Escarrado por reyjr
A segunda parte do Conto que narra o retorno de Lúcifer no Time of Judgement. Muito Bom!
A espada se choca com a lança e eu sei que a próxima parte vai doer. Já está doendo. Tudo dói.
Belphigor é forte – não tão forte como antes da queda, mas mais forte do que quando saiu do Abismo. Se ele disser a qualquer um que não consumiu seus companheiros caídos, ele é um mentiroso.
Seja o que ele diga a qualquer um, ele é um mentiroso.
Nos chocamos corpo a corpo e eu o empurrei de volta, mas eu não posso me esconder como aquela vez. É o meu ombro, meu peito, do lado direito onde meu coração estaria se eu tivesse um. O buraco que o fantoche do Bright Shining (Hunter) me fez a dois meses atrás, ainda continua aqui e deixa meu braço esquerdo fraco. A asa esquerda também.
Belphigor está medindo minha capacidade agora. Ele está se mantendo para trás. Eu sei que está. Ele sabe que eu sei e agora vai fazer seu movimento.
Minha lança tem alcance eu confio nela, mas é pesada e ele planejou por isso. Ele é superior no vôo agora. Ele voa para cima, fora do meu alcance. Eu fiquei no chão, esperando. Ele olhou para mim a baixo. Ele deve adorar isso.
“Se você é a real Estrela da Manhã,” ele urrou, “ Será uma grande honra derrotá-lo – ser o primeiro a fazer isso. E se você é um farsante… será ótimo também.”
Isso gerou risadas dos Faustianos reunidos, que estavam assistindo de um lado. Os Luciferanos, do outro, olharam furiosos para eles, mas ambos continuaram em posição. Realmente não muitos das facções queriam ir um contra o outro, principalmente depois que Duques como Vodantu estavam livres e Earthbounds como Abbandon abertamente solicitaram adoração dos homens. Eles estão ansiosos para ver a luta… tão distantes. Cada lado ainda espera que um campeão vença.
Estamos lutando no Grande Canyon. Eu estou no fundo, olhando para uma faixa azul do céu acima. Belphigor está ao nível da terra acima, em postura. Ele dobra suas asas e mergulha como um meteoro.
Tento atacá-lo, um golpe, e ele se vira para o lado – a esquiva perfeita. Me senti desguarnecido e então a espada nas minhas costas, perfurando-me, e então, eu morri.
Quando voltei, Nazathor estava escorregando pela parede do Canyon, deixando um rastro de sangue e plumas brancas. Outro Luciferano mostrou suas asas e pulou também. Me vingando? Não, tentando proteger ela. É o Star Thorn, enamorado de Nazathor. Ele fomenta sonhos de salvá-la, para ganhar seu amor, seduzindo ela para roubá-la de mim. Queria que ele pudesse.
Eu queria deixar Belphigor matar ambos, mas não seria uma boa política. Não posso ser o diabo que deixa seu povo morrer. Preciso mostrar a eles que sou forte o bastante – não apenas forte o bastante para vencer, mas vencer sem acidentes.
Mas espero Belphigor acertar Star Thorn uma vez antes de me levantar novamente.
“É o melhor que você pode fazer?”
Ele se vira quando me ouve e sua expressão é apropriada. Demônios não voltam desse jeito. Eu volto.
“Eu matei você!”
Predicado. “Você matou. E isso é tudo?” Avancei. Ele tinha minha lança em uma mão, sua espada em outra e tentava me intimidar.
“Eu nunca fui mandado para o Abismo, Belphigor. Eu nunca estive desligado da Terra. O Abismo não me puxa e eu não posso morrer. Este é meu reino e eu sou o Lorde!”
Se ele ajoelhasse, eu pegaria os Faustianos. Mas ele não ajoelhou.
Primeiro ele atirou a lança para me distrair, mas eu a peguei facilmente. Então ele invocou o fogo, envolvendo-se em chamas perto de uma intensidade nuclear. Não vai ajudar, mas ele não pode pensar em mais nada para fazer.
Ele foi inteligente durante a guerra.
“Me lembro de grande parte do seu nome, Belphigor, e sua intensidade acesa foi o suficiente para me mostrar suas mudanças.”
Falei e seu próprio fogo o consumiu.
Vou pegar os Faustianos de qualquer maneira.
“Alguém mais quer contestar que eu sou Lúcifer, a Estrela da Manhã, seu soberano absoluto?”
Ninguém contestou.
Escarrado por Reyozo
Retirei este texto da comunidade “Demon: The Fallen BR”. Na época do “Time of Judgement”, final da linha World of Darkness, a linha Demon:The Fallen estava no auge. Infelizmente ela foi encerrada mas abaixo vocês verão porque eu considero Demon um dos melhores títulos da linha Storyteller.
“Bem já fazia um bom tempo que Wendell (Crusader17) estava seguindo Lúcifer. Lúcifer já tinha percebido que algum Bright Shiner estava em sua cola, achei legal a frase que ele usou para definir os Hunters: “Bright Shiners – um dos defensores da humanidade nos últimos dias. Ou se você preferir, é a última tentativa desesperada Do cosmos limpar o lugar antes que sua Mãe retorne pra casa e veja todas as cervejas e tocos de cigarros no quintal.”
Lúcifer então sendo seguido levou Wendell para uma área mais desabitada. Wendell tinha uma arma em suas mãos(Smith & Wesson) parou o carro e desceu.
-Olá Wendell! Você não precisa disso. Vamos conversar algumas coisas.
-Vá para onde eu possa vê-lo.
Eu calculei o risco, mas o que ele faria? Me mataria? O pior que ele pode fazer é me atrasar, provavelmente nem isso.
-Você sabe quem eu sou Wendell?
-Os Pastores estão incertos sobre você.
Pastores, ótimo nome. Esse rapaz certamente parece com uma ovelha. Me pergunto quem são eles? Se eu tivesse tempo suficiente eu poderia provavelmente descobrir seus Nomes. Mas Wendell não me dará muito tempo. Tampouco Azrael ou outros Earthbounds.
-Eu não acho que você está aberto para um caminho alternativo. Mas seja o que for que eles tenham lhe dado, aposto que posso fazer melhor.
-Você não pode me tentar.
-Você tem certeza? Fazer a coisa certa pela razão errada sempre foi tão popular.
-A vontade deles é minha vontade.
Quando ele disse isso – exatamente, honestamente, presunçosamente – Eu percebi que ele estava dizendo a verdade e isso me chocou. Aqueles bastardos realmente fizeram. Eles pegaram o ser humano e o santificaram até ele ser apenas uma marionete. Eles orquestram e ele trabalha enquanto eles aplaudem em volta desse mundo em chamas.
-O Todo Poderoso nunca irá perdoar o ato de tomar sua alma. Se você pensa que Ele está do seu lado, você está cometendo um terrível engano.
-Eles não tiraram nada de mim, eu entreguei.
-Você entregou sua vontade? Sua liberdade? Como você pôde fazer essa barganha?
-O que mais eu teria? O que mais seria importante para sacrificar para Deus?
-Deus não quer que você seja um escravo!
-Deus me quer para ser virtuoso e nada mais.
Este homem zomba de tudo que eu luto e eu não vou tolerar mais um segundo se quer. Eu invoquei minha lança quando ele disparou. Talvez me senti um babaca, porque eu esperava uma bala. Eu posso desviar de balas. Mas o que ele disparou foi luz, e luz se move mais rápido do que eu. Arremesei minha arma em sua garganta. Seu tiro me acertou no ombro direito. Foi um raio de pureza e eu senti. Prazer. Isso passou por mim, o aquecimento do venerado amor, o primeiro movimento do universo, a energia nutritiva do Mais Santo. Fui lavado em êxtase. Experimentei a vontade de Deus e percebi que Ela irá me perdoar, até mesmo eu, se apenas eu me arrepender.
Nunca fui tão insultado em toda minha vida.”
Em seguida postarei o combate de Lúcifer contra Belphigor. Vale a pena.
Escarrado por reyjr
“Congratulações jovem iniciado(a).
Se você chegou até aqui e está lendo este texto é porque você está atolado(a) até o pescoço em uma lama que nunca mais sairá. Parabéns.
Este texto nada formal tem a missão de apresentar apenas a gota inicial que forma o iceberg. A minha única intenção é lhe apresentar ao seu livro de cabeceira de todo o resto de sua paranóica vida.
Eu me refiro ao lendário tomo “Desbravadores do Oculto” cujo autor ninguém jamais conheceu mas assume a alcunha obviamente falsa de Tiago José “Deicide” Galvão Moreira.
Não se deixe enganar, o livro foi escrito de forma a apresentar-se como um guia de um jogo de lunáticos. O fato é que toda averdade (bem pelo menos uma grande parte dela) está ali. Este manual habitava apenas as páginas da internet até há pouco tempo atrás, mas em uma jogada de mestre, “Deicide” tornou-o palpável. Hoje você consegue adquirir um exemplar se for maior de 18 anos (Se o governo soubesse que estavam aprovando o manual do caçador moderno, talvez não permitissem a publicação.). O fato é que a obra está á venda e é um artigo preciosíssimo para todo e qualquer desbravador que sabe que criaturas acordam quando a sombra se deita.
Preste muita atenção, pois o livro é recheado de significados escondidos e neste texto esclarecerei apenas alguns.
A começar pelo conto introdutório. Aquela história ocorreu de verdade, criança, porém o nome da cidade é outro e não era um repórter e sim uma linda moça, que desapareceu do mapa após o evento. História triste, quem sabe um dia você saiba mais.
Neste primeiro conto note que o narrador é o próprio autor, isto não é por acaso. É um conto que te prende do início ao fim, também não por acaso.
DICA DE UM DESBRAVADOR: Leia o conto mais de uma vez.
Apesar de conter elementos reais, a história do Psiquiatra e de como ele adentrou á Fundação é ficticia, posso lhe assegurar. Aqueles palermas da Fundação não reconheceriam um evento sobrenatural nem que Gabriel se revelasse na frente deles, segurando uma placa:
“Will Turn Your City Into Salt
for
Food”
Mas aqui preciso fazer uma pausa para outro alerta. Não se deixe enganar pelos desenhos pueris que preenchem o livro. Sim, parece que eles não deveriam estar ali e que foi feito ás pressas para “preencher espaço”. Não se engane, aquelas ilustrações são glifos de proteção que impedem que as palavras se apaguem. Tenho uma teoria de que as proteções contidas nas ilustrações impedem seus olhos de caírem das órbitas, mas ainda não foi comprovada.
Você notou que o papel utiliza um formato comum e que a fonte utilizada não é estilizada? Isto é um ponto positivo em certos aspectos pois não desvia sua atenção e torna o livro fácil de ser re-impresso.Isto é, até a Nova Thule descobrir sobre o tomo.
DICA DE UM DESBRAVADOR: As fotografias utilizadas são reais, muitas encontradas nos arquivos dos altos escalões do Portal Celeste, o que pode nos dar uma pista sobre a origem do Autor. Dizem que ele se incluiu em uma das fotos.
Chegamos onde queria, as sociedades Secretas. Meus Deus (desculpe a expressão) mas o cara tem bolas!
O sacana descreveu tim-tim-por-tim-tim as maiores sociedades secretas. E deixou de lado a Ordem Rubra de Longinus propositadamente, que cão esperto, sabe exatamente o que está fazendo.
Preste muita atenção nesta parte do livro pois você tem que saber exatamente com quem está lidando quando encontrar um destes por aí.
DICA DE UM DESBRAVADOR: Note que “O Circulo de Uriel” e a “Fundação Amanhecer” tem suas entradas no meio da página e não no topo, ainda não sei porque ele fez isso, mas há algum significado oculto ali, esteja certo.
O capítulo 3 descreve por alto algumas das criaturas mais comuns que costumam rondar nossa paz. É importante perceber que o autor descreve criaturas com as quais ele mesmo tem familiaridade, já que o Psiquiatra é só um personagem.
O capitulo 4 é o que a gente chama de “Pulo do Gato”. Aqui ele coloca algumas regras que ele roubou de um livrinho chamado “Ao Cair da Noite“, que é mais um desses manuais do gótico feliz. Bobeira para enganar os leigos. Porém aqui ele introduz conceitos que poucas pessoas conhecem ou dão importância: Nossos dons.
Todos nós temos dons. Apenas alguns manifestarão dons úteis ao enfrentamento e estudo do sobrenatural. Apesar de categorizar e colocar sob aquelas “regras”, este capitulo é um dos maiores e descreve como o lado mais fraco pode equilibrar as coisas. Parece que todo o proposito do livro é falar sobre isto sendo o restante apenas um floreiro pra se chegar no assunto principal. Porém, apesar de cansativo, contém informações muito importantes. Pode me chamar de mentiroso, mas eu já vi um crente espantar um lobo em fúria com um “Sai de retro Satanás”.
DICA DE UM DESBRAVADOR: Se você encarar a fotografia da pagina 66 por tempo suficiente, ela pisca.
O capitulo 6 são regras de etiqueta. Digo, como se fossem isso. Ele vai te ensinar como lidar com as Sociedades Secretas, vai revelar alguns de seus grandes segredos como as Alianças do Arcanistas e quem são aqueles velhinhos que surgem do nada nos Capitulos do Círculo. (Eu tenho certeza que tem urielista urrando de raiva). Como eu disse, o garoto tem colhões pra colocar isso assim em público. Só que não dorme no escuro nunca mais.
E finalmente os dois apêndices. O primeiro é um vislumbre sobre nossa querida e amada Thule Renascida. O mais importante aqui é identificar os rituais de magia negra e pactos demoníacos. Não que você vá querer um destes para você, claro. Mas é importante saber qualdo algum destes bastardos está dormindo com o diabo. O segundo apêndice trata das abominações e acredite quando eu digo que o autor dá apenas uma “palhinha” do que ronda por aí. Após acabar de ler este livro, pesquise pelos intraterrenos e tente saber mais sobre Atlântida, você vai perceber que o continente perdido não está tão perdido assim.
DICA DE UM DESBRAVADOR: Os pequenos textos que antecedem a descrição de uma abominação são relatos descobertos na biblioteca de um Arcanista corrompido. Segundo consta ele catalogava as abominações e as dominava para tentar criar um exército bizarro. Já foi tarde.
Agora que já lhe apresentei o livro, resta você encontrá-lo. E esta é a segunda parte do seu treinamento: Como pesquisar o oculto e como encontrar mensagens subliminares. E assim que encontrá-la, peça pelo quarto número 101.”
Eu poderia dizer que escrevi este texto, mas na verdade eu recebi esta carta por e-mail com instruções de publicar para que alguém especial leia. Não entendi nada mas decidi publicar, afinal que mal pode fazer?
Descobri que o livro citado acima pode ser encontrado neste link. Quem sabe eu dê uma olhada nele.
Escarrado por reyjr
Ei, você aí. Garotinho de apartamento, criado a leite e pêra. Dá uma olhada pela janela e me diz o que você está vendo.
“A Crise!”, você diz.
Não, é a coragem, garra e principalmente, a humildade. A noite caiu.
Se o Ooze tivesse som, vocês provavelmente me ouviriam bater palmas, de pé, para o “Deicide”, autor independente que publicou dois livros capa-dura: Ao Cair da Noite e Desbravadores do Oculto.
Quem teve a oportunidade de comparecer ao encontro de blogs no EIRPG, teve uma prévia do livro e da história do Deicide. Agora ele conseguiu lançar os livros e como forma de divulgação contou com os Blogs que falam sobre RPG. Dá uma conferida no Blogroll ali do lado e você vai ver geral falando bem do livro e do cidadão.
Ele merece mesmo o meu chapéu, porém eu prometi que ia fazer uma resenha imparcial. Não que eu deva isso a ninguém, eu poderia ser completamente parcial e estaria no meu direito e provavelmente estaria certo em vários pontos. Porém, eu li o Livro de Regras com olhar crítico e tenho algumas considerações (a maioria boas). Vou a elas.
Fugindo do World of Darkness?
Se você já jogou o Sistema Storyteller, então você já tem meio caminho andado no Livro de Regras de “Ao cair da noite”. O sistema é largamente baseado no Storyteller utilizando Atributos+Pericias como parada de dados (de 10 lados) e precisando superar a dificuldade imposta. Mas cuidado pois alguns detalhes mudam já que o ACN não é Storyteller. Sinceramente considero ACN mais denso e pesado, pois ele lida com humanos em primeira instância.
As construções de personagens são parecidas nos dois sistemas mas uma coisa me deixou muito feliz. Como o Deicide escreve bem. A linguagem é fácil, direta, correta e apesar dele mesmo ter sido o revisor, não encontrei piolhos pipocando aos quatro cantos. Geralmente outras pessoas revisam o seus texto, pois você tende a não ver certos erros. Parece que não foi o caso. Mesmo que você conheça de cabo a rabo todo o sistema do WoD, leia completamente o ACN pois ele não te cansará. E os exemplos são abundantes e esclarecedores.
Fogo Colérico Leste!
Apesar da semelhança, o ACN tem suas diferenças. O sistema de Eidolon e Gladius é muito divertido e você consegue uma grande variedade de conceitos de personagem apenas definindo a personalidade dele. Gladius é uma força espiritual, subconsciente que lhe permite feitos extraordinários em situações extremas. Ou então melhora sua capacidade se você agir de acordo com sua personalidade, assim você não terá aquele jogador que interpreta um pacifista saindo no braço por qualquer motivo. Elementos como Água e Fogo, Direções como Leste e Oeste farão parte do seu “eu”. Pensando bem, dá pra fazer uma auto-análise com o sistema de personalidades e definir quais são suas características
Com grandes rituais satânicos vêm grandes responsabilidades.
Como eu havia dito, o ACN é um livro voltado inicialmente para humanos que descobrem que há algo errado no mundo, por isso são frágeis e sujeitos a traumas, catatonias, e todo o tipo de perturbação psicológica. É um tema denso que não deve ser usado irresponsavelmente, o jogador de ACN precisa ter a consciencia de que lidará com muitos tabus e que alguns assuntos deverão ser tratado com muito cuidado, nada que um verdadeiro RPGista não saiba.
E finalmente chegou a hora do pau! Não estou falando do combate. Esta seção do livro tem um capitulo próprio e bastante detalhado para as cenas de ação. Me refiro agora a alguns cutucões que disse que ia dar.
O Miolo
Apesar do cuidado com a capa dura, o miolo do livro (pelo menos o meu) se desprendeu nas primeiras páginas. Nada demais, apenas fica parecendo um livro com defeito perante um jogador mais exigente. Porém a capa é de excelente qualidade e sua ilustração é belíssima o que me leva a…
Arte
Eu considero que um livro de RPG tem duas artes específicas. A escrita e a gráfica. A escrita já disse que é de primeira qualidade, não preciso me repetir. O problema é a gráfica. A diagramação é bem arrumada e não causa confusão, mas as ilustrações…
Não é porque um autor é independente que ele tem que ser amador, o Deicide provou isso por “A + B” e apesar de a ilustração da capa ser muito boa e as montagens fotográficas em geral serem de acordo com o clima do livro (fora aquela do cara segurando duas espadas em frente ao banheiro…) os desenhos á mão são uma lástima. É caro contratar um ilustrador. É legal encher o livro com elementos que reforcem a idéia de que monstros estão por aí, mas as ilustrações de vampiros, lobisomens e afins são BEM abaixo da média do livro. Ao invés de passar a sensação de sobrenatural, passam uma sensação cômica, amadora, do tipo que um autor independente não pode se permitir pois ninguém comprará os livros por dó. Nas próximas edições, eu se fosse o Deicide, tiraria aqueles desenhos e colocaria mais fotomontagens photoshopadas.
Amanhecendo
Eu espero que de coração que o ACN veja a luz do dia á partir de várias prateleiras. É um livro bem escrito, com uma temática familiar, um sistema fácil de aprender e com grau de complexidade variável para atender a diferentes tipos de gostos.
Desbravadores do Oculto será o próximo da lista, estou ansioso para lê-lo e estou certo que vem coisa boa por aí.
O Ooze recomenda o “Ao Cair da Noite” para você que gosta de um jogo denso e com muita investigação, porque se você quiser sair no braço com uma criatura sobrenatura, já pode ir escrevendo sua lápide.
Escarrado por kareen_dulak
por Kareen Dulak
Pois bem, seguem alguns deles:
Aventura: Alien X Predador
Sistema: Storyteller
O erro: estávamos tentando fugir desesperados de um bando de aliens, que tentavam entrar em nossa nave. Minha personagem, uma especialista em armamentos, resolveu montar ali mesmo uma bomba que servisse para afastar os aliens. O Narrador então pediu: “Role aí.”
Bem, foram cinco “1″ e NENHUM sucesso. O erro crítico mais crítico que eu já tive. A bomba, claro, deu sinais que iria explodir. Eu saltei para o lado, em busca de proteção e do resto do grupo, o personagem do Eduardo (que o Rey conhece), tentou, na trairagem, puxar um dos outros PCs para frente dele para tentar se proteger. Falhou, então, criticamente nessa tentativa e recebeu a explosão direto no peito. Resultado: uma nave destruída, e um PC safado morto. A minha PC sobreviveu, já que era a única mulher do grupo e era, afinal, um jogo de Alien, em que a mulher tem que sobreviver. Heehehe.
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Aventura: SOUL
Sistema: Storyteller
O erro: O grupo investigava um matador de carreira (termo cunhado por minha pessoa) e acabaram tendo um confronto com as autoridades corruptas em frente ao cemitério da cidade interiorana. Pouco antes, no hospital da cidade, onde um dos PCs estava acamado, por ter sido baleado durante uma busca em um casarão, o tal PC foi seqüestrado pelas mesmas autoridades corruptadas que pouco depois estariam trocando tiros com os outros PCs. O PC seqüestrado estava amordaçado e amarrado no banco traseiro do carro. Durante o tiroteio, o PC seqüestrado tentou fugir apenas para falhar miseravelmente (1º erro crítico). E os outros, vendo que a batata estava assando, decidiram fugir. Entraram no carro e daí um dos PCs teve uma idéia brilhante: usar o carro para dar uma trombada no carro das autoridades corruptas para impedir que esses os seguissem e ainda os machucariam já que usavam o carro como escudo. E lá foram eles, enfiando a traseira do carro no outro.
Milagrosamente, o PC seqüestrado conseguiu sobreviver. Só que um dos vilões também. Daí veio o outro teste: “Veja aí se você passa despercebido do cara, já que ele parece confuso e está indo embora cambaleando.”
Rolagem de dados e claro: falha crítica.
Vem a setença: “O cara ouve você e lembra do que veio fazer aqui. Então pega a escopeta e lhe dá um tiro no peito.”
Nesta eu era o Narrador. O esporte é bruto, como dizem.
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Escarrado por reyjr
Por Rey Jr.
Antes de falar deste jogo FENOMENAL, eu gostaria de fazer um mini-flashback. (Efeito sonoro do Lost, por favor?)
Eu sempre fui meio “bitolado” por jogos de tabuleiro. Desde pequeno eu adorava ganhar (e estranhamente sempre os perdia) jogos de tabuleiro. Mas jogos complexos, daqueles que seus pais nunca tem paciência pra te ensinar.
Se não fosse o jogo de tabuleiro eu provavelmente teria demorado mais para conhecer o RPG (ou talvez nunca tivesse conhecido). Afinal foi a fissura pelo Hero Quest que me fez arrumar um emprego de Panfleteiro aos 13-14 anos (Eu já trabalhava com meu pai, mas ele não me pagava. Pelo menos não em dinheiro.) . Foi também o alto preço do jogo que me levou á estante ao lado: “Dragon Quest – Iniciação aos jogos de RPG” e mais ao lado “Dungeons and Dragons – O RPG mais jogado do mundo” – Neste momento, após ler corridamente o verso da caixa, pensei : Eu vou amar esse tal de RPG. Danem-se as introduções me dê o mais jogado!!!
O acesso á internet multiplicou a paixão pelo RPG e navegar era realmente explorar e desbravar. Quando em uma dessas explorações me deparei com um artigo sobre como os jogos de tabuleiro haviam evoluído e “lá fora” era coisa de adulto. Acho que neste momento voltou toda a paixão pelos tabuleiros que havia há muito reprimido. No final do artigo havia um link para um site chamado Boardgame Geek
Pirei.
Fiquei maluco e comecei uma exploração Avançada, me enfronhando nas profundezas das centenas resenhas e escovando os bits de cada fórum tentando conhecer sobre esses tais Boardgames Modernos.
Havia um proibitivo para a real aquisição, chamado Dólar. Na época um jogo dos mais “chinfrins” saia pra mais de 200 reais se contarmos o frete e o imposto. E por isso eu era apenas um espectador dos relatos gringos sobre jogos que me enchiam os olhos. (Fim do mini-flashback.)
Hoje em dia o dólar está controlado, o imposto ainda é pesado, mas os jogos estão acessíveis. Se você quiser e economizar um pouco você consegue um bom jogo sem ter que fazer uma cirurgia de remoção dos olhos.
E foi nessa configuração que o Kareen me abordou: “O Edu comprou um jogo de tabuleiro que me faz trocar até sessões de RPG para jogá-lo. Chama-se Arkham Horror.”
Eu já tinha ouvido falar MUITO deste jogo e ele tem a temática Lovecraftiana. Juntou tudo o que eu gosto (Terror, literatura, tabuleiro e qualidade gráfica estonteante) numa ponta de inveja que não me deixou mais em paz. Teve também o Kareen: Compra! Compra!Compra!
Comprei.
E afirmo sem medo de errar: Foi a aquisição do Ano!
O D&D 4e está aí e eu também terei e estou certo que será um ótimo investimento também mas Arkham Horror superou todas e quaisquer expectativas.
Ah, o Horror.
Um post sobre Arkham Horror poderia durar, sem esforço, umas 15 páginas. Mas eu tenho piedade de vossos olhos mortais e preencherei o post apenas com o essencial e com algumas imagens bacanas para deixar de queixo caído quem tem a faísca gamer dentro de si.
O jogo se passa na fictícia cidade de Arkham, onde coisas estranhas tem acontecido. Apenas algumas pessoas notam logo de início as mudanças no clima e no ambiente. Estas pessoas são os investigadores – os jogadores.
Um grande mal está para despertar, os deuses-alienígenas inimagináveis de Lovecraft estão despertando e apenas estes investigadores podem detê-lo. Para isto eles se utilizam de armas, artefatos, magias e aliados. Em conjunto, eles devem determinar o destino de Arkham que observa quase impassível, o terror.
Arkham Horror é cooperativo, ou seja, todos se ajudam para derrotar o jogo (Não há um Zargon, como em Hero Quest). E acreditem, o jogo não gosta de perder ! A matemática toda é muito bem feita para que a emoção esteja presente jogando solo (Sim, dá pra jogar sozinho!) ou em oito pessoas. E a emoção a que me refiro é a de desespero!
O jogo avança impiedosamente turno a turno colocando cada vez mais problemas em sua frente e se não houver interação entre os jogadores para bolar uma estratégia, é Apocalipse na certa.
O sentimento de “derrota iminente e inevitável” se dá pois não há muito tempo para perambular pelo tabuleiro. Todos os movimentos precisam ter um objetivo claro para impedir que o “Ancient One” acorde. O problema é que nem sempre a solução é evidente.
Nas cinco fases que compõe um turno (Manutenção, Movimento, Encontros em Arkham, Encontros em Outros Mundos e Fase do Mito), os investigadores tem as quatro primeiras para explorar o tabuleiro e angariando recursos – Sejam em forma de poder de fogo, de pistas ou de aliados – e a última o Mito age sobre Arkham abrindo portais, despejando monstros, lançando rumores, alterando as condições climáticas ou virando notícia na capa do jornal. E não se desespere completamente pois uma coisa é certa: Você vai parar no Asilo de Arkham. (Alguém se lembra deste lugar? Coringa? Charada? Espantalho?)
A mecânica do jogo é complexa porem muito fácil e intuitiva. Existe o fator “sorte” que muitos boardgamers abominam mas nada que defina o completo andamento do jogo.
O Material

A qualidade é de primeiro mundo!
Ao abrir a caixa você já sente que fez um bom negócio. Todas as peças são feitas em papel resistente. tanto que o jogo pesa mais de 2kg e não há nada de metal.
As fichas e marcadores são bem recortados, não há rebarbas e nem cores desbotadas

Os protagonistas.
O que mais impressiona é o fato da Arte ser toda – ou quase toda – original, tendo sido feita especialmente para o jogo e tudo com um estilo “Noir” muito legal .

… e antagonistas. Tenha MUITO medo.
O nível de Re-jogabilidade é altissimo. São 16 investgadores e 8 Ancient Ones e centenas de cartas de Encontros e de Mythos que fazem com que um jogo nunca seja igual ao outro.
E estou falando apenas da caixa básica, pois existem 4 expansões.

Arkham e os Outros Mundos
Para finalizar essa apresentação – não vou chamar de resenha pois teria que ser imparcial e em se tratando deste jogo eu não consigo – só vou acrescentar mais um detalhe: Teor Viciante. Todos os que jogaram comigo até agora estão viciados. Um ou outro parece apenas ter “gostado bastante”, mas atribuo isto á falta de clima. Uma vez no clima da coisa, não há como ficar indiferente.

No início a coisa parece meio tensa. Mas depois piora!
Arkham Horror é para você que gosta de:
* Ficar sentado na ponta da cadeira rezando para conseguir tirar 3 cincos em 6D6;
* Ter a sensção de que “ferrou, ferrou, agora ferrou, ferrou de vez”;
* Combinar estratégias sobre como deitar aquele inimigo em comum;
* Um jogo graficamente impecável;
* Estilo Noir;
* H.P. Lovecraft;
* Ser o salvador do mundo, ou;
* Ter a sua alma e a de seus companheiros devoradas por um mal-derradeiro que habita todos os pesadelos.
Escarrado por reyjr
Por Rey Jr
“Eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam.
E nem mesmo um pensamento eles possam ter
para me fazerem mal
Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar.
Pois eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge
São Jorge, rogai por nós.”
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Diz a lenda que Jorge de Capadócia enfrentou e matou um dragão, em defesa de uma donzela. Conta-se que Jorge era um cavaleiro do Império Romano e foi degolado por Dioclécio por renegar falsos deuses em favor do Salvador. Seu martírio se deu em 23 de abril de 303.
Em 1348 Eduardo III fundou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Uma instituição militar cuja função era defender o Reino da Inglaterra. Antes, porém, São Jorge já era considerado o patrono das Cruzadas por Ricardo I.
E isto é tudo o que o mundo sabe até hoje sobre a Ordem. E como sempre acontece, existe mais. Muito mais.

História
Pergaminhos encontrados por expedicionários Templários davam conta da real história por trás da lenda de São Jorge e o Dragão, contada por pessoas ligadas a ele nos tempos de Cavaleiro.
Naquela época, havia na região de Lida (Onde hoje localiza-se Israel) um medo irracional de se andar após o pôr-do-sol. Relatos de desaparecimentos eram comuns e a guarda da cidade pouco podia fazer. Jorge havia acabado de entrar na cavalaria e rapidamente galgava posições na hierarquia. Era do conhecimento de todos que Satanás circulava pelas redondezas.
Em uma patrulha rotineira, Jorge deparou-se com a filha do Rei sendo atacada. Sem demora, avançou com sua montaria sobre o agressor. Também nesta época, Jorge ouvira histórias sobre Ieshua e como ele havia morrido para salvar todos os homens. Há muito, Jorge sonhava com estas histórias e sentia crescer a fé na Verdade. No momento do combate, porém a fé tomou conta dele por completo e uma nova visão se abriu ante seus olhos.
Jorge não se via lutando com um pálido homem que rugia desesperadamente, mas sim contra um dragão: pois era rápido como uma serpente, de pele dura como a de um lagarto, olhos vermelhos que iluminavam a noite, garras e presas afiadas como as do crocodilus. Jorge golpeava, mas sua espada resvalava na couraça dura do homem-dragão, sua lança não o perfurava nem o oponente mostrava sinais de cansaço. Já quando o dia ia raiando e a luta não parecia terminar, Jorge clamou pelo seu Salvador, pedindo em Seu nome para que Satanás fosse banido. Um raio de luz, vindo do horizonte, incidiu em sua lança e refletiu na criatura, destruindo-a de pronto.
Através de seu relato, afirmando que a luz da Santa Trindade destruíra o demônio, o rei da Lídia ordenou que todos se convertessem à fé de Jorge.
Após a morte de Jorge, pelo Imperador Dioclécio, seus amigos de companhia passaram a propagar também a fé do mártir, colocando em papiro sua história. Segundo os pergaminhos perdidos de Jorge da Capadócia, seus seguidores passaram a ser caçados por Dragões e provavelmente todos foram mortos. Temendo que os relatos sobre o primeiro caçador de dragões fossem destruídos, os pergaminhos foram ocultados em local sagrado, só reaparecendo mil anos mais tarde.
Já na Idade Média, com o advento da Santa Inquisição, o líder da Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, criada pelo Rei da Inglaterra, decidiu desvincular-se do governo inglês e associar-se à Igreja Católica, afim de caçar os vampiros que a Alta Cúpula Inquisidora dizia existir. Tornaram-se então um braço da inquisição com a função específica de caçar e destruir vampiros – que insistiam em chamar de Dragões – como uma forma de vingar o desaparecimento dos primeiros seguidores de São Jorge pelas mãos dos vampiros.
Condições Atuais
Hoje em dia a Ordem modernizou-se, tornou-se secreta e poderosa. Para desvincularem seu nome da Inquisição, mudaram seu nome para “Ordem dos Paladinos Capadócios”. Seus membros invariavelmente são jovens religiosos, padres recém formados que se destacam pelo ímpeto e pela chama que queima em seus olhos. Como dizem os irmãos da ordem: “Um Paladino não é escolhido. Um Paladino nasce”.
Apesar de ter cunho religioso, a Ordem é mantida em segredo e poucas pessoas dentro da Igreja acreditam em sua existência. Seus métodos de caça não são tão supersticiosos como no início, mas ainda assim existem muitas coisas que os Paladinos não entendem sobre os Membros. No entanto, a fé verdadeira é sua arma principal e os Paladinos a sabem usar com eficiência.
Após serem identificados como possíveis candidatos para ingressar na Ordem, os padres geralmente são transferidos para lugares inóspitos; e lá, sem se darem conta, passam por testes de fé, de coragem e persistência. Se falharem, estes padres nunca saberão que um dia foram cogitados para a Ordem. Porém, se forem aprovados, os Cavaleiros convocam o padre para uma sabatina e o convidam para fazer parte de suas fileiras.
Os Paladinos são mantidos pela Sede em Israel e por qualquer espólio que possam adquirir em seu combate aos dragões. Não é raro que os Paladinos se apoderem de casarões e obras de arte que pertenciam a Membros. Porém todo o espólio é de propriedade da Ordem, nunca particular.
A Sede localiza-se na igreja de São Jorge em Lídia, parte central de Israel e é lá onde encontram-se os seus restos mortais. Ela é mantida pelas doações feitas á igreja e e pela Diocese de Israel, cujo Bispo é coincidentemente o líder dos Paladinos da Capadócia.
Motivações
As motivações dos Paladinos são óbvias. Segundo eles, os Dragões são manifestações de Satanás na Terra e devem ser destruídos à primeira vista.
É constantemente salientado pela cúpula da Ordem que mesmo que pareçam humanos e clamem por suas vidas, um dragão é cria de Satã e deve voltar para as profundas. Se não o fossem, não temeriam a fé e a Lança de São Jorge. Mesmo quando algum Membro se diz arrependido por seus pecados, a atitude mais clemente é uma morte rápida e indolor.
Métodos
O Método Religioso é o mais utilizado e um verdadeiro Paladino é possuidor de Fé Verdadeira. Aqueles que demonstram não terem fé suficiente são desligados da Ordem.
O Método de Armamento Pesado é largamente utilizado, pois a Ordem sabe da força de seus inimigos. Porém, com escrúpulos pois nenhum inocente deve perecer no processo de caça.
O Método Investigativo também tem seu espaço entre os Paladinos menos combativos e através deste método alguns tabus já caíram por terra, como a utilização de prata, água corrente e alho.
A forma de combater um vampiro geralmente é feita sob encomenda a partir da recomendação do campo investigativo da Ordem. No dia do ataque (sim, os Paladinos são inteligentes o bastante para evitarem um confronto direto quando podem) todas as instrução são passadas e é realizada uma missa no primeiro raiar do sol, hora em que São Jorge matou o Dragão.
Entre seus equipamentos geralmente encontram-se: Água Benta, Crucifixo, Besta ou Arco que usam para disparar flechas de madeira, Colete á Prova de Balas, Pistolas, Espada da Ordem entregue a eles na data da iniciação e a Lança de São Jorge para os mais condecorados.
A Lança de São Jorge mede 1,60m é feita de Prata – apesar dos Paladinos já saberem que o material não causa mais dano ao dragão – e benzida pelo próprio Líder da Ordem. Na prática é um símbolo de Status, mas vários vampiros já provaram o amargo sabor de uma lança abençoada.
O que os Paladinos sabem
Combatendo os vampiros efetivamente desde a Inquisição, foi possível aprender muito sobre estes seres. A Ordem não se importa se os Dragões tâm uma sociedade própria com divisões e sub-divisões. O que importa é que são perigosos e seus poderes sobrenaturais são muitos e variados.
Conhecem sua vulnerabilidade ao sol e a estacas, porém não consta nas diretrizes o medo e o fascínio que o fogo exerce sobre a Família. Para estes religiosos é difícil crer que o Diabo tem medo de fogo. Além do mais a Inquisição deixou legados que os Cavaleiros gostariam de apagar para sempre.
Magos, fadas, lobisomens, fantasmas e demônios? Nada disso importa para a Ordem, pois todos são classificados como Dragões, portanto farinha do mesmo saco. Não que os Paladinos tenham conhecimento o suficiente para diferenciar um Sátiro de um Vampiro, ou uma Magia de um Dom, para eles são apenas poderes diferentes de uma mesma raça.
Interpretando um Paladino Capadócio
Antes de tudo, um Paladino Capadócio é um membro da Igreja Católica. Sua fé é no Criador e no Santo Guerreiro pra interceder por eles. Além do Status e Hierarquia religiosas, quer sejam Pároco, Padre, Missionário, Frei, Bispo ou qualquer outra (desde que seja Católica) a Ordem possui sua própria Hierarquia e escala de Poder: Começando como Escudeiro, passando por Vigia depois tornando-se Cavaleiro e por fim Paladino propriamente dito, posto no qual ele recebe sua lança sagrada. Apesar de o título ser agraciado a poucos membros, em conjunto todos são Paladinos, uma vez que pertencem á Ordem. (Em termos de jogo, significa uma bolinha em casa Antecedente “Status”. A quinta bolinha apenas o Líder tem). As promoções são ofertadas por tempo de serviço e por demonstrações de bravura. Apenas o Líder da Ordem tem poder para concedê-las, seguindo as orientações de cada Diocese pelo mundo.
E finalmente, o que torna o Paladino Capadócio um guerreiro incomum é a sua fé. Todo Paladino tem Fé Verdadeira e sua fé baseia-se numa crença muito simples, cultivada por São Jorge desde sua conversão: Os Dez Mandamentos. Apenas mantendo sua conduta dentro destes mandamentos é que os Paladinos obtêm sua fé. A partir do momento em que abandonam esta conduta sua fé se esvai, mesmo que inconscientemente. Além disso, a busca pela Verdade requer penitências, abstinências e missões sagradas.
É necessário notar que não são os Dogmas da Igreja católica que definem a fé de um Paladino, porém ignorar os dogmas pode trazer problemas com o Vaticano. Uma vez exilado da igreja, o Paladino também é exilado da Ordem.
Os Dez Mandamentos são até hoje tema de muita controvérsia. Várias entidades o interpretam de forma diferente mas em suma o que todo Cavaleiro deve ter no coração é o seguinte:
1. Não terás outros deuses em desafio a Mim.
Os Cavaleiros são incentivados a não cultuar o dinheiro, a glória ou qualquer bem material.
2. Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus.
Na sociedade moderna é o que se diria “Se não tem nada importante a dizer, cultive o silêncio”.
3. Recorda-te do dia do Sábado para o santificar.
Sábado vem de Sétimo dia. No Sétimo dia da semana é proibida a atividade da Ordem a não ser para orar e contemplar.
4. Honra pai e mãe.
Pai e mãe neste caso são os ancestrais, que lutaram e morreram pela Ordem.
5. Não matarás.
Os dragões são excluídos deste mandamento, já que Satanás não morre, retorna para as profundas do inferno.
6. Não cometerás adultério.
Para algumas seitas católicas, e que também possuem representantes na Ordem, é permitido o casamento. Porém neste caso a traíção trata da Igreja e dos companheiros de combate.
7. Não roubarás.
Pura e simplesmente. E novamente, dos Dragões nada se rouba. Apenas retorna para a Igreja o que sempre foi Dele, pois tudo no mundo foi Ele quem fez.
8. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não mentir nos dias de hoje é o que torna o Paladino um guerreiro sagrado. Alguns defendem que este mandamento refere-se apenas a acusações infundadas.
9. Não cobiçarás a casa do teu próximo.
10. Não cobiçarás nada que pertença ao teu próximo
Nestas duas passagens enquadram-se tanto o plano material quanto o espiritual bem como os títulos e honrarias.
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Eu mesmo já joguei com um Paladino destes quando “criei” (frisem as aspas) a Ordem junto com meu Narrador e confesso que foi divertido. Eu tinha um companheiro de caça que tinha tendências alcoólatras em vinho de eucaristia. Parecia o frei Tuck. É bem difícil jogar sem poder contar nem uma mentirinha (Meu Narrador era carrasco) e sem causar danos ou baixas colaterais quando enfrentando um Brujah em frenesi. Espero que esta “Classe” de caçadores possa ajudar em algo no jogo de vocês. OU atrapalhar se estiverem jogando Vampiro: A Máscara.
E viva São Jorge, o santo Padroeiro dos Jogadores de RPG. (É verdade! Eu vi no Wikipédia!)
Escarrado por reyjr
Olha mais um MEME ( E eu adoraria saber o que significa este nome…)
Desta vez sobre resenhas.
Eu ia mesmo fazer uma resenha. E fui convidado pra este meme pelo Tsu.
Aceito de pronto e seguem as regras abaixo:
- Escrever uma resenha de um livro de RPG que está lendo ou já leu;
- A resenha pode ser escrita de qualquer maneira que convier ao escritor;
- No titulo do post, deve estar o nome do livro;
- Indicar o Meme para mais 2 (e somente 2) Blogs de RPG, ou que o dono jogue RPG (a comunidade não é tão grande assim, então não dá para cada um indicar mais do que isso)
O pessoal todo está participando e mandando ótimas resenhas, vai ser difícil equiparar.
Mas vamos iniciar pelo princípio….

No princípio haviam dois infinitos.
A infinita presença do Criador, que tudo era e o infinito do Vazio.
O Criador não tocava o Nada, pois isto o contaminaria, o transformaria. Paradoxalmente não há como transformar a perfeição, senão não seria perfeita. E assim fez-se a luz.
Os anjos do Senhor foram criados para delimitar o tudo e o nada. O que era e o que não era. Através dos anjos, o plano divino começou a ser executado.
As sete casas celestiais criaram o universo, de acordo com o plano, e cada uma executando sua função específica.
Ao final, todas as casas uniram-se e forneceram seu melhor para criar a maior obra de Deus: O Homem.
Ao criar o ser humano, os Elohim receberam duas ordens do Todo-Poderoso.
1. Ame-os como amam a mim mesmo.
2. Jamais revelem sua presença ao homem.
A primeira ordem era tão óbvia que chegava ao limite do impensável, para os anjos. Afinal os homens eram a obra de arte das casas celestiais. O motivo de todo o plano divino, a causa e a consequência de suas existências. Portanto, era impensável a qualquer anjo sentir outro sentimento que não o mais profundo amor.
A segunda ordem era a que causava estranheza. O homem era perfeito e com potencial de tornar-se um deus, pois nele havia a fagulha divina. Por que não podiam mostrar-lhes o seu potencial?
Esta duvida pairou por eras, enquanto o homem caminhava pelo Paraíso sem saber aproveitar seu potencial, como um animal não consegue admirar um arco-íris.
Mesmo assim os anjos protegiam sua obra-prima e olhavam por ela, quando houveram rumores de que um grande mal se abateria sobre a humanidade. Um grande debate ocorreu no meio celeste até que Lúcifer, o mais próximo a Deus decidiu que a melhor forma de proteger os humanos era fazer com que eles compreendessem seu potencial.
E esta foi a maçã. O conhecimento.
Por ter desobedecido uma ordem divina, os seguidores de Lúcifer (um terço dos anjos do Senhor) foram condenados ao abismo. O nada absoluto.
Por incontáveis eras os anjos lá permaneceram e a ausência de tudo, do contato com os humanos – que acabaram por esquecer aqueles que sacrificaram tudo por eles – os transformou. O nada absoluto transformou os anjos em demônios.
Mas uma grande tormenta causou fissuras no abismo e agora alguns demonios voltaram ao mundo. Alguns procurando fazer as pazes com o Criador, outros querendo destruir a criação, alguns outros querendo ainda elevar os humanos á divindade pra qual foram criados e a maioria apenas querendo seguir suas vidas.
Este, basicamente é o cenário de Demons: The Fallen. Criaturas de glória que foram punidos por tentar fazer aquilo que achavam certo.
Este é um dos cenários mais complexos de Storyteller, em minha opinião, pois pela primeira vez a White Wolf abordou diretamente a temática Judaico-Cristã.
É um tema controverso mas o conteúdo não é herético, nem tenta desmoralizar a igreja ou as religiões. É um tema que diz basicamente: As coisas não são pretas e brancas. Existem muitos tons de cinza por aí.
Os Sebettu (como são chamados coletivamente os Demons) são uma raça em eterna luta contra eles próprios. Alguns se acham injustiçados, outros buscam a antiga glória e todos querem se livrar do Abismo.
Misture a isto o fato de que para permanecer na Terra, os Demons precisam de um hospedeiro humano. Um cuja vontade esteja tão fraca, sua ligação á vida esteja tão vulnerável que permita uma possessão sem esforço. A partir daí a antiga vida se perde, vai para o mundo espiritual ou sabe-se lá para onde, mas as memórias permanecem. A ligação entre o demon e seu hospedeiro é tão forte que as memórias deste tornam-se as memórias daquele. Assim, mesmo que não queira a coisa que mais define um “demônio” na terra é Ser Humano. Agora ele tem as vontades, anseios, medos e objetivos do hospedeiro juntamente com os seus, isto quando não se esquece de seus próprios anseios e objetivos na transferência de um mundo de “nada” para um mundo repleto como o de uma vida humana.
O poder e a política “infernal” ainda existem, mas um Sebettu nunca consegue “desligar” seu lado humano e mesmo o Anjo da Morte pode se apiedar de um inimigo, agora.
Além de escolher uma dentre as sete casas – e dentre os três “Lores” (Como disciplinas, ou Esferas) de uma casa, escolher o seu Lore Primário- o jogador também escolhe uma entre as cinco orientações “políticas” de seu fallen: Luciferian (Nós servimos aos homens), Ravener (Destruição de toda a existência), Faustian (Os homens nos servem), Cryptics (Pensar antes, agir depois) e Reconciler (Arrependei-vos e Ele os perdoará!). Isto torna o jogo bem diplomático e político, o que é ótimo para o Roleplay.
Os antagonistas dos Fallen muitas vezes são outros Fallen. O livro é contido nele mesmo, ou seja, pouquíssima coisa ou quase nada é dito sobre vampiros, lobisomens, múmias, wraiths, etc (Apesar de sabermos que o Maelstrom que rachou o inferno ter sido causado pela morte de Ravnos, isto não é dito neste livro). É como se os Fallen não se importassem ou como se fosse um ‘Mundo das Trevas’ onde estas criaturas tem importância irrelevante. Afinal de contas confrontar seres que podem causar terremotos e dilúvios já é problema o suficiente (Gaia? Tríade? Elas ainda estavam nas fraldas e eu já havia criado 3 milhões de planetas!). Porém existem demônios que escaparam do abismo não agora, mas há muitos anos antes, invocados por demonologistas, satanistas e afins através de complicados rituais. Estes seres estão há tanto tempo na Terra e já acumularam tanto poder que já não habitam mais corpos e sim estruturas mais resistentes que não esfacelem diante de tanto poder. Eles são chamados de Earthbounds, não se locomovem por meios próprios mas sua influência pode se extender a milhares de seguidores e sim, estes são os caras maus. Em sua maioria, os Earthbounds querem poder, corrupção e destruição. Lutar contra os Earthbounds é como lutar contra deuses cujos adoradores se sacrificam sem questionamento.
Enfim, esta resenha não foi tanto sobre o livro em si. Foi mais sobre o cenário que é imperdível. Você vai aprender muito com Demons: The Fallen. Conquistas, perdas, as centenas de lados de uma mesma moeda e a busca pela redenção. Uma coisa você NÃO irá aprender, entretanto é julgar um livro pela capa ou uma pessoa (mesmo que seja um anjo) por uma escolha mal feita.
O livro foi traduzido em 2007 pela Devir, mas eu ainda não tive curiosidade de ver (não sou masoquista!).
Para continuar o Meme eu escolho o Sapo do Dados Sujos (Vai Bulbassaur!!!)
E o Rocha a Ana da Matilha ! (Você não foi escolhida ainda né, Ana?)