REC

Cinema 3 Comments »

por Kareen Dulak

REC é o título de um filme espanhol que está passando pelo Brasil e do qual já foi feito um remake americano com o título de “Quarentine”.

Para uma resenha sobre o filme de uma perspectiva cinematográfica eu recomendo que procure em outros sites, já que meu objetivo aqui é fazer uma resenha mais, digamos, pessoal, em particular sobre a perspectiva do filme.

Bem, o filme tem como foco um repórter e seu cameraman - o Pablo - que estão gravando uma reportagem sobre o dia-a-dia dos bombeiros de Barcelona. Evidente que não fica só nisso, ou seria algo que o Herzog faria. A central recebe uma chamada para socorrer uma mulher aparentemente histérica em certo prédio. E lá vão eles. Os bombeiros com a equipe da TV a tira-colo sobe até o apartamento da senhora que estava gritando e então… o filme começa, apropriadamente.

Não tem porque negar: é um filme de zumbis. Chame do que quiser: infectados, afligidos, doentes, febris, maculados, olhudos, sorridentes, come-tripas, rosnadores, desmortos, renascidos, tantos faz. São zumbis.  O modus operandi é sempre similar: eu quero sua carne e vou mordê-la para obtê-la.

Então sabe-se que haverá correria, haverá gritos, sangue (ooooooze) e morte. E eventualmente alguns risos, porque zumbis zumbizando são divertidos - de ver de longe.

A perspectiva do filme é a do cinegrafista. No estilo de Bruxa de Blair e Cloverfield (que, soube, foi feito depois, mas como exemplo é mais conhecido do que REC). E há algo nesse tipo de filme que SEMPRE em incomoda: que não larguem a maldita da câmera para trás.

É simples realmente: câmeras pesam e são desajeitadas. Até as de mão incomodam se você tem que correr segurando uma, imagina as mais tradicionais que são as de ombro. É tão crível uma pessoa carregando ferrenhamente a câmera em momentos de absoluta tensão e horror só com a desculpa de “registrar para a posteridade” quanto se houvesse alguém que insiste ferrenhamente em carregar um saco de 5Kg de arroz em momentos de absoluta tensão e horror, pensando que futuramente terá fome. No momento que eu estivesse subindo correndo uma escadaria, com zumbis no meu encalço, não daria outra: é levantar o trambolho e jogar na cabeça do desgraçado que vem atrás.

A única explicação razoável para mantê-la a mão seria para utilizá-la como lanterna. Só que então tudo teria de estar no escuro e daí a perspectiva do filme muda. Outra opção seria a do sistema interno de vigilância, como num mercado, ou num cassino; só que, então, não teria como fazer as cenas de “Cena 167: Zumbi vem na direção do ator babando. Sonora: Gritos e rosnados. Diálogo: ‘Meu Deus! Ahhhhh.’” Ficaria naquela perspectiva de Deus: você vê a cena toda, vê o zumbi se aproximando e quer gritar: olhe para trás, seu burro! Tem a sua atração e é possível fazer um filme assim.

Outra opção: a câmera embutida. Não é algo que a pessoa envolvida esteja controlando. Ela apenas está ali: enfiada num capacete, numa lapela, etc. Quem controla é alguma equipe longe, o que possibilitaria zooms e outros usos de recursos da câmera. Então nós seríamos a audiência da audiência (da equipe que controla a câmera, seja de TV, seja a polícia).

Em todo caso, apesar desse pesar, é um ótimo filme. A cena final é particularmente boa, até porque ali a câmera tem todo sentido de ser usada como um objeto precioso.

Recomendado. E algo me diz que o remake ficará aquém do original.

The Gamers 2: Dorkness Rising

Cinema 4 Comments »

Graças ao Tarmann pude conferir o segundo filme do pessoal da Dead Gentleman.
O primeiro já era genial. Eu já havia visto o trailer mas não sabia quando iriam lançar esta pérola.

Lançaram e eu não fiquei sabendo, que sacanagem, bixo!

Dorkness Rising está completo no youtube (Até quando, não se sabe!). Vocês podem assistir a primeira parte abaixo. Depois é só continuar na barra lateral do Youtube.

Valeu, Verde, pela dica!!!

Parte 1 (Em inglês e sem legenda - Hardcore no último!)

Animação - Frat.

Cinema, Geral No Comments »

Vi no sempre interessante SmellyCat esta animação sobre a pedra no caminho de cada um e dentro de nós mesmos. Cada um terá sua maneira de interpretar o curta, mas de uma forma ou de outra ele o tocará.

Legendas em inglês.

Quem mais aqui acha que isso dá uma ótima aventura de RPG? \o

The Outbreak

Cinema, Geral 3 Comments »

 Você é jogador de RPG certo?
Você já passou por poucas e boas no conforto do porão da mamãe? [Modo Republicano]
Você já assistiu á Madrugada dos mortos do I ao XXXIV e é Narrador de uma campanha de zumbis.

Então vamos ver se você consegue sobreviver ao “Outbreak“.
Uma fantástica interação entre filme e espectador, reafirmando que os dias da TV convencional estão mais contados do que os de Racoon City.
Finalmente nosso antigo sonho de ver um filme estilo livro-jogo está se tornando realidade.

É torcer pra fazer sucesso!

Animação - E.T.A.

Cinema 4 Comments »

por Rey Jr.

 Sou um fã incondicional de Animações computadorizadas desde Toy Story.
Eu tinha que brigar pra convencer alguém que aquilo não era coisa de criança, aliás, era pra crianças apenas porque não tinha linguagem forte, mas muitas das piadas as crianças não entendiam (ou não deveriam). No filme “Procurando Nemo” eu usei meu sobrinho como desculpa para ir assistir (deos abençoe aos sobrinho(a)s, priminho(a)s, afilhado(a)s…). Cheguei no cinema e só tinha marmanjo.
E hoje em dia parece que todo mundo gosta das animações.
O Smelly Cat é um blog especializado nessas animações. É uma ótima referência.
E foi lá que eu encontrei o curta E.T.A. (Estimated Time of Arrival). Fantástica animação que utiliza MUITOS referenciais nerds, alguém ae consegue enumerar TODOS?
Curtam que vale a pena. Pobre Marvin.

Snikt!

Cinema No Comments »

Oh Boy!

Dead Pool e Gambit? OH BOY!

1º  de Maio de 2009 vai ser o dia DO trabalho!

Batman - The Dark Knight (Why so Serious?)

Cinema 12 Comments »

 Eu já disse que não sou crítico de cinema.

Mas existem certos filmes que eu realmente não consigo me conter e PRECISO dar minha opinião.

Eu não sei se este post conterá Spoilers ou não (Edit: Tem spoiler pra p***!!), vou escrevê-lo na onda do pensamento . Mesmo assim, assista ao filme antes de ler qualquer crítica.

Você vai continuar a ler? Então …

  Let’s put a smile on that face…

Quer saber a história dessa cicatriz?

 

 Dark Knight apresentou o que ao meu ver se tornou o Maior Vilão do Mundo.
Você pode se enojar com Hannibal Lecter, você pode adorar o Venom, você pode se empolgar com o anti-herói Riddick mas você tem que amar o novo Coringa. Sem explicar de onde e como veio ele explica o que ele é: Um agente do Caos. E sem dizer você também conclui: É um gênio.
O filme todinho se dá seguindo planos arquitetados pelo Coringa, que logicamente alardea que não tem planos para nada. Você vai perceber que desde o início é o Coringa quem dá as cartas e todos ficam correndo em volta, ou atrás dele.
Diferente do antigo Coringa, sua pele não é branca com maquiagem cor da pele. Aqui ele é mais “real”. Insano por natureza e com uma genialidade típica de pessoas que enxergam o mundo como uma grande piada.
Sem querer dar muitos detalhes, deixo a discussão para os comentários. Mas como eu disse ao Kareen: Neste filme o Batman virou o Mordomo Alfred do Coringa.
E sim, o Coringa é bom de porrada!  E o melhor, não sente dor (pelo menos não como eu e você.).

O Melhor filme de Heróis de todos os tempos?

B:TDK não é só o melhor filme de herói de todos (Este filme deve muito ao antecessor; os dois juntos se tornam completamente imbatíveis.) , ele entra facilmente na categoria de melhor filme de ação, melhor atuação (a atuação de Ledger está irreconhecivel, haja visto seus outros filmes e eu poderia fazer um post todinho sobre ela, mas não vou.) e o filme com mais cenas “OMFG!” (Oh My Fckng God!) dos últimos tempos, tipo a Joker’s Pencil Trick.

Porque eu tive a sensação de que TUDO fez parte do plano deste cara?

Comparando com filmes de outros heróis, você percebe que a Crise-de-identidade por que passaram o Novo Super-Homem e o Emo-Aranha são risíveis diante dos dilemas por que passam Bruce Wayne e Harvey Dent. O roteiro é todo muito bem amarrado, assim como no Begins e não existem cenas fúteis, que não levam á nada. Nesta linha o que existe é uma atriz bem abaixo da média, que entrou no lugar da Sra Cruise. Não que a atuação da última seja uma maravilha e a da primeira seja péssima: as duas são medíocres iguais neste quesito. Porém, Katie é bem mais “fotogênica” digamos. “E que me desculpem as feias, mas…”. Este desejo de que uma personagem morra logo, como a nova Rachel Dawes transmite não é suficiente pra arranhar o brilhantismo do filme. E brilhantismo é maneira de dizer, porque o filme é bem Dark!

 Why so Short?

Alguém sabe porque todos estão cobrindo o olho direito?

 O filme tem 2:30h de duração. E quando termina você pensa “Ah, já acabou? Não vai mostrar mais um pouquinho do Coringa?”.
Sim, como com tudo mais, ele realmente rouba e taca fogo no filme.
Mas não irei cometer o sacrilégio de dizer que este coringa é melhor que o outro (apesar de eu preferir o mais insano ao mais cômico.).
São estilos de filme diferente, são visões diferentes sobre um mesmo personagem e me dá pavor de pensar o que Jack Nicholson faria com este papel se fosse uns 30 anos mais novo.
O Begins deu a deixa para a entrada do Coringa. O segundo, aparentemente não dá deixas. Será que não? Creio que terei que assistir mais algumas vezes porque devo ter perdido algo. O normal seria vir o Pinguim ou o Charada. Mas o normal não existe quando se trata do Cavaleiro das Trevas.

Que venha o DVD com 5 Cds de Bonus!  Sonhar não custa…

 

E não é que a bat-motoca ficou bruta?

Previsões pouco criteriosas dos filmes a vir:

Cinema 13 Comments »

por Kareen Dulak

O Suficiente Homem-de-Ferro! Homem-de-Ferro: Mezzo bomba, mezzo legal. Suficientemente divertido.

Hulk esmaga homenzinho! Hulk: para variar, promete mais do que cumpre.

Didiana Jones  Indiana Jones: muitos anos de expectativa. Haverá choro, haverá risos, haverá aplausos e haverá decepção.

Batmão! Tchã-nã-nã-nã-nã Batman 2: Filmaço. E ouvi dizer que o Coringa morre (uia, essa foi cruel).

Dos que me importam, é isso. Opiniões?

Indiana Jones na Globo (e eu tenho 8 anos de idade)

Cinema 2 Comments »

por Austriaco 

Domingo é o dia sagrado, que Deus escolheu para que todos se lembrem Dele, enquanto descansa. Não obstante, este é um blog laico e de qualidade, da qual seus leitores espertos e nerds vão acordar cedo, assistir ao Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, e à uma da tarde, vão continuar grudados na tela para ver o cara que tem nome de cachorro. Todo mundo entendeu, né?

 

DVD Dragonlance - Dragons of Autumn Twilight

Cinema, RPG 6 Comments »

Foi lançado dia 15 de Janeiro a primeira animação baseada na trilogia de Tracy Hickman e Margaret Weis.

Vários trailers e prévias já circulavam pelo Youtube há algum tempo.

Pelos trailers eu não fiquei muito animado.

O filme sairia diretamente no DVD, ou seja, nada de telona. Um sinal clássico de que lá vinha bomba.

Então eu tomei coragem e fui para os EUA para assistir ao filme no DVD do meu primo Torrent.

Minhas impressões:
Deixa a desejar. Mas eu sou um fã de dragonlance, dificilmente fariam algo que não deixasse a desejar.

O DVD conta toda a história do primeiro livro, ou seja, as coisas ficam atropeladas. Perdem-se várias nuances que posteriormente seriam utilizadas na trilogia. Revelou-se um “segredo” que só apareceria no final da trilogia e inseriram uma cena MUITO nada a ver no fim do filme. Quem é fã vai ficar com um “What tha f…” entalado na garganta.

Fizeram uma mistura entre 2D e 3D que como vocês puderam notar no trailer ficou bem ruim. Mas no filme em si piora. Creio que bizarro é um termo apropriado para não usar um ofensivo “tosco!”. A qualidade da aniação em 2D por si só não é ruim. É como um Caverna do Dragão moderno, me lembrou aqueles desenhos bíblicos que passam na Rede Record, não que seja uma coisa ruim, apenas que poderia ser um traço mais “sério”. Mas não vou reclamar, poderia ser pior. Poderia ser Anime. ERGH!

A maioria dos personagens foram concebidos bem da maneira como a gente conhece através das ilustrações, respeitaram bastante isso e fiquei contente, nada de invencionismos. Eu apenas não sabia que os goblins tinham um buraco entre o nariz e a boca (se sairem na chuva se afogam, certeza.) .

A dublagem também está muito boa com Lex Luthor na voz de Tanis, Xena como Goldmoon e Jack Bauer como Raistlin. Eu não pensaria melhor! E não estou sendo irônico, está boa mesmo a não ser pelo fato de gigantescos dragões terem a voz de pessoas comuns, poderiam ter uma voz mais impostada.

Quanto aos personagens, por conta do atropelo no enredo fica difícil aparecerem da maneira como são. Taleshoff (que cai da cadeira ao ouvir pronunciado TaSSELhoff !!!) perdeu um pouco de seu charme, o que é uma pena. Fizban também foi podado de muitas de suas trapalhadas e a cena de sua “queda” não é como no livro.

Apesar de tudo conseguiram contar uma boa história. Os autores do livro bem como o roteirista queriam dividir o primeiro livro em duas partes, mas foram impedidos pelos produtores. Fizeram o que foi possível com o que tinham.

O filme cumpre bem sua função para sua classificação de 13 anos e não dá para esperar um Senhor dos Anéis, seria pedir demais. De uma forma ou de outra o mundo de Dragonlance agora vai ser mais conhecido da garotada nova e isso é sempre bom. Vale a pena assistir, desde que você não espere uma obra que vá mudar sua vida. Vamos torcer para que o restante da trilogia não seja tão… sofrível.

Então chame aquela garotada que, de férias, não param de chutar bola no seu portão, compre pipoca e apresente-lhes “Os heróis da Lança” numa bela Sessão da Tarde.

(Só não vai apelar se ouvir um “Tio, prefiro Naruto!”)

A Bússola de Ouro. (The Golden Compass)

Cinema 10 Comments »

Não sou crítico de cinema. Não entendo de técnicas de câmera, de direção, de fotografia, nada disso. Não ia nem mesmo postar uma crítica de “A Bússola de Ouro”, não que ele não mereça, apenas não consegui prestar tanta atenção no filme como gostaria (fui impedido por um bando de moleques.).

Assim, fui buscar em alguns sites mais informações sobre o filme e sobre o livro que o gerou. Foi então que descobri a grande controvérsia que esta obra tem causado.

Se você nunca ouviu falar nesta obra, você tem aqui um companheiro. Até ano passado nunca tinha ouvido sequer menção á esta trilogia (mais uma!!). Então no EIRPG de 2007 vi um stand com vários livros “A Bússola de Ouro”. Não botei reparo pois achei sinceramente que era a continuação de “As Crônicas de Nárnia” e apenas depois fui saber que não.

Ontem resolvi que valia dar uma chance.
Não me desapontei. Mas não dei piruetas de excitação também.

A bússola de ouro é a primeira parte da trilogia “Fronteiras do Universo” (His Dark Materials) de Philip Pullman, criada em 1995.Sua ambientação é um universo paralelo ao nosso, com muitas semelhanças e também algumas diferenças cruciais.

Mas antes de falar do filme, vamos falar da polêmica !
Philip Pullman é um ateu declarado e parece ter escrito esta trilogia em oposição á Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis, um católico fervoroso cujo personagem principal, tem constantemente sua imagem ligada a Jesus. Talvez por querer impor comparações que A Bússola de Ouro pareça com As Crônicas de Nárnia. Ou não.

A saga toda faz críticas ao cristianismo, que em seu mundo leva o nome de “Authority” (ôe, alfinetada!) e nas outras duas partes (segundo o wikipedia)  acresce conceitos sobre fisica quântica, metafísica, filosofia, simbologia bíblica e outras “artes céticas”.

Mas espera, como um cético fala sobre fantasia e universos paralelos em uma história sobre um pó que transcende os mundos livremente? Deve ser porque atualmente até os físicos mais céticos têm se dobrado sobre esta questão e aceitado que é possível que existam realmente universos paralelos (Recomendo este documentário da BBC. Vai botar muitas minhocas na sua cabeça se já não houverem.).

A igreja, claro, retrucou.

Como é uma trilogia e o primeiro filme acabou de estrear, esta discussão dará muito o que falar ainda. Mas eu acho que se “Nárnia” pode falar de fantasia e ser a obra prima de um católico convertido, porque não deixar um ateu declarado expressar seus pontos de vista? As duas obras são voltadas ao público infanto-juvenil, então por que se pode influenciar uma criança com um leão falante com pinta de messias e não com um “furão” falante que é a alma de uma garota? O que não deveria influenciar uma criança é a hipocrisia. Esta sim devia ser banida. Os ataques, as alfinetadas, as referências e alusões deveriam, claro, ser explicadas pelo autor pois ele tem responsabilidade sobre aquilo que publica. Mas não deve de forma alguma ser censurado ou boicotado por conta de suas idéias. Lembrando que eu não sou ateu e não estou de nenhum “lado”. Apenas creio na liberdade de idéias e do raciocínio.

Vamos, enfim, ao filme em si.

Já disse que se passa em um universo paralelo ao nosso com diferenças cruciais e muitas semelhanças. A maior destas diferenças são os Daemons (traduzidos como Dímons) que são a alma da pessoa. Como em nosso mundo a alma encontra-se do lado de dentro, neste universo ela permanece ao lado da pessoa sob a forma de um animal. Este animal é mutante enquanto a pessoa é criança e se fixa quando ela envelhece, adotando a forma de um animal que traduza sua personalidade. Se o dímon morre, a pessoa morre e vice-versa.

É um conceito muito interessante e durante o filme você se pega reparando nos animais que acompanham cada personagem.

A ambientação lembra muito o RPG Castelo Falkenstein misturando enormes Dirigíveis com bruxas aladas, grandes máquinas, pólvora e ainda assim um nível tecnológico baixo, de costumes e vestimentas vitorianas.

As paisagens parecem saídas da Terra Média, muito verde, muitas montanhas e … Gelo. Muito gelo.

O enredo não tem muitas complicações neste primeiro filme e se resume á garotinha-corajosa-e-rebelde-é-a-escolhida-para-salvar-o-mundo. Eu particularmente não gosto de crianças no papel de salvadoras do universo. Desde As Crônicas de Nárnia, passando por A História SemFim e Desventuras em Série até Harry Potter, este estilo não me agrada. Me parece pouco crível que uma criança, mesmo sendo “a da profecia” consiga sobrepujar vilões adultos e/ou sobrenaturais. (Ah sim, os Hobbits me irritam, antes que alguém argumente e claro, A Historia Sem Fim tem seu ótimo argumento para utilizar uma criança como protagonista).

Tirando este fato, os personagens são bons e os atores estão bem em seus papéis. Nicole Kidman dispensa qualquer comentário… Mas o que é aquele macaco loiro dela? Bichinho bem perturbador.

Engraçado como os Dímons sempre são o principal assunto quando se fala deste filme e eles permanecem vindo á tona. Aliás, se você gostou, no site do filme tem um campo para você descobrir qual é o seu Dímon. (O meu é uma guaxinim… deprimente…). Merece também um aparte o fato de a alma da pessoa se chamar daemon. Provavelmente é mais uma das alfinetadas do autor, mas sinceramente gostei do nome. No Brasil descaracterizaram a palavra, em uma não-tradução. Em portugal traduziram como gênios. Parece que esta palavra realmente causa medo nas autoridades (autorithy?!). Outro fato que vale a pena salientar é que a maioria das Autoridades do mundo paralelo (cujo nome não descobri) tem como Dímons répteis ou insetos, ás vezes uma ave de rapina ou uma hiena, dando mais uma vez a conotação de que as Autoridades são vilãs. (e tome-lhe agulhada!).

A única coisa que tira um pouco o foco dos dímons são Ursos de Armadura.

Não sei se são para rir ou para chorar, se são legais ou ridículos. Mas com certeza, estes ursinhos da coca-cola causam impacto. Primeiro porque o Urso Polar de Armadura aliado da protagonista tem a voz do Gandalf (Eu rezei pra ele gritar “You Shall Not Pass”). Segundo porque as lutas em que eles atuam são realmente boas. O filme não mostra cenas fortes, mas eles te deixam imaginando gente mutilada caída por todos os lados.

E sem querer contar o final, mas já contando (Calma, não é “spoiler”) o filme te frustra ao terminar no meio. Como não poderia deixar de ser numa trilogia. O que eu quero dizer é que não há uma boa finalização da primeira parte. E você fica com a sensação de: “Já?!”

O filme em si não é um primor de roteiro e parece um pouco mutilado, passando reto por muitas coisas que poderiam ser melhor detalhadas. Mas é a adaptação de um livro e como tal deve ter sofrido com a edição. No fim ele vale pelos efeitos. O combate dos ursos é realmente excitante, Nicole Kidman é uma deusa, os atores estão bem e a história apesar de tudo é boa. O DVD provavelmente virá recheado de extras mas vale conferir no cinema, naqueles dias em que todos pagam meia.

RPGs que vão bem com este filme:

- Castelo Falkenstein (Sem dúvidas!)

- D&D (com ressalvas…)

- Changeling: The Dreaming (Parece que todos são um pouco Pooka !)

Superbad - É Hoje!

Cinema 1 Comment »

por Austriaco

Retornando das cinzas como aquele passarinho das lendas, Austriaco manda uma resenha batuta sobre um dos filmes mais engraçados do ano. O homem que veio da Áustria promete não mais deixar os ávidos leitores do OOZE a ver navios - ou melhor, gosmas verdes.

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