Feb

25

Aventura-Solo – Parte 11: Parlée

Escarrado por reyjr

A Opção vencedora foi “A Elfa Bruxa que lhe ensinou seus primeiros truques de magia.”

Parlée

Por dias você cavalga, tentando se recordar exatamente como chegar á casa da única pessoa que poderia lhe ajudar nessa situação. O reino dos Elfos nunca foi conhecido por seu acesso livre e irrestrito, tendo até mesmo a fama de se esconder dos mapas e de magias de divinação. É dito popular que o reino de Senda dos Elfos só é encontrado se ele assim desejar.
Após uma semana de viagem por trilhas desconhecidas e você se espanta com sua sorte de não ter encontrado problemas. A caça não era farta, mas você nunca precisou de muito. No final do oitavo dia você encontra a fronteira do reino Elfo. A tinta nas árvores assinalam a proibição de quem quer que seja, adentrar a mata sem expressa autorização e você hesita por um momento antes de se resolver e pisar além do permitido.

“Você é corajoso, garoto.”
“Tive um bom professor.” – Você responde sem se virar em direção á voz.
“Seu pai era um tolo não um corajoso.”
“E mesmo assim você o amava, Svanja.”

Svanja, a elfa-bruxa herdeira do reino e sua madrinha se materializa ás suas costas. Anos atrás havia lhe ensinado este truque e mais um pouco de magia. Ela lhe dizia que a arte exigia muito mais dedicação do que você poderia um dia dispensar. Mesmo assim, Svanja nunca cobrou de você que se dedicasse á magia. Ás vezes parecia lhe desencorajar. Você e seu pai iam e vinham livremente á seu reino e ela sempre parecia saber quando. Nunca fazia perguntas.
Todas estas memórias vieram á sua mente enquanto a elfa penetrava seu olhar com o dela.

“Ele… ele faleceu, tia.”
“Eu sei, Thomas, ele me contou.”
“Você falou com ele?”
“E não é isso que bruxas fazem? Encantam princesas e falam com os mortos?”
“Esqueceu da troca de bebês…”
“Seu pai pediu que você o perdoasse. Que ele não sabia.”
“Então é verdade? Eu sou mesmo filho de um …”
“Creio que sim” – Ela se apressou em interrompê-lo. “Eu tinha minhas desconfianças de que você não era um garoto comum, você aprendia muito rápido e eu tive que inventar uma desculpa para não lhe ensinar mais sobre magia. Seu potencial era deveras perigoso.”

Vocês caminham mata adentro, enquanto trocam algumas palavras, evitando o assunto para que as árvores não aprendessem demais. Em pouco tempo vocês chegam em uma casa simples, construída no oco de uma árvore milenar. Ali, em sua residência protegida por rituais e encantamentos a elfa lhe diz o que sabe sobre sua condição.

“Você cavalga acompanhado. Espero que tenha ciencia disso.”
“Eu vi uma criatura enquanto estava no mundo imaterial.”
“Ela vem te acompanhando, observando, creio que até mesmo protegendo.”
“Você a vê agora?”
“Ela não tem permissão para entrar aqui. Esta criatura é o que nós arcanos chamamos de tentáculo. São espiões imateriais. E só há um motivo para um tentáculo demoníaco tentar protegê-lo.”
“Eu sou um deles…”
“Você aprende rápido mesmo.”
“O que devo fazer? Eu não pertenço aos demônios, não me sinto como um deles.”
“Ainda não. Espero que você não tenha nunca sucumbido ao ódio. Ele o aproximará dos seres inferiores.”
“Eu matei um homem. E gostei disso.”
“Esta  é uma péssima notícia, pois a cada ato vil você se aproxima mais de suas raízes. E vai chegar uma hora em que a ligação entre você e sua herança estará tão forte que um simples chamado de sua mãe o dominará completamente. Você será compelido á seguir suas ordens. E gostará disto. É por isto que você banir o tentáculo de volta para os planos inferiores. E não espere que seja uma tarefa fácil.”
“Mas posso contar com sua ajuda, sim?”
“Apenas para acessar o mundo espiritual, Thomas. Um demônio corrompe tudo aquilo que toca. A não ser um outro demônio ou um devoto.”
“Um clérigo?”
” Também…”
“É por isto que não se veem muitos magos passeando pelo plano imaterial”
“A boa notícia é que banir um demônio é simples”
“Eu achei que não era tarefa fácil.”
“Eu disse simples, não fácil. Tudo o que você precisa fazer é trazer a criatura para o plano material e destruí-la.”

Mais uma vez você se vê diante de uma encruzilhada. A pessoa mais poderosa que você conhece não pode te ajudar muito. Engajar combate com uma aranha demoníaca não é uma idéia muito atrativa. Você decide improvisar com o que tem e decide dialogar com a criatura. Afinal apenas uma idéia tão maluca quanto esta pode dar certo. E não existem outras opções, existe?
A parte 11 da Aventura não terá nenhuma enquete. Ao invés disto o curso será claro: Thomas entrará no mundo espiritual e tentará descobrir algo do demônio utilizando suas habilidades sociais.
Se por um acaso você acha que isto pode não dar certo e quiser mudar o rumo da história, tente me convencer através dos comentários. Explique, conjecture, especule, fique á vontade. Seus argumentos podem ser bons e eu mudarei a história de acordo com eles (E quem sabe acatando vários argumentos de leitores diferentes?). Se eu perceber que não houve interesse nisto, a história seguirá seu curso normal e para a alegria de alguns, aproximando-se da finalização.

5 Responses so far

Fala Rey, blz? Bom, resta saber se o Thomas, pela condição que ostenta já está ou não, corrompido. Se ele não estiver, o fato de adentrar ao plano imaterial pra conversar com a Aranha, não o fará que ele se corrompa? Essa idéia tirei de seu comentário:
Um demônio corrompe tudo aquilo que toca. A não ser um outro demônio ou um devoto.
Então, qual seria a vantagem de adentrar ao plano imaterial? Não poderia ser melhor enfrentar a aranha no mundo material? Abraços.

Mas o Thomas vai entrar assim, pelado?
Ele podia pedir ao menos algum ritual de proteção ou algo assim. Imagino que esta tarefa seja similar a uma “viagem astral” e o risco dele ficar preso por lá é algo a ser medido.

Gosto da idéia de trazer a aranha para o plano material, assim ela não terá como enviar as infomações espionadas, mas e se depois outros seres vierem atrás dele? Outros seres mais poderosos? Acho que banir não vai dar tanto tempo assim para o jovem bardo. Trazendo a aranha para o material, podem pensar que ela ainda está fazendo sei trabalho, assim, o Thomas vai ter mais tempo para pensar em uma saída definitiva deste destino.

Mas não sei não.. acho que ele tá é lascado mesmo, rs. Veremos o nascimento de um novo lord das trevas?!
Tam tam taaaaaaaaaam!!!

Comentário feito apenas para lembrar que ele matou alguem e gostou. Estaria Thomas tão determinado a matar a aranha? Afinal de contas o que o mundo oferece? Por que não se entregar ao ódio? Este pode ser o nascimento de um vilão!

Este pensamento pode passar pela cabeça de Thomas ou ser simplesmente um argumento para tentar convencer a aranha a voltar ao plano material… Que venha a continuação.

Concordo com a idéia de entrar do nada, pois acho q mesmo se preparando, ele vai ter problemas e o ideal seria trazer a aranha pro mundo material e procurar uma solução mais adequada pra condição… mesmo pq a “madrasta” não exclareceu tantas coisas a ele…

Coitado, jah naun chega ser filho de bardo, filho da p@#$, criado por uma bruxa, ter se ferrado mais q tudo e agora descobre q é mei demonho… rapaizinho zuado esse hein?!

hahaha abratz!

Bem, nessa situação, eu iria para o outro plano bater um papo com o espião aí, mas carregando algum tipo de truque para carregá-lo ao plano material, e aí dar umas porradas nele. Ao menos é a intenção inicial. xD

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