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Aventura-Solo – Parte 12: Juízo Final

Escarrado por reyjr

Juízo Final

Você deveria agir rápido e deveria se sair com um bom plano. Ao invés disso você se prepara.
Ao invés de conversar com o demônio, você decide agir e trazê-lo para o plano material. Porém isto nunca poderia ser feito sem preparação e voce exije que Svanja lhe ensine algum feitiço de proteção.
Dominar este feitiço leva tempo mas você rapidamente se torna capaz de realizá-lo. Você  sente que Svanja está apreensiva enquanto você passa duas semanas praticando. Cada dia você sente a magia mais forte dentro de você e as noites silenciosas são interrompidas pelo som de sua harpa.
O dia do confronto chega, você sabe que não pode mais adiar e se despede de Svanja como se fosse a ultima vez que a visse seu orgulho o impede de chorar, pelo menos dos olhos para fora.

“Thomas, você não pode se deixar tentar. Estas criaturas farão qualquer coisa para ter você. Não esqueça sua harpa.”

“Eles terão meu sabre, por ter matado meu pai.”

Com estas palavras você invoca o feitiço que o manda para o plano imaterial.
O mundo Astral é um borrão do mundo físico, mas você nunca reparou muito nestes detalhes pois estava sempre correndo quando sob seu efeito. Agora olhando com calma você nota que certas coisas existem em um mundo e não existem no outro, apesar de serem quase os mesmos.

“Demônio!” – Você grita, sua voz reverbera metalicamente “Aqui está seu protegido!”

O vento no mundo astral parece ter vida própria e zomba de sua bravura soprando frio e intermitente.
A espera de uma resposta começa a lhe deixar nervoso e sua concentração perde um pouco do foco. Parecendo esperar este momento, você sente algo subindo pelas suas costas.

“Filho… te esperei tanto.” – Sobre seu ombro direito uma voz feminina sussura em seus ouvidos, os lábios tocando levemente sua orelha.

Você se vira instintivamente e seus olhos encaram a criatura que você já havia visto anteriormente.

“Você não é a minha mãe, demônio!”

“Não, Thomas. Eu estou falando através de um mensageiro. Um guardião. Alguém precisa tomar conta de você, não? Eu estou presa, filho. Preciso que você me liberte.” – A voz é profunda, como se realmente não viesse diretamente do interlocutor. O vento frio aumenta numa péssima demonstração de humor.

“Nunca! Eu não sou o filho de um demônio!”

“Se você não me libertar, muitas pessoas vão sofrer Thomas. Inclusive seu pai que está preso entre os mundos.”

“Afaste-se de mim, criatura!” – Você arremessa a Aranha-Mulher para longe e ela aterrisa de barriga para cima, retomando sua posição rapidamente.

“Você não me deixa outra escolha, garoto”

Ao dizer isto, a Aranha salta sobre você mas você já esperava por isto e ao mesmo tempo em que saca sua arma, você apara o ataque, desviando a trajetória da criatura.
Segurando a arma com as duas mãos, você aguarda por uma nova investida mas ela não acontece. Ao invés disto a criatura começa a ganhar formas bípedes e o que eram patas tranforma-se em braços. Seis deles munidos de longas garras.

“Era disso que eu estava falando” – Você murmura antes de desferir, você mesmo, a investida.

Sua espada reluz prateada sob seus movimentos rápidos. Você guarda na ponta da lingua o feitiço que aprendeu, preparado para utilizar na hora certa.

O demônio contra-ataca com ferocidade e os golpes dele acertam mais que os seus. Em um ataque bem esquivado o monstro deixa um dos braços vulnerável demais e na posição perfeita para ser decepado.
Um grande erro, você percebe em seguida. O sangue esverdeado que jorra do ferimento é acido e o atinge no rosto, cegando-o por alguns instantes. Imediatamente você evoca o feitiço de proteção que impede a criatura de tocar sua carne. O efeito é curto e você intencionava utilizar o feitiço de outra forma, mais vantajosa, mas no momento foi tudo o que você conseguiu pensar.
Aproveitando-se deste momento, sem conseguir tocá-lo, o monstro sorri e você sente sua arma voar. Nauseado pelo cheiro de sua própria pele queimando você tenta se afastar. A criatura parece querer brincar com uma presa fácil e você nem procura imaginar o que um demônio desses entende por divertimento. Você cambaleia, tentando enxergar algo em seu caminho, mas só vê borrões e vultos.
Você tem certeza que sua morte se aproxima quando percebe que o efeito da magia está terminando.

“Não esqueça sua harpa.” – Esta lembrança vem como um pensamento colocado em sua mente.

Você saca sua harpa e começa a dedilhar notas improvisadas, numa sequencia rápida enquanto ajuda a elevar o tom com sua voz, cantando palavras que nem mesmo você entende. Você sente uma enregia mágica ser liberada ao mesmo tempo que sua visão começa a clarear e a cena á sua frente o surpreende.
Como se tomada por espasmos o demônio convulciona o corpo no ritmo imposto pela sua música enquanto uma energia mística os envolve. O demônio parece estar preso em suas notas e você emite a palavra de comando que interrompe a viagem Astral.
Você está no mundo material novamente e junto á você uma tarântula do tamanho de um prato parece agonizar, saltando com suas sete patas.

Sua missão foi cumprida com sucesso, apesar dos danos.

O que você pretende fazer com o demônio-aracnídeo?

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Pessoal, primeiramente me desculpem pelo intervalo de tempo tão prolongado. Nada o justifica e vocês tem sido muito bacana com este projeto. Após este pequeno percalço, porém, anuncio que este é o penúltimo capitulo da aventura solo. A parte 13 (Número Cabalístico, foi tudo planejado) será o derradeiro final. Escolham bem! Tenham em mente que decisões anteriores se unirão á esta última para a consequência final. Seus votos anteriores não foram em vão.

Esta enquete se encerra dia 25 de março, ás 18:00.

8 Responses so far

É claro que tem que interrogar a tarântula! :)

olha só a propaganda religiosa agressive aí do lado>>>

sobre o juízo final hehehee

Me deixe participar do último post, pleeeease!

Jamais é possível deixar passar uma oportunidade de interrogar uma tarântula. Jamais!

Achei que aprisioná-la poderia dar mais certo, tipo um trunfo no final!

Bota a meserével pra falar!

Só tenho isso a dizer:

Vassoura de A!
Vassoura de SU!
Vassoura de TI, TIRI, QUIRI, TU!
Bate nus bichu!
Rebenta us bichu!
Deixa espertu TURUQUITUQUITU!
TCHA!

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