A segunda parte do Conto que narra o retorno de Lúcifer no Time of Judgement. Muito Bom!
A espada se choca com a lança e eu sei que a próxima parte vai doer. Já está doendo. Tudo dói.
Belphigor é forte – não tão forte como antes da queda, mas mais forte do que quando saiu do Abismo. Se ele disser a qualquer um que não consumiu seus companheiros caídos, ele é um mentiroso.
Seja o que ele diga a qualquer um, ele é um mentiroso.
Nos chocamos corpo a corpo e eu o empurrei de volta, mas eu não posso me esconder como aquela vez. É o meu ombro, meu peito, do lado direito onde meu coração estaria se eu tivesse um. O buraco que o fantoche do Bright Shining (Hunter) me fez a dois meses atrás, ainda continua aqui e deixa meu braço esquerdo fraco. A asa esquerda também.
Belphigor está medindo minha capacidade agora. Ele está se mantendo para trás. Eu sei que está. Ele sabe que eu sei e agora vai fazer seu movimento.
Minha lança tem alcance eu confio nela, mas é pesada e ele planejou por isso. Ele é superior no vôo agora. Ele voa para cima, fora do meu alcance. Eu fiquei no chão, esperando. Ele olhou para mim a baixo. Ele deve adorar isso.
“Se você é a real Estrela da Manhã,” ele urrou, “ Será uma grande honra derrotá-lo – ser o primeiro a fazer isso. E se você é um farsante… será ótimo também.”
Isso gerou risadas dos Faustianos reunidos, que estavam assistindo de um lado. Os Luciferanos, do outro, olharam furiosos para eles, mas ambos continuaram em posição. Realmente não muitos das facções queriam ir um contra o outro, principalmente depois que Duques como Vodantu estavam livres e Earthbounds como Abbandon abertamente solicitaram adoração dos homens. Eles estão ansiosos para ver a luta… tão distantes. Cada lado ainda espera que um campeão vença.
Estamos lutando no Grande Canyon. Eu estou no fundo, olhando para uma faixa azul do céu acima. Belphigor está ao nível da terra acima, em postura. Ele dobra suas asas e mergulha como um meteoro.
Tento atacá-lo, um golpe, e ele se vira para o lado – a esquiva perfeita. Me senti desguarnecido e então a espada nas minhas costas, perfurando-me, e então, eu morri.
Quando voltei, Nazathor estava escorregando pela parede do Canyon, deixando um rastro de sangue e plumas brancas. Outro Luciferano mostrou suas asas e pulou também. Me vingando? Não, tentando proteger ela. É o Star Thorn, enamorado de Nazathor. Ele fomenta sonhos de salvá-la, para ganhar seu amor, seduzindo ela para roubá-la de mim. Queria que ele pudesse.
Eu queria deixar Belphigor matar ambos, mas não seria uma boa política. Não posso ser o diabo que deixa seu povo morrer. Preciso mostrar a eles que sou forte o bastante – não apenas forte o bastante para vencer, mas vencer sem acidentes.
Mas espero Belphigor acertar Star Thorn uma vez antes de me levantar novamente.
“É o melhor que você pode fazer?”
Ele se vira quando me ouve e sua expressão é apropriada. Demônios não voltam desse jeito. Eu volto.
“Eu matei você!”
Predicado. “Você matou. E isso é tudo?” Avancei. Ele tinha minha lança em uma mão, sua espada em outra e tentava me intimidar.
“Eu nunca fui mandado para o Abismo, Belphigor. Eu nunca estive desligado da Terra. O Abismo não me puxa e eu não posso morrer. Este é meu reino e eu sou o Lorde!”
Se ele ajoelhasse, eu pegaria os Faustianos. Mas ele não ajoelhou.
Primeiro ele atirou a lança para me distrair, mas eu a peguei facilmente. Então ele invocou o fogo, envolvendo-se em chamas perto de uma intensidade nuclear. Não vai ajudar, mas ele não pode pensar em mais nada para fazer.
Ele foi inteligente durante a guerra.
“Me lembro de grande parte do seu nome, Belphigor, e sua intensidade acesa foi o suficiente para me mostrar suas mudanças.”
Falei e seu próprio fogo o consumiu.
Vou pegar os Faustianos de qualquer maneira.
“Alguém mais quer contestar que eu sou Lúcifer, a Estrela da Manhã, seu soberano absoluto?”
Ninguém contestou.
Retirei este texto da comunidade “Demon: The Fallen BR”. Na época do “Time of Judgement”, final da linha World of Darkness, a linha Demon:The Fallen estava no auge. Infelizmente ela foi encerrada mas abaixo vocês verão porque eu considero Demon um dos melhores títulos da linha Storyteller.
“Bem já fazia um bom tempo que Wendell (Crusader17) estava seguindo Lúcifer. Lúcifer já tinha percebido que algum Bright Shiner estava em sua cola, achei legal a frase que ele usou para definir os Hunters: “Bright Shiners – um dos defensores da humanidade nos últimos dias. Ou se você preferir, é a última tentativa desesperada Do cosmos limpar o lugar antes que sua Mãe retorne pra casa e veja todas as cervejas e tocos de cigarros no quintal.”
Lúcifer então sendo seguido levou Wendell para uma área mais desabitada. Wendell tinha uma arma em suas mãos(Smith & Wesson) parou o carro e desceu.
-Olá Wendell! Você não precisa disso. Vamos conversar algumas coisas.
-Vá para onde eu possa vê-lo.
Eu calculei o risco, mas o que ele faria? Me mataria? O pior que ele pode fazer é me atrasar, provavelmente nem isso.
-Você sabe quem eu sou Wendell?
-Os Pastores estão incertos sobre você.
Pastores, ótimo nome. Esse rapaz certamente parece com uma ovelha. Me pergunto quem são eles? Se eu tivesse tempo suficiente eu poderia provavelmente descobrir seus Nomes. Mas Wendell não me dará muito tempo. Tampouco Azrael ou outros Earthbounds.
-Eu não acho que você está aberto para um caminho alternativo. Mas seja o que for que eles tenham lhe dado, aposto que posso fazer melhor.
-Você não pode me tentar.
-Você tem certeza? Fazer a coisa certa pela razão errada sempre foi tão popular.
-A vontade deles é minha vontade.
Quando ele disse isso – exatamente, honestamente, presunçosamente – Eu percebi que ele estava dizendo a verdade e isso me chocou. Aqueles bastardos realmente fizeram. Eles pegaram o ser humano e o santificaram até ele ser apenas uma marionete. Eles orquestram e ele trabalha enquanto eles aplaudem em volta desse mundo em chamas.
-O Todo Poderoso nunca irá perdoar o ato de tomar sua alma. Se você pensa que Ele está do seu lado, você está cometendo um terrível engano.
-Eles não tiraram nada de mim, eu entreguei.
-Você entregou sua vontade? Sua liberdade? Como você pôde fazer essa barganha?
-O que mais eu teria? O que mais seria importante para sacrificar para Deus?
-Deus não quer que você seja um escravo!
-Deus me quer para ser virtuoso e nada mais.
Este homem zomba de tudo que eu luto e eu não vou tolerar mais um segundo se quer. Eu invoquei minha lança quando ele disparou. Talvez me senti um babaca, porque eu esperava uma bala. Eu posso desviar de balas. Mas o que ele disparou foi luz, e luz se move mais rápido do que eu. Arremesei minha arma em sua garganta. Seu tiro me acertou no ombro direito. Foi um raio de pureza e eu senti. Prazer. Isso passou por mim, o aquecimento do venerado amor, o primeiro movimento do universo, a energia nutritiva do Mais Santo. Fui lavado em êxtase. Experimentei a vontade de Deus e percebi que Ela irá me perdoar, até mesmo eu, se apenas eu me arrepender.
Nunca fui tão insultado em toda minha vida.”
Em seguida postarei o combate de Lúcifer contra Belphigor. Vale a pena.
Hoje é aniversário de meu caro amigo, ex-carcereiro de masmorra, Rafael DBrain.
E em sua homenagem vou postar um conto muito bom de sua autoria (apesar de ele não admitir), que inclusive teve sua própria série com as Essências de todas as classes básicas de D&D. (A Essência do Ladino é memorável, se ele permitir postarei aqui.)
Então fiquem com este conto do visionário Dbrain que já sabia de antemão que os Draconianos seriam uma raça “básica” de D&D e, mais que isto, seriam ótimos Paladinos. Taí um cara que parece gostar de D&D 4 E!
A luta continuava implacável. Éramos dois dragões lutando com o máximo de nossas forças por objetivos opostos, ou melhor, um dragão e um meio-dragão. Eu sou Sir Nicktson Thoutar, filho do paladino Bruce D’ La Lutz e da dragoa dourada Goltiveritablemeko. Eu sou um meio dragão.. meio humano.
Meu adversário neste momento é o poderoso dragão vermelho Kotaranawan, que assola este pequeno vilarejo que estou tentando proteger. Os indefesos plebeus da vila assistem a luta numa distância segura, temendo por suas próprias vidas e temendo ainda mais que meus poderes sagrados não sejam suficientes para derrotar a criatura.
E provavelmente eles não são. A verdade é que meu sangue de dragão está sendo fundamental, pois é ele que me deu a força de um gigante para conseguir atravessar as escamas do predador rubro e principalmente foi este sangue que me tornou naturalmente imune a qualquer tipo de fogo, seja mágico ou natural.
Assim, a baforada e todas as magias relacionadas a fogo não surtiram efeito algum em mim. E a armadura e o escudo que herdei de meu pai fazem o serviço de impedir que suas garras me rasguem com facilidade. Minha espada sagrada é empunhada com honra e lealdade e encarrega-se de contra-atacar o maldito.
Esta afinal é a sina de um paladino. Eu, por exemplo, tenho o corpo coberto por finas escamas de dragão dourado e possuo presas e garras fortes como o aço temperado por um anão, logo não fui bem recebido por um só habitante da vila, pelo menos até que surgisse a idéia de me mandar para derrotar este dragão. Eu já não me sinto mal com isso, acabei me acostumando com isso, principalmente num estilo de vida como o meu. Minha aparência acaba me servindo para eu saber quem julga pelos olhos e quem julga pelo coração. A verdade é que o grande deus da justiça não se importa, pois todos merecem uma segunda chance, uma chance de corrigem seus erros ou de confirmarem seus acertos.
Kotaranawan luta como um guerreiro honrado e em momento algum tentou voar para escapar de meus ataques ou ter vantagem sobre minha pessoa. Sua vontade de viver também é tremenda e considerando o fato de eu estar sozinho, ele é um adversário espantoso e assustador. É provavelmente muito mais poderoso que eu, contudo…
Contudo… ele perdeu vários ataques com sua baforada e com diversas bolas de fogo tentando inutilmente ferir meu corpo, o que já equilibrou nossa luta e agora eu tenho um único diferencial, que provém da graça divina do deus da justiça. Uma única vez por dia, posso chamar todo o bem Dele para minha espada e dar um golpe capaz de esmagar todo o mal. ESTA é minha única chance e pretendo aproveitá-la.
A luta cessa por instantes. Começamos a nos avaliar mutuamente. Procurando uma brecha em nossas defesas. Eu particularmente procuro algum local em sua carapaça que não pareça ser tão duro e resistente. Imagino que ele faz o mesmo em relação à minha armadura. Eu ergo minha espada longa que brilha com os raios do sol. Todo o mundo deixa de existir em minha volta, as casas destruídas por fogo, o vento com um ar quente, as pessoas mudas com olhar atônito e todos meus sentimentos. Restam duas coisas: minha fé e Kotaranawan.
Eu noto cada um de seus pesados movimentos. Cada uma de suas estranhas respirações. Percebo cada um de seus ferimentos e onde inclusive ele parece sentir mais dor. Noto suas presas duras como aço e suas garras mais afiadas que qualquer espada que eu já tenha visto em minha vida. Eu olho nos seus olhos reptilianos e por mais estranho que isso possa parecer, noto vida, noto vontade de viver.
Ele teme me encarar e é o primeiro a sair da posição de defesa. Ele estica seu longo pescoço e tenta cravar suas presas em volta do meu corpo com sua gigantesca mandíbula. Ele consegue envolver-me com sua boca, mas a única coisa que consegue morder é meu escudo prateado. Eu cravo minha lâmina verticalmente de baixo para cima, o que certamente perfura sua mandíbula inferior e o nocauteia pela quantidade de sangue expelida.
Gritos, urros e “vivas” dominam os ares. Os camponeses se aproximam com grandes sorrisos em suas bocas. Eu, cheio de sangue que pertence tanto a mim, quanto ao dragão, me permito sorrir. Todavia meu sorriso não dura por muito tempo.
“Mate-o”, “Mate-o”, “Mate-o” – eles dizem.
A sede de sangue que por vários momentos havia me dominado, cresce em cada um deles. Eles odeiam este predador com todo seus corações e por vários momentos deixam de ser humanos para também se tornarem predadores, mas não predadores que apenas buscam o alimento, mas um tipo maligno que predador que deseja vingança, morte, tortura.
Noto que o dragão ainda está vivo. Seu olhar é sério e penetrante. Percebo que sendo um dragão vermelho, ele nunca será capaz de pedir perdão pelos seus atos. Começoa notar que ele já não é tão grande ou assustador como parecia. Parece-me agora quase um bebê, enquanto cada um dos camponeses parecia, à sua forma, um dragão muito mais assustador.
Concentro-me e paro de ver através de meus olhos para ver através de minha fé, do meu coração e noto que o dragão não é maligno, enquanto várias pessoas nesta vila o são. Justamente um homem de coração negro parte para cima do dragão com intuito de matá-lo. Eu empurro o homem, jogando-o contra o chão…
Todos se calam.
Volto-me para o dragão: “Vá em paz, Kotaranawan. E nunca mais volte nesta vila, pois corações mais sedentos de sangue que suas garras poderão pega-lo em uma possível próxima vez”.
Assim ele bateu asas com dificuldade e fugiu. Pedras começaram a voar em minha direção, mas não dei muita bola. Frases que diziam o quão maligno, feio ou monstruoso também foram arremessadas em minha face. Com todo orgulho que ainda me restava, subi em meu cavalo e fui lentamente deixando a vila. Quando ameaçaram atacar meu parceiro eqüino, cuspi uma baforada de fogo (que não foi útil contra Kotaranawan) em uma árvore. Ato que foi suficiente para lembrá-los que eu havia vencido o dragão que eles tanto temiam.
Saí da vila pensando na minha gigantesca estupidez, em como poderia ter detectado o mal desde o começo e evitado problemas. É claro que várias magias poderiam cobrir a verdadeira tendência do monstro, mas começo a me questionar se sou um monstro por causa de minha parte draconiana ou … Afinal, o que habita no coração dos homens? Como alguns podem ser tão incríveis como meu pai para despertar paixão em seres ancestrais como um dragão dourado e como podem outros serem tão malignos?
Bem, não há muito tempo para divagações, sempre há um mal ocorrendo e alguém necessitando de ajuda, logo em algum lugar estão precisando verdadeiramente de minha ajuda. Continuo cavalgando por dias até ser mal recebido e preso em uma cidade maior. Sou libertado, quando descobrem que sou paladino e quando imploram por ajuda. Eu não fico com remorsos, apenas escuto suas histórias e parto em busca do mal.