Apr

13

Conto de Demon: The Fallen – Lúcifer x Belphigor

Escarrado por reyjr

A segunda parte do Conto que narra o retorno de Lúcifer no Time of Judgement. Muito Bom!

A espada se choca com a lança e eu sei que a próxima parte vai doer. Já está doendo. Tudo dói.
Belphigor é forte – não tão forte como antes da queda, mas mais forte do que quando saiu do Abismo. Se ele disser a qualquer um que não consumiu seus companheiros caídos, ele é um mentiroso.
Seja o que ele diga a qualquer um, ele é um mentiroso.
Nos chocamos corpo a corpo e eu o empurrei de volta, mas eu não posso me esconder como aquela vez. É o meu ombro, meu peito, do lado direito onde meu coração estaria se eu tivesse um. O buraco que o fantoche do Bright Shining (Hunter) me fez a dois meses atrás, ainda continua aqui e deixa meu braço esquerdo fraco. A asa esquerda também.
Belphigor está medindo minha capacidade agora. Ele está se mantendo para trás. Eu sei que está. Ele sabe que eu sei e agora vai fazer seu movimento.
Minha lança tem alcance eu confio nela, mas é pesada e ele planejou por isso. Ele é superior no vôo agora. Ele voa para cima, fora do meu alcance. Eu fiquei no chão, esperando. Ele olhou para mim a baixo. Ele deve adorar isso.
“Se você é a real Estrela da Manhã,” ele urrou, “ Será uma grande honra derrotá-lo – ser o primeiro a fazer isso. E se você é um farsante… será ótimo também.”
Isso gerou risadas dos Faustianos reunidos, que estavam assistindo de um lado. Os Luciferanos, do outro, olharam furiosos para eles, mas ambos continuaram em posição. Realmente não muitos das facções queriam ir um contra o outro, principalmente depois que Duques como Vodantu estavam livres e Earthbounds como Abbandon abertamente solicitaram adoração dos homens. Eles estão ansiosos para ver a luta… tão distantes. Cada lado ainda espera que um campeão vença.
Estamos lutando no Grande Canyon. Eu estou no fundo, olhando para uma faixa azul do céu acima. Belphigor está ao nível da terra acima, em postura. Ele dobra suas asas e mergulha como um meteoro.
Tento atacá-lo, um golpe, e ele se vira para o lado – a esquiva perfeita. Me senti desguarnecido e então a espada nas minhas costas, perfurando-me, e então, eu morri.
Quando voltei, Nazathor estava escorregando pela parede do Canyon, deixando um rastro de sangue e plumas brancas. Outro Luciferano mostrou suas asas e pulou também. Me vingando? Não, tentando proteger ela. É o Star Thorn, enamorado de Nazathor. Ele fomenta sonhos de salvá-la, para ganhar seu amor, seduzindo ela para roubá-la de mim. Queria que ele pudesse.
Eu queria deixar Belphigor matar ambos, mas não seria uma boa política. Não posso ser o diabo que deixa seu povo morrer. Preciso mostrar a eles que sou forte o bastante – não apenas forte o bastante para vencer, mas vencer sem acidentes.
Mas espero Belphigor acertar Star Thorn uma vez antes de me levantar novamente.
“É o melhor que você pode fazer?”
Ele se vira quando me ouve e sua expressão é apropriada. Demônios não voltam desse jeito. Eu volto.
“Eu matei você!”
Predicado. “Você matou. E isso é tudo?” Avancei. Ele tinha minha lança em uma mão, sua espada em outra e tentava me intimidar.
“Eu nunca fui mandado para o Abismo, Belphigor. Eu nunca estive desligado da Terra. O Abismo não me puxa e eu não posso morrer. Este é meu reino e eu sou o Lorde!”
Se ele ajoelhasse, eu pegaria os Faustianos. Mas ele não ajoelhou.
Primeiro ele atirou a lança para me distrair, mas eu a peguei facilmente. Então ele invocou o fogo, envolvendo-se em chamas perto de uma intensidade nuclear. Não vai ajudar, mas ele não pode pensar em mais nada para fazer.
Ele foi inteligente durante a guerra.
“Me lembro de grande parte do seu nome, Belphigor, e sua intensidade acesa foi o suficiente para me mostrar suas mudanças.”
Falei e seu próprio fogo o consumiu.
Vou pegar os Faustianos de qualquer maneira.
“Alguém mais quer contestar que eu sou Lúcifer, a Estrela da Manhã, seu soberano absoluto?”
Ninguém contestou.

Apr

11

Conto de Demon: The Fallen – Lucifer x Crusader 17

Escarrado por Reyozo

Retirei este texto da comunidade “Demon: The Fallen BR”. Na época do “Time of Judgement”, final da linha World of Darkness, a linha Demon:The Fallen estava no auge. Infelizmente ela foi encerrada mas abaixo vocês verão porque eu considero Demon um dos melhores títulos da linha Storyteller.

“Bem já fazia um bom tempo que Wendell (Crusader17) estava seguindo Lúcifer. Lúcifer já tinha percebido que algum Bright Shiner estava em sua cola, achei legal a frase que ele usou para definir os Hunters: “Bright Shiners – um dos defensores da humanidade nos últimos dias. Ou se você preferir, é a última tentativa desesperada Do cosmos limpar o lugar antes que sua Mãe retorne pra casa e veja todas as cervejas e tocos de cigarros no quintal.”
Lúcifer então sendo seguido levou Wendell para uma área mais desabitada. Wendell tinha uma arma em suas mãos(Smith & Wesson) parou o carro e desceu.
-Olá Wendell! Você não precisa disso. Vamos conversar algumas coisas.
-Vá para onde eu possa vê-lo.
Eu calculei o risco, mas o que ele faria? Me mataria? O pior que ele pode fazer é me atrasar, provavelmente nem isso.
-Você sabe quem eu sou Wendell?
-Os Pastores estão incertos sobre você.
Pastores, ótimo nome. Esse rapaz certamente parece com uma ovelha. Me pergunto quem são eles? Se eu tivesse tempo suficiente eu poderia provavelmente descobrir seus Nomes. Mas Wendell não me dará muito tempo. Tampouco Azrael ou outros Earthbounds.
-Eu não acho que você está aberto para um caminho alternativo. Mas seja o que for que eles tenham lhe dado, aposto que posso fazer melhor.
-Você não pode me tentar.
-Você tem certeza? Fazer a coisa certa pela razão errada sempre foi tão popular.
-A vontade deles é minha vontade.
Quando ele disse isso – exatamente, honestamente, presunçosamente – Eu percebi que ele estava dizendo a verdade e isso me chocou. Aqueles bastardos realmente fizeram. Eles pegaram o ser humano e o santificaram até ele ser apenas uma marionete. Eles orquestram e ele trabalha enquanto eles aplaudem em volta desse mundo em chamas.
-O Todo Poderoso nunca irá perdoar o ato de tomar sua alma. Se você pensa que Ele está do seu lado, você está cometendo um terrível engano.
-Eles não tiraram nada de mim, eu entreguei.
-Você entregou sua vontade? Sua liberdade? Como você pôde fazer essa barganha?
-O que mais eu teria? O que mais seria importante para sacrificar para Deus?
-Deus não quer que você seja um escravo!
-Deus me quer para ser virtuoso e nada mais.
Este homem zomba de tudo que eu luto e eu não vou tolerar mais um segundo se quer. Eu invoquei minha lança quando ele disparou. Talvez me senti um babaca, porque eu esperava uma bala. Eu posso desviar de balas. Mas o que ele disparou foi luz, e luz se move mais rápido do que eu. Arremesei minha arma em sua garganta. Seu tiro me acertou no ombro direito. Foi um raio de pureza e eu senti. Prazer. Isso passou por mim, o aquecimento do venerado amor, o primeiro movimento do universo, a energia nutritiva do Mais Santo. Fui lavado em êxtase. Experimentei a vontade de Deus e percebi que Ela irá me perdoar, até mesmo eu, se apenas eu me arrepender.
Nunca fui tão insultado em toda minha vida.”

Em seguida postarei o combate de Lúcifer contra Belphigor. Vale a pena.

Aug

21

Erros críticos

Escarrado por kareen_dulak

por Kareen Dulak

Pois bem, seguem alguns deles:

 Aventura: Alien X Predador

Sistema: Storyteller

O erro: estávamos tentando fugir desesperados de um bando de aliens, que tentavam entrar em nossa nave. Minha personagem, uma especialista em armamentos, resolveu montar ali mesmo uma bomba que servisse para afastar os aliens. O Narrador então pediu: “Role aí.”

Bem, foram cinco “1″ e NENHUM sucesso. O erro crítico mais crítico que eu já tive. A bomba, claro, deu sinais que iria explodir. Eu saltei para o lado, em busca de proteção e do resto do grupo, o personagem do Eduardo (que o Rey conhece), tentou, na trairagem, puxar um dos outros PCs para frente dele para tentar se proteger. Falhou, então, criticamente nessa tentativa e recebeu a explosão direto no peito. Resultado:  uma nave destruída, e um PC safado morto. A minha PC sobreviveu, já que era a única mulher do grupo e era, afinal, um jogo de Alien, em que a mulher tem que sobreviver. Heehehe.

 ****

Aventura: SOUL

Sistema: Storyteller

O erro: O grupo investigava um matador de carreira (termo cunhado por minha pessoa) e acabaram tendo um confronto com as autoridades corruptas em frente ao cemitério da cidade interiorana. Pouco antes, no hospital da cidade, onde um dos PCs estava acamado, por ter sido baleado durante uma busca em um casarão, o tal PC foi seqüestrado pelas mesmas autoridades corruptadas que pouco depois estariam trocando tiros com os outros PCs. O PC seqüestrado estava amordaçado e amarrado no banco traseiro do carro. Durante o tiroteio, o PC seqüestrado tentou fugir apenas para falhar miseravelmente (1º erro crítico). E os outros, vendo que a batata estava assando, decidiram fugir. Entraram no carro e daí um dos PCs teve uma idéia brilhante: usar o carro para dar uma trombada no carro das autoridades corruptas para impedir que esses os seguissem e ainda os machucariam já que usavam o carro como escudo. E lá foram eles, enfiando a traseira do carro no outro.

Milagrosamente, o PC seqüestrado conseguiu sobreviver. Só que um dos vilões também. Daí veio o outro teste: “Veja aí se você passa despercebido do cara, já que ele parece confuso e está indo embora cambaleando.”

Rolagem de dados e claro: falha crítica.

Vem a setença: “O cara ouve você e lembra do que veio fazer aqui. Então pega a escopeta e lhe dá um tiro no peito.”

Nesta eu era o Narrador.  O esporte é bruto, como dizem.

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Feb

8

Os Caçadores Caçados: A Ordem dos Cavaleiros de São Jorge

Escarrado por reyjr

Por Rey Jr

Eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam.
E nem mesmo um pensamento eles possam ter
para me fazerem mal

Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar.

Pois eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge

São Jorge, rogai por nós.

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Diz a lenda que Jorge de Capadócia enfrentou e matou um dragão, em defesa de uma donzela. Conta-se que Jorge era um cavaleiro do Império Romano e foi degolado por Dioclécio por renegar falsos deuses em favor do Salvador. Seu martírio se deu em 23 de abril de 303.

Em 1348 Eduardo III fundou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Uma instituição militar cuja função era defender o Reino da Inglaterra. Antes, porém, São Jorge já era considerado o patrono das Cruzadas por Ricardo I.

E isto é tudo o que o mundo sabe até hoje sobre a Ordem. E como sempre acontece, existe mais. Muito mais.

História

Pergaminhos encontrados por expedicionários Templários davam conta da real história por trás da lenda de São Jorge e o Dragão, contada por pessoas ligadas a ele nos tempos de Cavaleiro.

Naquela época, havia na região de Lida (Onde hoje localiza-se Israel) um medo irracional de se andar após o pôr-do-sol. Relatos de desaparecimentos eram comuns e a guarda da cidade pouco podia fazer. Jorge havia acabado de entrar na cavalaria e rapidamente galgava posições na hierarquia. Era do conhecimento de todos que Satanás circulava pelas redondezas.

Em uma patrulha rotineira, Jorge deparou-se com a filha do Rei sendo atacada. Sem demora, avançou com sua montaria sobre o agressor. Também nesta época, Jorge ouvira histórias sobre Ieshua e como ele havia morrido para salvar todos os homens. Há muito, Jorge sonhava com estas histórias e sentia crescer a fé na Verdade. No momento do combate, porém a fé tomou conta dele por completo e uma nova visão se abriu ante seus olhos.

Jorge não se via lutando com um pálido homem que rugia desesperadamente, mas sim contra um dragão: pois era rápido como uma serpente, de pele dura como a de um lagarto, olhos vermelhos que iluminavam a noite, garras e presas afiadas como as do crocodilus. Jorge golpeava, mas sua espada resvalava na couraça dura do homem-dragão, sua lança não o perfurava nem o oponente mostrava sinais de cansaço. Já quando o dia ia raiando e a luta não parecia terminar, Jorge clamou pelo seu Salvador, pedindo em Seu nome para que Satanás fosse banido. Um raio de luz, vindo do horizonte, incidiu em sua lança e refletiu na criatura, destruindo-a de pronto.

Através de seu relato, afirmando que a luz da Santa Trindade destruíra o demônio, o rei da Lídia ordenou que todos se convertessem à fé de Jorge.

Após a morte de Jorge, pelo Imperador Dioclécio, seus amigos de companhia passaram a propagar também a fé do mártir, colocando em papiro sua história. Segundo os pergaminhos perdidos de Jorge da Capadócia, seus seguidores passaram a ser caçados por Dragões e provavelmente todos foram mortos. Temendo que os relatos sobre o primeiro caçador de dragões fossem destruídos, os pergaminhos foram ocultados em local sagrado, só reaparecendo mil anos mais tarde.

Já na Idade Média, com o advento da Santa Inquisição, o líder da Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, criada pelo Rei da Inglaterra, decidiu desvincular-se do governo inglês e associar-se à Igreja Católica, afim de caçar os vampiros que a Alta Cúpula Inquisidora dizia existir. Tornaram-se então um braço da inquisição com a função específica de caçar e destruir vampiros – que insistiam em chamar de Dragões – como uma forma de vingar o desaparecimento dos primeiros seguidores de São Jorge pelas mãos dos vampiros.

Condições Atuais

Hoje em dia a Ordem modernizou-se, tornou-se secreta e poderosa. Para desvincularem seu nome da Inquisição, mudaram seu nome para “Ordem dos Paladinos Capadócios”. Seus membros invariavelmente são jovens religiosos, padres recém formados que se destacam pelo ímpeto e pela chama que queima em seus olhos. Como dizem os irmãos da ordem: “Um Paladino não é escolhido. Um Paladino nasce”.

Apesar de ter cunho religioso, a Ordem é mantida em segredo e poucas pessoas dentro da Igreja acreditam em sua existência. Seus métodos de caça não são tão supersticiosos como no início, mas ainda assim existem muitas coisas que os Paladinos não entendem sobre os Membros. No entanto, a fé verdadeira é sua arma principal e os Paladinos a sabem usar com eficiência.

Após serem identificados como possíveis candidatos para ingressar na Ordem, os padres geralmente são transferidos para lugares inóspitos; e lá, sem se darem conta, passam por testes de fé, de coragem e persistência. Se falharem, estes padres nunca saberão que um dia foram cogitados para a Ordem. Porém, se forem aprovados, os Cavaleiros convocam o padre para uma sabatina e o convidam para fazer parte de suas fileiras.

Os Paladinos são mantidos pela Sede em Israel e por qualquer espólio que possam adquirir em seu combate aos dragões. Não é raro que os Paladinos se apoderem de casarões e obras de arte que pertenciam a Membros. Porém todo o espólio é de propriedade da Ordem, nunca particular.

A Sede localiza-se na igreja de São Jorge em Lídia, parte central de Israel e é lá onde encontram-se os seus restos mortais. Ela é mantida pelas doações feitas á igreja e e pela Diocese de Israel, cujo Bispo é coincidentemente o líder dos Paladinos da Capadócia.

Motivações

As motivações dos Paladinos são óbvias. Segundo eles, os Dragões são manifestações de Satanás na Terra e devem ser destruídos à primeira vista.

É constantemente salientado pela cúpula da Ordem que mesmo que pareçam humanos e clamem por suas vidas, um dragão é cria de Satã e deve voltar para as profundas. Se não o fossem, não temeriam a fé e a Lança de São Jorge. Mesmo quando algum Membro se diz arrependido por seus pecados, a atitude mais clemente é uma morte rápida e indolor.

Métodos

O Método Religioso é o mais utilizado e um verdadeiro Paladino é possuidor de Fé Verdadeira. Aqueles que demonstram não terem fé suficiente são desligados da Ordem.

O Método de Armamento Pesado é largamente utilizado, pois a Ordem sabe da força de seus inimigos. Porém, com escrúpulos pois nenhum inocente deve perecer no processo de caça.

O Método Investigativo também tem seu espaço entre os Paladinos menos combativos e através deste método alguns tabus já caíram por terra, como a utilização de prata, água corrente e alho.

A forma de combater um vampiro geralmente é feita sob encomenda a partir da recomendação do campo investigativo da Ordem. No dia do ataque (sim, os Paladinos são inteligentes o bastante para evitarem um confronto direto quando podem) todas as instrução são passadas e é realizada uma missa no primeiro raiar do sol, hora em que São Jorge matou o Dragão.

Entre seus equipamentos geralmente encontram-se: Água Benta, Crucifixo, Besta ou Arco que usam para disparar flechas de madeira, Colete á Prova de Balas, Pistolas, Espada da Ordem entregue a eles na data da iniciação e a Lança de São Jorge para os mais condecorados.

A Lança de São Jorge mede 1,60m é feita de Prata – apesar dos Paladinos já saberem que o material não causa mais dano ao dragão – e benzida pelo próprio Líder da Ordem. Na prática é um símbolo de Status, mas vários vampiros já provaram o amargo sabor de uma lança abençoada.

O que os Paladinos sabem

Combatendo os vampiros efetivamente desde a Inquisição, foi possível aprender muito sobre estes seres. A Ordem não se importa se os Dragões tâm uma sociedade própria com divisões e sub-divisões. O que importa é que são perigosos e seus poderes sobrenaturais são muitos e variados.

Conhecem sua vulnerabilidade ao sol e a estacas, porém não consta nas diretrizes o medo e o fascínio que o fogo exerce sobre a Família. Para estes religiosos é difícil crer que o Diabo tem medo de fogo. Além do mais a Inquisição deixou legados que os Cavaleiros gostariam de apagar para sempre.

Magos, fadas, lobisomens, fantasmas e demônios? Nada disso importa para a Ordem, pois todos são classificados como Dragões, portanto farinha do mesmo saco. Não que os Paladinos tenham conhecimento o suficiente para diferenciar um Sátiro de um Vampiro, ou uma Magia de um Dom, para eles são apenas poderes diferentes de uma mesma raça.

Interpretando um Paladino Capadócio

Antes de tudo, um Paladino Capadócio é um membro da Igreja Católica. Sua fé é no Criador e no Santo Guerreiro pra interceder por eles. Além do Status e Hierarquia religiosas, quer sejam Pároco, Padre, Missionário, Frei, Bispo ou qualquer outra (desde que seja Católica) a Ordem possui sua própria Hierarquia e escala de Poder: Começando como Escudeiro, passando por Vigia depois tornando-se Cavaleiro e por fim Paladino propriamente dito, posto no qual ele recebe sua lança sagrada. Apesar de o título ser agraciado a poucos membros, em conjunto todos são Paladinos, uma vez que pertencem á Ordem. (Em termos de jogo, significa uma bolinha em casa Antecedente “Status”. A quinta bolinha apenas o Líder tem). As promoções são ofertadas por tempo de serviço e por demonstrações de bravura. Apenas o Líder da Ordem tem poder para concedê-las, seguindo as orientações de cada Diocese pelo mundo.

E finalmente, o que torna o Paladino Capadócio um guerreiro incomum é a sua fé. Todo Paladino tem Fé Verdadeira e sua fé baseia-se numa crença muito simples, cultivada por São Jorge desde sua conversão: Os Dez Mandamentos. Apenas mantendo sua conduta dentro destes mandamentos é que os Paladinos obtêm sua fé. A partir do momento em que abandonam esta conduta sua fé se esvai, mesmo que inconscientemente. Além disso, a busca pela Verdade requer penitências, abstinências e missões sagradas.

É necessário notar que não são os Dogmas da Igreja católica que definem a fé de um Paladino, porém ignorar os dogmas pode trazer problemas com o Vaticano. Uma vez exilado da igreja, o Paladino também é exilado da Ordem.

Os Dez Mandamentos são até hoje tema de muita controvérsia. Várias entidades o interpretam de forma diferente mas em suma o que todo Cavaleiro deve ter no coração é o seguinte:

1. Não terás outros deuses em desafio a Mim.
Os Cavaleiros são incentivados a não cultuar o dinheiro, a glória ou qualquer bem material.

2. Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus.
Na sociedade moderna é o que se diria “Se não tem nada importante a dizer, cultive o silêncio”.

3. Recorda-te do dia do Sábado para o santificar.
Sábado vem de Sétimo dia. No Sétimo dia da semana é proibida a atividade da Ordem a não ser para orar e contemplar.

4. Honra pai e mãe.
Pai e mãe neste caso são os ancestrais, que lutaram e morreram pela Ordem.

5. Não matarás.
Os dragões são excluídos deste mandamento, já que Satanás não morre, retorna para as profundas do inferno.

6. Não cometerás adultério.
Para algumas seitas católicas, e que também possuem representantes na Ordem, é permitido o casamento. Porém neste caso a traíção trata da Igreja e dos companheiros de combate.

7. Não roubarás.
Pura e simplesmente. E novamente, dos Dragões nada se rouba. Apenas retorna para a Igreja o que sempre foi Dele, pois tudo no mundo foi Ele quem fez.

8. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não mentir nos dias de hoje é o que torna o Paladino um guerreiro sagrado. Alguns defendem que este mandamento refere-se apenas a acusações infundadas.

9. Não cobiçarás a casa do teu próximo.
10. Não cobiçarás nada que pertença ao teu próximo

Nestas duas passagens enquadram-se tanto o plano material quanto o espiritual bem como os títulos e honrarias.

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Eu mesmo já joguei com um Paladino destes quando “criei” (frisem as aspas) a Ordem junto com meu Narrador e confesso que foi divertido. Eu tinha um companheiro de caça que tinha tendências alcoólatras em vinho de eucaristia. Parecia o frei Tuck. É bem difícil jogar sem poder contar nem uma mentirinha (Meu Narrador era carrasco) e sem causar danos ou baixas colaterais quando enfrentando um Brujah em frenesi. Espero que esta “Classe” de caçadores possa ajudar em algo no jogo de vocês. OU atrapalhar se estiverem jogando Vampiro: A Máscara.

E viva São Jorge, o santo Padroeiro dos Jogadores de RPG. (É verdade! Eu vi no Wikipédia!)

Jan

21

Meme das Resenhas – Demons: The Fallen

Escarrado por reyjr

Olha mais um MEME ( E eu adoraria saber o que significa este nome…)
Desta vez sobre resenhas.
Eu ia mesmo fazer uma resenha. E fui convidado pra este meme pelo Tsu.

Aceito de pronto e seguem as regras abaixo:

- Escrever uma resenha de um livro de RPG que está lendo ou já leu;
- A resenha pode ser escrita de qualquer maneira que convier ao escritor;
- No titulo do post, deve estar o nome do livro;
- Indicar o Meme para mais 2 (e somente 2) Blogs de RPG, ou que o dono jogue RPG (a comunidade não é tão grande assim, então não dá para cada um indicar mais do que isso)

O pessoal todo está participando e mandando ótimas resenhas, vai ser difícil equiparar.

Mas vamos iniciar pelo princípio….

No princípio haviam dois infinitos.
A infinita presença do Criador, que tudo era e o infinito do Vazio.
O Criador não tocava o Nada, pois isto o contaminaria, o transformaria. Paradoxalmente não há como transformar a perfeição, senão não seria perfeita. E assim fez-se a luz.
Os anjos do Senhor foram criados para delimitar o tudo e o nada. O que era e o que não era. Através dos anjos, o plano divino começou a ser executado.

As sete casas celestiais criaram o universo, de acordo com o plano, e cada uma executando sua função específica.
Ao final, todas as casas uniram-se e forneceram seu melhor para criar a maior obra de Deus: O Homem.
Ao criar o ser humano, os Elohim receberam duas ordens do Todo-Poderoso.

1. Ame-os como amam a mim mesmo.
2. Jamais revelem sua presença ao homem.

A primeira ordem era tão óbvia que chegava ao limite do impensável, para os anjos. Afinal os homens eram a obra de arte das casas celestiais. O motivo de todo o plano divino, a causa e a consequência de suas existências. Portanto, era impensável a qualquer anjo sentir outro sentimento que não o mais profundo amor.

A segunda ordem era a que causava estranheza. O homem era perfeito e com potencial de tornar-se um deus, pois nele havia a fagulha divina. Por que não podiam mostrar-lhes o seu potencial?
Esta duvida pairou por eras, enquanto o homem caminhava pelo Paraíso sem saber aproveitar seu potencial, como um animal não consegue admirar um arco-íris.

Mesmo assim os anjos protegiam sua obra-prima e olhavam por ela, quando houveram rumores de que um grande mal se abateria sobre a humanidade. Um grande debate ocorreu no meio celeste até que Lúcifer, o mais próximo a Deus decidiu que a melhor forma de proteger os humanos era fazer com que eles compreendessem seu potencial.
E esta foi a maçã. O conhecimento.

Por ter desobedecido uma ordem divina, os seguidores de Lúcifer (um terço dos anjos do Senhor) foram condenados ao abismo. O nada absoluto.
Por incontáveis eras os anjos lá permaneceram e a ausência de tudo, do contato com os humanos – que acabaram por esquecer aqueles que sacrificaram tudo por eles – os transformou. O nada absoluto transformou os anjos em demônios.

Mas uma grande tormenta causou fissuras no abismo e agora alguns demonios voltaram ao mundo. Alguns procurando fazer as pazes com o Criador, outros querendo destruir a criação, alguns outros querendo ainda elevar os humanos á divindade pra qual foram criados e a maioria apenas querendo seguir suas vidas.

Este, basicamente é o cenário de Demons: The Fallen. Criaturas de glória que foram punidos por tentar fazer aquilo que achavam certo.

Este é um dos cenários mais complexos de Storyteller, em minha opinião, pois pela primeira vez a White Wolf abordou diretamente a temática Judaico-Cristã.

É um tema controverso mas o conteúdo não é herético, nem tenta desmoralizar a igreja ou as religiões. É um tema que diz basicamente: As coisas não são pretas e brancas. Existem muitos tons de cinza por aí.
Os Sebettu (como são chamados coletivamente os Demons) são uma raça em eterna luta contra eles próprios. Alguns se acham injustiçados, outros buscam a antiga glória e todos querem se livrar do Abismo.
Misture a isto o fato de que para permanecer na Terra, os Demons precisam de um hospedeiro humano. Um cuja vontade esteja tão fraca, sua ligação á vida esteja tão vulnerável que permita uma possessão sem esforço. A partir daí a antiga vida se perde, vai para o mundo espiritual ou sabe-se lá para onde, mas as memórias permanecem. A ligação entre o demon e seu hospedeiro é tão forte que as memórias deste tornam-se as memórias daquele. Assim, mesmo que não queira a coisa que mais define um “demônio” na terra é Ser Humano. Agora ele tem as vontades, anseios, medos e objetivos do hospedeiro juntamente com os seus, isto quando não se esquece de seus próprios anseios e objetivos na transferência de um mundo de “nada” para um mundo repleto como o de uma vida humana.

O poder e a política “infernal” ainda existem, mas um Sebettu nunca consegue “desligar” seu lado humano e mesmo o Anjo da Morte pode se apiedar de um inimigo, agora.

Além de escolher uma dentre as sete casas – e dentre os três “Lores” (Como disciplinas, ou Esferas) de uma casa, escolher o seu Lore Primário- o jogador também escolhe uma entre as cinco orientações “políticas” de seu fallen: Luciferian (Nós servimos aos homens), Ravener (Destruição de toda a existência), Faustian (Os homens nos servem), Cryptics (Pensar antes, agir depois) e Reconciler (Arrependei-vos e Ele os perdoará!). Isto torna o jogo bem diplomático e político, o que é ótimo para o Roleplay.
Os antagonistas dos Fallen muitas vezes são outros Fallen. O livro é contido nele mesmo, ou seja, pouquíssima coisa ou quase nada é dito sobre vampiros, lobisomens, múmias, wraiths, etc (Apesar de sabermos que o Maelstrom que rachou o inferno ter sido causado pela morte de Ravnos, isto não é dito neste livro). É como se os Fallen não se importassem ou como se fosse um ‘Mundo das Trevas’ onde estas criaturas tem importância irrelevante. Afinal de contas confrontar seres que podem causar terremotos e dilúvios já é problema o suficiente (Gaia? Tríade? Elas ainda estavam nas fraldas e eu já havia criado 3 milhões de planetas!). Porém existem demônios que escaparam do abismo não agora, mas há muitos anos antes, invocados por demonologistas, satanistas e afins através de complicados rituais. Estes seres estão há tanto tempo na Terra e já acumularam tanto poder que já não habitam mais corpos e sim estruturas mais resistentes que não esfacelem diante de tanto poder. Eles são chamados de Earthbounds, não se locomovem por meios próprios mas sua influência pode se extender a milhares de seguidores e sim, estes são os caras maus. Em sua maioria, os Earthbounds querem poder, corrupção e destruição. Lutar contra os Earthbounds é como lutar contra deuses cujos adoradores se sacrificam sem questionamento.

Enfim, esta resenha não foi tanto sobre o livro em si. Foi mais sobre o cenário que é imperdível. Você vai aprender muito com Demons: The Fallen. Conquistas, perdas, as centenas de lados de uma mesma moeda e a busca pela redenção. Uma coisa você NÃO irá aprender, entretanto é julgar um livro pela capa ou uma pessoa (mesmo que seja um anjo) por uma escolha mal feita.

O livro foi traduzido em 2007 pela Devir, mas eu ainda não tive curiosidade de ver (não sou masoquista!).
Para continuar o Meme eu escolho o Sapo do Dados Sujos (Vai Bulbassaur!!!)

E o Rocha a Ana da Matilha ! (Você não foi escolhida ainda né, Ana?)