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	<title>Ooze &#187; Contos</title>
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	<description>RPG, Boardgames e afins.</description>
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		<title>Conto de Demon: The Fallen &#8211; Lúcifer x Belphigor</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 12:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reyjr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A segunda parte do Conto que narra o retorno de Lúcifer no Time of Judgement. Muito Bom!
A espada se choca com a lança e eu sei que a próxima parte vai doer. Já está doendo. Tudo dói.
Belphigor é forte – não tão forte como antes da queda, mas mais forte do que quando saiu do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda parte do Conto que narra o retorno de Lúcifer no Time of Judgement. Muito Bom!</p>
<p><em>A espada se choca com a lança e eu sei que a próxima parte vai doer. Já está doendo. Tudo dói.<br />
Belphigor é forte – não tão forte como antes da queda, mas mais forte do que quando saiu do Abismo. Se ele disser a qualquer um que não consumiu seus companheiros caídos, ele é um mentiroso.<br />
Seja o que ele diga a qualquer um, ele é um mentiroso.<br />
Nos chocamos corpo a corpo e eu o empurrei de volta, mas eu não posso me esconder como aquela vez. É o meu ombro, meu peito, do lado direito onde meu coração estaria se eu tivesse um. O buraco que o fantoche do Bright Shining (Hunter) me fez a dois meses atrás, ainda continua aqui e deixa meu braço esquerdo fraco. A asa esquerda também.<br />
Belphigor está medindo minha capacidade agora. Ele está se mantendo para trás. Eu sei que está. Ele sabe que eu sei e agora vai fazer seu movimento.<br />
Minha lança tem alcance eu confio nela, mas é pesada e ele planejou por isso. Ele é superior no vôo agora. Ele voa para cima, fora do meu alcance. Eu fiquei no chão, esperando. Ele olhou para mim a baixo. Ele deve adorar isso.<br />
“Se você é a real Estrela da Manhã,” ele urrou, “ Será uma grande honra derrotá-lo – ser o primeiro a fazer isso. E se você é um farsante&#8230; será ótimo também.”<br />
Isso gerou risadas dos Faustianos reunidos, que estavam assistindo de um lado. Os Luciferanos, do outro, olharam furiosos para eles, mas ambos continuaram em posição. Realmente não muitos das facções queriam ir um contra o outro, principalmente depois que Duques como Vodantu estavam livres e Earthbounds como Abbandon abertamente solicitaram adoração dos homens. Eles estão ansiosos para ver a luta&#8230; tão distantes. Cada lado ainda espera que um campeão vença.<br />
Estamos lutando no Grande Canyon. Eu estou no fundo, olhando para uma faixa azul do céu acima. Belphigor está ao nível da terra acima, em postura. Ele dobra suas asas e mergulha como um meteoro.<br />
Tento atacá-lo, um golpe, e ele se vira para o lado – a esquiva perfeita. Me senti desguarnecido e então a espada nas minhas costas, perfurando-me, e então, eu morri.<br />
Quando voltei, Nazathor estava escorregando pela parede do Canyon, deixando um rastro de sangue e plumas brancas. Outro Luciferano mostrou suas asas e pulou também. Me vingando? Não, tentando proteger ela. É o Star Thorn, enamorado de Nazathor. Ele fomenta sonhos de salvá-la, para ganhar seu amor, seduzindo ela para roubá-la de mim. Queria que ele pudesse.<br />
Eu queria deixar Belphigor matar ambos, mas não seria uma boa política. Não posso ser o diabo que deixa seu povo morrer. Preciso mostrar a eles que sou forte o bastante – não apenas forte o bastante para vencer, mas vencer sem acidentes.<br />
Mas espero Belphigor acertar Star Thorn uma vez antes de me levantar novamente.<br />
“É o melhor que você pode fazer?”<br />
Ele se vira quando me ouve e sua expressão é apropriada. Demônios não voltam desse jeito. Eu volto.<br />
“Eu matei você!”<br />
Predicado. “Você matou. E isso é tudo?” Avancei. Ele tinha minha lança em uma mão, sua espada em outra e tentava me intimidar.<br />
“Eu nunca fui mandado para o Abismo, Belphigor. Eu nunca estive desligado da Terra. O Abismo não me puxa e eu não posso morrer. Este é meu reino e eu sou o Lorde!”<br />
Se ele ajoelhasse, eu pegaria os Faustianos. Mas ele não ajoelhou.<br />
Primeiro ele atirou a lança para me distrair, mas eu a peguei facilmente. Então ele invocou o fogo, envolvendo-se em chamas perto de uma intensidade nuclear. Não vai ajudar, mas ele não pode pensar em mais nada para fazer.<br />
Ele foi inteligente durante a guerra.<br />
“Me lembro de grande parte do seu nome, Belphigor, e sua intensidade acesa foi o suficiente para me mostrar suas mudanças.”<br />
Falei e seu próprio fogo o consumiu.<br />
Vou pegar os Faustianos de qualquer maneira.<br />
“Alguém mais quer contestar que eu sou Lúcifer, a Estrela da Manhã, seu soberano absoluto?”<br />
Ninguém contestou.</em></p>
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		<title>Conto de Demon: The Fallen &#8211; Lucifer x Crusader 17</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 18:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Reyozo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Retirei este texto da comunidade &#8220;Demon: The Fallen BR&#8221;. Na época do &#8220;Time of Judgement&#8221;, final da linha World of Darkness, a linha Demon:The Fallen estava no auge. Infelizmente ela foi encerrada mas abaixo vocês verão porque eu considero Demon um dos melhores títulos da linha Storyteller.
&#8220;Bem já fazia um bom tempo que Wendell (Crusader17) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Retirei este texto da comunidade &#8220;Demon: The Fallen BR&#8221;. Na época do &#8220;Time of Judgement&#8221;, final da linha World of Darkness, a linha Demon:The Fallen estava no auge. Infelizmente ela foi encerrada mas abaixo vocês verão porque eu considero Demon um dos melhores títulos da linha Storyteller.</p>
<p><em>&#8220;Bem já fazia um bom tempo que Wendell (Crusader17) estava seguindo Lúcifer. Lúcifer já tinha percebido que algum Bright Shiner estava em sua cola, achei legal a frase que ele usou para definir os Hunters: &#8220;Bright Shiners &#8211; um dos defensores da humanidade nos últimos dias. Ou se você preferir, é a última tentativa desesperada Do cosmos limpar o lugar antes que sua Mãe retorne pra casa e veja todas as cervejas e tocos de cigarros no quintal.&#8221;<br />
Lúcifer então sendo seguido levou Wendell para uma área mais desabitada. Wendell tinha uma arma em suas mãos(Smith &#038; Wesson) parou o carro e desceu.<br />
-Olá Wendell! Você não precisa disso. Vamos conversar algumas coisas.<br />
-Vá para onde eu possa vê-lo.<br />
Eu calculei o risco, mas o que ele faria? Me mataria? O pior que ele pode fazer é me atrasar, provavelmente nem isso.<br />
-Você sabe quem eu sou Wendell?<br />
-Os Pastores estão incertos sobre você.<br />
Pastores, ótimo nome. Esse rapaz certamente parece com uma ovelha. Me pergunto quem são eles? Se eu tivesse tempo suficiente eu poderia provavelmente descobrir seus Nomes. Mas Wendell não me dará muito tempo. Tampouco Azrael ou outros Earthbounds.<br />
-Eu não acho que você está aberto para um caminho alternativo. Mas seja o que for que eles tenham lhe dado, aposto que posso fazer melhor.<br />
-Você não pode me tentar.<br />
-Você tem certeza? Fazer a coisa certa pela razão errada sempre foi tão popular.<br />
-A vontade deles é minha vontade.<br />
Quando ele disse isso &#8211; exatamente, honestamente, presunçosamente &#8211; Eu percebi que ele estava dizendo a verdade e isso me chocou. Aqueles bastardos realmente fizeram. Eles pegaram o ser humano e o santificaram até ele ser apenas uma marionete. Eles orquestram e ele trabalha enquanto eles aplaudem em volta desse mundo em chamas.<br />
-O Todo Poderoso nunca irá perdoar o ato de tomar sua alma. Se você pensa que Ele está do seu lado, você está cometendo um terrível engano.<br />
-Eles não tiraram nada de mim, eu entreguei.<br />
-Você entregou sua vontade? Sua liberdade? Como você pôde fazer essa barganha?<br />
-O que mais eu teria? O que mais seria importante para sacrificar para Deus?<br />
-Deus não quer que você seja um escravo!<br />
-Deus me quer para ser virtuoso e nada mais.<br />
Este homem zomba de tudo que eu luto e eu não vou tolerar mais um segundo se quer. Eu invoquei minha lança quando ele disparou. Talvez me senti um babaca, porque eu esperava uma bala. Eu posso desviar de balas. Mas o que ele disparou foi luz, e luz se move mais rápido do que eu. Arremesei minha arma em sua garganta. Seu tiro me acertou no ombro direito. Foi um raio de pureza e eu senti. Prazer. Isso passou por mim, o aquecimento do venerado amor, o primeiro movimento do universo, a energia nutritiva do Mais Santo. Fui lavado em êxtase. Experimentei a vontade de Deus e percebi que Ela irá me perdoar, até mesmo eu, se apenas eu me arrepender.<br />
Nunca fui tão insultado em toda minha vida.&#8221;</em></p>
<p>Em seguida postarei o combate de Lúcifer contra Belphigor. Vale a pena.</p>
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		<title>Conto &#8211; A Essência do Paladino</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 18:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reyjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[ Hoje é aniversário de meu caro amigo, ex-carcereiro de masmorra, Rafael DBrain.
E em sua homenagem vou postar um conto muito bom de sua autoria (apesar de ele não admitir), que inclusive teve sua própria série com as Essências de todas as classes básicas de D&#38;D. (A Essência do Ladino é memorável, se ele permitir postarei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Hoje é aniversário de meu caro amigo, ex-carcereiro de masmorra, Rafael DBrain.</p>
<p>E em sua homenagem vou postar um conto muito bom de sua autoria (apesar de ele não admitir), que inclusive teve sua própria série com as Essências de todas as classes básicas de D&amp;D. (A Essência do Ladino é memorável, se ele permitir postarei aqui.)</p>
<p>Então fiquem com este conto do visionário Dbrain que já sabia de antemão que os Draconianos seriam uma raça &#8220;básica&#8221; de D&amp;D e, mais que isto, seriam ótimos Paladinos. Taí um cara que parece gostar de D&amp;D 4 E!</p>
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<p> <![endif]--><br />
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<p><!--[if gte mso 10]><br />
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<p> <![endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">A luta continuava implacável. Éramos dois dragões lutando com o máximo de nossas forças por objetivos opostos, ou melhor, um dragão e um meio-dragão. Eu sou Sir Nicktson Thoutar, filho do paladino Bruce D&#8217; <st1:personname productid="La Lutz" w:st="on">La Lutz</st1:personname> e da dragoa dourada Goltiveritablemeko. Eu sou um meio dragão.. meio humano.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Meu adversário neste momento é o poderoso dragão vermelho Kotaranawan, que assola este pequeno vilarejo que estou tentando proteger. Os indefesos plebeus da vila assistem a luta numa distância segura, temendo por suas próprias vidas e temendo ainda mais que meus poderes sagrados não sejam suficientes para derrotar a criatura.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">E provavelmente eles não são. A verdade é que meu sangue de dragão está sendo fundamental, pois é ele que me deu a força de um gigante para conseguir atravessar as escamas do predador rubro e principalmente foi este sangue que me tornou naturalmente imune a qualquer tipo de fogo, seja mágico ou natural.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Assim, a baforada e todas as magias relacionadas a fogo não surtiram efeito algum <st1:personname productid="em mim. E" w:st="on">em mim. E</st1:personname> a armadura e o escudo que herdei de meu pai fazem o serviço de impedir que suas garras me rasguem com facilidade. Minha espada sagrada é empunhada com honra e lealdade e encarrega-se de contra-atacar o maldito.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Esta afinal é a sina de um paladino. Eu, por exemplo, tenho o corpo coberto por finas escamas de dragão dourado e possuo presas e garras fortes como o aço temperado por um anão, logo não fui bem recebido por um só habitante da vila, pelo menos até que surgisse a idéia de me mandar para derrotar este dragão. Eu já não me sinto mal com isso, acabei me acostumando com isso, principalmente num estilo de vida como o meu. Minha aparência acaba me servindo para eu saber quem julga pelos olhos e quem julga pelo coração. A verdade é que o grande deus da justiça não se importa, pois todos merecem uma segunda chance, uma chance de corrigem seus erros ou de confirmarem seus acertos.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Kotaranawan luta como um guerreiro honrado e em momento algum tentou voar para escapar de meus ataques ou ter vantagem sobre minha pessoa. Sua vontade de viver também é tremenda e considerando o fato de eu estar sozinho, ele é um adversário espantoso e assustador. É provavelmente muito mais poderoso que eu, contudo&#8230;<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Contudo&#8230; ele perdeu vários ataques com sua baforada e com diversas bolas de fogo tentando inutilmente ferir meu corpo, o que já equilibrou nossa luta e agora eu tenho um único diferencial, que provém da graça divina do deus da justiça. Uma única vez por dia, posso chamar todo o bem Dele para minha espada e dar um golpe capaz de esmagar todo o mal. ESTA é minha única chance e pretendo aproveitá-la.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">A luta cessa por instantes. Começamos a nos avaliar mutuamente. Procurando uma brecha em nossas defesas. Eu particularmente procuro algum local em sua carapaça que não pareça ser tão duro e resistente. Imagino que ele faz o mesmo em relação à minha armadura. Eu ergo minha espada longa que brilha com os raios do sol. Todo o mundo deixa de existir em minha volta, as casas destruídas por fogo, o vento com um ar quente, as pessoas mudas com olhar atônito e todos meus sentimentos. Restam duas coisas: minha fé e Kotaranawan.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Eu noto cada um de seus pesados movimentos. Cada uma de suas estranhas respirações. Percebo cada um de seus ferimentos e onde inclusive ele parece sentir mais dor. Noto suas presas duras como aço e suas garras mais afiadas que qualquer espada que eu já tenha visto em minha vida. Eu olho nos seus olhos reptilianos e por mais estranho que isso possa parecer, noto vida, noto vontade de viver.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Ele teme me encarar e é o primeiro a sair da posição de defesa. Ele estica seu longo pescoço e tenta cravar suas presas em volta do meu corpo com sua gigantesca mandíbula. Ele consegue envolver-me com sua boca, mas a única coisa que consegue morder é meu escudo prateado. Eu cravo minha lâmina verticalmente de baixo para cima, o que certamente perfura sua mandíbula inferior e o nocauteia pela quantidade de sangue expelida. <o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Gritos, urros e &#8220;vivas&#8221; dominam os ares. Os camponeses se aproximam com grandes sorrisos em suas bocas. Eu, cheio de sangue que pertence tanto a mim, quanto ao dragão, me permito sorrir. Todavia meu sorriso não dura por muito tempo.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">&#8220;Mate-o&#8221;, &#8220;Mate-o&#8221;, &#8220;Mate-o&#8221; &#8211; eles dizem.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">A sede de sangue que por vários momentos havia me dominado, cresce em cada um deles. Eles odeiam este predador com todo seus corações e por vários momentos deixam de ser humanos para também se tornarem predadores, mas não predadores que apenas buscam o alimento, mas um tipo maligno que predador que deseja vingança, morte, tortura.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Noto que o dragão ainda está vivo. Seu olhar é sério e penetrante. Percebo que sendo um dragão vermelho, ele nunca será capaz de pedir perdão pelos seus atos. Começo<span>  </span>a notar que ele já não é tão grande ou assustador como parecia. Parece-me agora quase um bebê, enquanto cada um dos camponeses parecia, à sua forma, um dragão muito mais assustador.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoBodyText"><em><span style="font-family: 'Times New Roman'">Concentro-me e paro de ver através de meus olhos para ver através de minha fé, do meu coração e noto que o dragão não é maligno, enquanto várias pessoas nesta vila o são. Justamente um homem de coração negro parte para cima do dragão com intuito de matá-lo. Eu empurro o homem, jogando-o contra o chão&#8230;<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Todos se calam.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Volto-me para o dragão: &#8220;Vá em paz, Kotaranawan. E nunca mais volte nesta vila, pois corações mais sedentos de sangue que suas garras poderão pega-lo em uma possível próxima vez&#8221;.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Assim ele bateu asas com dificuldade e fugiu. Pedras começaram a voar em minha direção, mas não dei muita bola. Frases que diziam o quão maligno, feio ou monstruoso também foram arremessadas em minha face. Com todo orgulho que ainda me restava, subi em meu cavalo e fui lentamente deixando a vila. Quando ameaçaram atacar meu parceiro eqüino, cuspi uma baforada de fogo (que não foi útil contra Kotaranawan) em uma árvore. Ato que foi suficiente para lembrá-los que eu havia vencido o dragão que eles tanto temiam.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoBodyText"><em><span style="font-family: 'Times New Roman'">Saí da vila pensando na minha gigantesca estupidez, em como poderia ter detectado o mal desde o começo e evitado problemas. É claro que várias magias poderiam cobrir a verdadeira tendência do monstro, mas começo a me questionar se sou um monstro por causa de minha parte draconiana ou &#8230; Afinal, o que habita no coração dos homens? Como alguns podem ser tão incríveis como meu pai para despertar paixão em seres ancestrais como um dragão dourado e como podem outros serem tão malignos?<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt"><o:p> </o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 12pt">Bem, não há muito tempo para divagações, sempre há um mal ocorrendo e alguém necessitando de ajuda, logo em algum lugar estão precisando verdadeiramente de minha ajuda. Continuo cavalgando por dias até ser mal recebido e preso em uma cidade maior. Sou libertado, quando descobrem que sou paladino e quando imploram por ajuda. Eu não fico com remorsos, apenas escuto suas histórias e parto em busca do mal.<o:p></o:p></span></em></p>
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		<title>Conto: A vida de John Norman</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 13:42:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reyjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Pulp]]></category>

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		<description><![CDATA[ por Rey Jr.
 Para inaugurar a seção de contos,  humildemente inicio com a história de um típico brasileiro. Espero que gostem.
Esta história terminou ontem, mas começou há uns bons meses atrás.
John Norman era brasileiro, assim como eu e você. O emprego na operadora de telemarketing era um inferno pessoal. Fazer uma pessoa compreender [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> por Rey Jr.</em></p>
<p> Para inaugurar a seção de contos,  humildemente inicio com a história de um típico brasileiro. Espero que gostem.</p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt">Esta história terminou ontem, mas começou há uns bons meses atrás.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt">John Norman era brasileiro, assim como eu e você.<span id="more-7"></span> O emprego na operadora de telemarketing era um inferno pessoal. Fazer uma pessoa compreender seu nome completo utilizando telemarquetês com direito a sotaque de telefonista empurrando produtos que ninguém queria não estava entre as coisas que Norman planejara para sua vida. <o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>O dinheiro era escasso, a esposa estava grávida e era apaixonada por voluntariado, era uma advogada de porta-de-cadeia com escrúpulos, uma verdadeira estranha no ninho.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Sexta-feira. Seis e quinze da tarde e John fazia seu ultimo contato da lista diária que recebia do gerente. Mais uma série de impropérios sobre a impertinência dos vendedores de telemarketing e sua semana havia terminado.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Com uma das mãos em seu ombro direito, um colega de cubículo perguntava se ele não gostaria de entrar no bolão. A oportunidade é um cavalo selado que só passa uma vez. O colega estava usando de marquetês com ele, que canalha. Sua carteira só tinha o dinheiro para o passe de ônibus, Norman não iria abrir mão de sua confortável viagem de uma hora em pé se acotovelando para conseguir apoiar-se no corrimão do coletivo.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>As dez da noite John estava em casa. Um par de policiais em sua porta, conversava com sua mulher, em prantos. <o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>“Policiais na porta de minha casa”, pensou John, “isto não é bom sinal. E em prantos, pior ainda, o que será que houve?”<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span><span> </span>“Senhor Norman, desculpe o mal jeito”, disseram “mas houve um assalto nas redondezas, o sujeito fugiu utilizando a porta dos fundos de sua casa e se evadiu utilizando gás lacrimogêneo. Sinto muito.”<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>John não estava entendendo nada &#8211; sinto muito pelo quê &#8211; pensou em perguntar, mas Patrícia adiantou-se em responder, <span> </span>“A polícia disse que o gás estava vencido e que em contato com o ar, o gás lacrimogêneo vencido vira um poderoso corrosivo. Você perdeu sua poltrona preferida, querido&#8230;”<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Então era isso. Depois de andar por 3 horas numa sexta á noite, trancado de medo por ter que passar por dentro de uma favela, não poderia descansar em sua poltrona favorita que ainda não estava paga. O fim-de-semana prometia.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Mentira. O fim-de-semana foi como os anteriores. Era assim desde que havia se casado há cinco anos. O coito terminava antes de o Cup Noodles ficar pronto no microondas e mais um destes seria o almoço do sábado. O casal Norman não jantava, era um costume barato e saudável. Domingo iam almoçar fora, o bandejão de um real era realmente bom e muitas famílias se encontravam para as fofocas da semana. Alguns até criavam laços de amizade, como sua esposa, mas não ele. A digestão no parque da cidade, uma soneca na grama e um algodão doce de sobremesa completavam o domingo. Patrícia Norman era feliz, conseguia aproveitar os detalhes e a simplicidade de uma vida honesta. John era ressentido, sabia que podia mais, sabia que o mundo era injusto com ele, mas ele iria mudar essas linhas tortas, um dia.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Segunda-feira começou agitada, na noite daquele dia, ás 20 horas correria o prêmio da loteria. E seus colegas faziam plano caso levassem a bolada. Zombavam de Norman por não ter participado da brincadeira mas prometiam ajuda caso ficassem ricos. “Então pelas contas, só pela ajuda prometida eu ficaria mais rico que vocês” murmurou para si.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span><span> </span>John chegou em casa ás 19h15m depois de andar do ponto final á sua casa. Sua alma pesada e mil coisas em sua mente, os pensamentos agitados e passando rápido como numa máquina de lavar, daquelas de filme americano.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Patrícia havia feito um jantar especial com arroz á grega, feijão sem caldo e dois bifes á parmegiana para cada um. Havia ficado caro o jantar. Legumes demais, para o gosto dele.<br />
<span> </span>“Tenho uma novidade, John.” Iniciou a esposa com brilho nos lábios. E John sem pestanejar replicou “A TV está funcionando? Já são oito horas?”. “Fui promovida a sócia!” ela disse.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>A bomba em Hiroshima causou menos estragos que esta notícia.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>John não era um machista, veja bem, ele era apenas um homem simples, de costumes tradicionais como o de pagar a conta no restaurante, sustentar a mulher e os filhos, ter uma amante para praticar o que via nos filmes de sacanagem, ter o salário mais alto por ser o chefe da casa e tomar uma cerveja vez em quando.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Sua esposa acabara de lhe arrombar o peito e expor o coração ao vapor do arroz á grega.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Em seu estado de choque não viu quando a mulher ligou a TV, cuja imagem estava péssima desde o incidente com o gás, para assistir a loteria.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>John comeu como um zumbi, forçando um sorrido de satisfação e forçando estar feliz pela promoção da esposa. Dormiu também feito um zumbi, de olhos abertos e mãos sobre o peito. Como um zumbi levantou de sua cama e foi trabalhar, quatro 4 horas antes do necessário. Foi á pé, andando como um zumbi moribundo sem comer um cérebro há décadas. O passo arrastado não fez esforço algum para ir atrás do moleque que acabara de levar o relógio. Tampouco pulou para trás quando um carro obrigou-se a encolher para não atropelá-lo.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Chegou no escritório dez minutos atrasado. Sabia que iria levar um sermão, já se preparava para isto quando abriu a porta e se deu conta. <span> </span>Era terça feira de carnaval.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Confetes, buzinas, gargalhadas, mil palhaços no cubículo. “Ganhamos, seu trouxa! Ganhamos na loteria!”, gritavam e apontavam para ele, o pessoal do escritório. <o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Quando era adolescente Norman assistiu no cinema a um filme que um parente de seu tio havia dirigido. Fazia tempo, ele não lembrava dos detalhes, apenas de três passagens importantes e as três inundaram sua mente numa meta-analogia bizarra.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>O filme começava com um macaco pulando e esperneando, batendo um osso no chão. Lá estavam os macacos no escritório pulando e batendo no peito. A primeira das passagens.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Os macacos haviam acertado no milhar e faziam fila para assinar suas cartas de demissão. O gerente estava possesso. Ele não havia entrado no bolão, já que não se misturava com o pessoalzinho do telemarketing. E mais que isto, estava perdendo 29 funcionários treinados que estavam “andando” para o aviso prévio com uma felicidade insuportável. Quando o último dos macacos assinou a lista, John ouviu em sua cabeça a trilha sonora daquele filme do parente distante, o tal de Kubrick. Era a segunda passagem.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>A terceira se iniciou logo a seguir e foi a sensação de estar flutuando, sem gravidade alguma lhe pesando os ombros. Tirando da meia um papel amassado, calmamente John foi se levantando “Engano de vocês. Eu ganhei. Sozinho.”<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>A anti-gravidade durou algo próximo de um minuto. Um silêncio espacial. E o piedoso John Norman explicou sua afirmação com frieza “Eu disse ao Juarez que não iria entrar no bolão e ele então me pediu para fazer o jogo já que ia sair com a Carmem, não é Toni?” disse piscando para o marido da infeliz “Não se preocupe não “Jura”’ deu ênfase no apelido, “o Toni sabia de tudo tinha um detetive atrás de vocês. O fato é que na lotérica eu mudei de idéia. E fiz meu jogo em separado. Substitui uma combinação que me agradava no bolão pelo meu jogo perdedor. E foi esta a combinação sorteada. Uau, que sorte a minha!”<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Os gritos de “canalha”, “Filho da puta”, “bastardo” <span> </span>e as ameaças de morte não tiveram efeito em seu estado de glória. John tinha dado o golpe perfeito, e os mais inteligentes daquele grupo sabiam que nada poderia ser feito. O gerente exultava. John pensou ter visto ele molhar as calças com a promessa de poder re-humilhar a gentalha.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>Flutuando, John foi até a lotérica e se confirmou como o único vencedor do maior prêmio já pago pela loteria. Esperou algum tempo antes de retirar o dinheiro. Foi viajar, levar a mulher para gastar em jogatina e se embebedar com vinho caro. Aproveitava os porres da esposa para dar umas escapadas mas voltava sempre antes do amanhecer e acordava-a ele mesmo bebendo vinho em suas coxas.<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt"><span> </span>E hoje, apenas hoje começa a vida de John Norman, o primeiro brasileiro negro a ir para o espaço.<o:p></o:p></span></em></p>
<p><em> </em></p>
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