão difícil.
E você tem apenas Mil rublos, depois de pagar a Taverna. Você pensa em suas alternativas, encarando o clérigo pra tentar descobrir se ele o está enganando. Você se lembra de pensar por diversos prismas, como seu velho ensinou – Filho, sempre que um bardo não pode pagar, ele propõe a universal lei do Escambo: A pessoa pega para si um pertence teu de valor equivalente. Como tudo na vida, é um jogo.
“E então, meu jovem, qual sua resposta?”
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Desta vez são duas Enquetes. Ambas terminam dia 24 (Sábado) ás 18h. Talvez eu não consiga postar neste mesmo dia, mas postarei assim que possível.
E para elucidar, os nomes “Ocidentais” propostos são em consequência á escolha do próprio Bardo criá-lo. Ele teria um nome Anão, se tivesse sido criado pelo Anão e assim consecutivamente.
E sim, o garoto poderia ter dito “N” outras coisas para o clérigo, mas … ele não disse, ok?


9 Responses so far
Mestre Mamangava
January 20th, 2009
9:32 pm
Isso tá bem interessante!
waltinho
January 21st, 2009
5:04 am
Hmm Rey, qto. ao nome achei Thomas legal. Quanto à votação, preferi tentar “parcelar” o pagamento do “último adeus” e usar algum tipo de blefe ou encantamento pra isso dar certo. Sei lá, acho que faria isso!
Tsu
January 21st, 2009
5:30 am
droga…sooh eu votei em Bard…
Kareen Dulak
January 21st, 2009
6:21 am
Thomas (Cornwell), Bard (Tolkien) e Hank (Caverna do Dragão) são nomes de arqueiros. Como não vi o filho do bardo usar um arco e nem sequer ter um, não achei apropriado.
Joshua é, para mim, por demais de religioso, e como nem o pai, nem o filho tem vocação para religião, também o excluí.
Assim, fiquei com Casper, já que o garoto, tal qual o Gasparzinho, fica invisível como um fantasminha camarada.
Para a segunda escolha, fui no Escambo, que além de ser um nome legal, é algo que pinga aventura e ainda que eu não queira fugir de minha “missão de vingança”, pode vir a ser útil para ambos os lados o que for requisitado, além do que, não existe uma obrigação de aceitar o que for proposto como troca, se for muito absurdo.
É isso. Abraços!
reyjr
January 21st, 2009
6:28 am
Pow, Kareen. Eu até concordo com sua interpretação sobre Hank e Bard, mas Thomas foi uma referencia a outra coisa!
.
E p.s.: Gaspar também é um nome religioso, lembre-se dos reis magos. AHAHA
Kareen Dulak
January 21st, 2009
7:57 am
É, eu até pensei no meu Tomas, mas este, como visto, é sem agá. Logo, achei que era o Thomas do Cornwell mesmo.
E sim, Gaspar também é um nome religioso, mas além do Gasparzinho também me lembra do Gorpo. Em verdade, eu votaria é em Gorpo!
As aventuras de Gorpo e o Gato Guerreiro.
Massa.
edy
January 21st, 2009
12:43 pm
Joshua é o nome do meu sobrinho homem mais novo já nascido! ^^
Carl Enry
January 21st, 2009
1:45 pm
Pensei no nome Hank, por ter confundido com o nome daquele bruto da torre de Zanzer lembra?
O que agora acaba de me ocorrer, é que o nome dele é Axel, hahahaha… mas bem… cest la vie…
Quanto a negociação, nada como um bom e velho escambo… vc fica com meu rim, e eu com as últimas palavras do meu velho! Rá!
Michel
January 22nd, 2009
2:39 pm
Pelo andar da carruagem será Thomas… só espero que o sobrenome não seja Turbano. Aí sim ficaria explicado o verdadeiro significado do termo “aventura-solo” nessa história.
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