HAHAHAHAHAHAHA Porra, eu descobri o que aconteceu. Filhos da Mãe!
Deixa eu explicar antes de tudo. To com um laptop trancado no porão de um posto de gasolina. Isso mesmo daqui a pouco essa M*** solta uma faísca e eu saio voando. Mas pra rua eu não volto NEM NA BALA!
Deixa eu principiar pelo principio que só escrever vai me deixar um pouco mais sussa.
Eu voltei de viagem das Serras Gaúchas terça-feira. Até então eu não tinha percebido nada, mas agora as coisas começaram a se encaixar.
Quando eu estava embarcando para voltar pra SP, lá em Porto Alegre – na Segunda-feira – a maioria dos voos estavam sendo cancelados e/ou atrasados. O meu voo já estava em solo e embarquei sem problemas.
Ao entrar eu vi que os comissários de bordo estava escoltando uma garota de uns 13 anos e sua mãe para fora do avião, dizendo que ela (a garota) estava com suspeita de rubéola e não poderia voar. Até ae, pra mim, dane-se eu tomei a vacina, se ela não tomou foi culpa da mãe. Se F*** ae!
O voo seguiu um curso via “litoral” pois o mar ficou á vista todo o trajeto. Porém ao passar por Santa Catarina, o piloto abriu contato com os passageiros dizendo algo do tipo “Senhores passageiros sabemos que a empresa aerea é uma escolha do cliente, obrigado por nos escolherem …blablablas corporativos… Estamos sobrevoando Santa Catarina e parece que há um grande foco de incêndio em alguma cidade do Vale do Itajaí (Na hora eu me lembrei do Marlon) mas não temos maiores notícias. Entro em contato assim que as tiver. Obrigado.”
Fiquei meio cabreiro, afinal havia chovido legal no RS e por incrível que pareça, a chuva as vezes causa incêndio. Os catarinenses devem ter contrariado muito São Pedro – comentei com a minha namorada, como sempre eu com uma piada idiota.
Chegamos em SP e rumamos para São José do Rio Preto. Paramos no Graal e ele estava completamente VAZIO. Não estava fechado. Estava vazio ! Fui tirar água do joelho e nem as carpas estavam naquele tanque, a água estava turva. No banheiro enquanto fazia o número um eu ouvi um gemido atrás de uma das portas. O gemido foi crescendo até se tornar um grito. Eu perguntei se estava tudo bem mas não houve resposta. Nesse momento minha paranóia RPGista entrou em ação e eu sai correndo, mandei todo mundo correr pro carro e obriguei meu cunhado a soltar o espetinho de frango grátis.
Chegamos em RP uma hora antes do previsto – Pé embaixo – e sem combustível. Na minha casa minha mãe estava desesperada porque não conseguia falar comigo e eu vi na TV que o foco de incêndio em SC já tinha se alastrado por várias cidades, São Paulo estava um Caos (Mas a marginal sempre foi um caos!) e muitas coisas estranhas estavam acontecendo em Brasília.
Disseram que um Avião caiu e que trouxe uma “infecção”. Corri para o PC pra saber notícias e falar com o pessoal dos blogs de RPG que sempre estão por dentro dessas coisas e li que Israel estava usando ataques biológicos. No meio da pesquisa eu descobri este documentário, que parece dar boas dicas.
Enquanto estava escrevendo um e-mail pra lista da blogosfera ouvi uma explosão muito forte lá em casa. Eu trabalho na rua da frente e só no trabalho tenho PC. Corri pra rua para ver o que tinha havido e os restos de um bujão de gás quase caiu em cima de mim. Minha casa tinha um buraco no teto e estava começando a pegar fogo. Entrei lá com um extintor que peguei no escritório mas a chama já tinha aumentado muito. De dentro da minha casa estava saindo gente carbonizada, correndo. Mas em casa só haviam 4 pessoas. Minha mãe, meu pai, minha namorada e a Márcia que trabalha com a gente. Uma das “pessoas” estava com a metade anterior da minha cadela na boca, e andava tranquilamente.
Nessa hora a minha ficha caiu como um míssel Israelense. Corri pro escritório, peguei um Laptor, água, lanterna, uma facão de podar da salinha de ferramentas e corri pra encontrar um local seguro. Encontrei este buraco. Vamos ver se eu saio. Eu duvido. A sede tá batendo e minha água tá no fim. MERDA.
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Este é minha participação (a última?) no Dia Z da blogosfera. Parece que bastante gente já foi infectada.
Eu quero saber o que aconteceu com meu amigo Edy, do Urina de Dragão e com o Fabiano do Vorpal
Que eles sejam abençoados com uma morte rápida e indolor.
REC é o título de um filme espanhol que está passando pelo Brasil e do qual já foi feito um remake americano com o título de “Quarentine”.
Para uma resenha sobre o filme de uma perspectiva cinematográfica eu recomendo que procure em outros sites, já que meu objetivo aqui é fazer uma resenha mais, digamos, pessoal, em particular sobre a perspectiva do filme.
Bem, o filme tem como foco um repórter e seu cameraman – o Pablo – que estão gravando uma reportagem sobre o dia-a-dia dos bombeiros de Barcelona. Evidente que não fica só nisso, ou seria algo que o Herzog faria. A central recebe uma chamada para socorrer uma mulher aparentemente histérica em certo prédio. E lá vão eles. Os bombeiros com a equipe da TV a tira-colo sobe até o apartamento da senhora que estava gritando e então… o filme começa, apropriadamente.
Não tem porque negar: é um filme de zumbis. Chame do que quiser: infectados, afligidos, doentes, febris, maculados, olhudos, sorridentes, come-tripas, rosnadores, desmortos, renascidos, tantos faz. São zumbis. O modus operandi é sempre similar: eu quero sua carne e vou mordê-la para obtê-la.
Então sabe-se que haverá correria, haverá gritos, sangue (ooooooze) e morte. E eventualmente alguns risos, porque zumbis zumbizando são divertidos – de ver de longe.
A perspectiva do filme é a do cinegrafista. No estilo de Bruxa de Blair e Cloverfield (que, soube, foi feito depois, mas como exemplo é mais conhecido do que REC). E há algo nesse tipo de filme que SEMPRE em incomoda: que não larguem a maldita da câmera para trás.
É simples realmente: câmeras pesam e são desajeitadas. Até as de mão incomodam se você tem que correr segurando uma, imagina as mais tradicionais que são as de ombro. É tão crível uma pessoa carregando ferrenhamente a câmera em momentos de absoluta tensão e horror só com a desculpa de “registrar para a posteridade” quanto se houvesse alguém que insiste ferrenhamente em carregar um saco de 5Kg de arroz em momentos de absoluta tensão e horror, pensando que futuramente terá fome. No momento que eu estivesse subindo correndo uma escadaria, com zumbis no meu encalço, não daria outra: é levantar o trambolho e jogar na cabeça do desgraçado que vem atrás.
A única explicação razoável para mantê-la a mão seria para utilizá-la como lanterna. Só que então tudo teria de estar no escuro e daí a perspectiva do filme muda. Outra opção seria a do sistema interno de vigilância, como num mercado, ou num cassino; só que, então, não teria como fazer as cenas de “Cena 167: Zumbi vem na direção do ator babando. Sonora: Gritos e rosnados. Diálogo: ‘Meu Deus! Ahhhhh.’” Ficaria naquela perspectiva de Deus: você vê a cena toda, vê o zumbi se aproximando e quer gritar: olhe para trás, seu burro! Tem a sua atração e é possível fazer um filme assim.
Outra opção: a câmera embutida. Não é algo que a pessoa envolvida esteja controlando. Ela apenas está ali: enfiada num capacete, numa lapela, etc. Quem controla é alguma equipe longe, o que possibilitaria zooms e outros usos de recursos da câmera. Então nós seríamos a audiência da audiência (da equipe que controla a câmera, seja de TV, seja a polícia).
Em todo caso, apesar desse pesar, é um ótimo filme. A cena final é particularmente boa, até porque ali a câmera tem todo sentido de ser usada como um objeto precioso.
Recomendado. E algo me diz que o remake ficará aquém do original.
Que os zumbis estão entre nós não há discussão. Bem, não há discussão entre aqueles que sabem de algo mais que a massa ignorante que, afinal, como massa, será devorada pelos zumbis antes mesmo de irem ao forno. Aqueles que vêem os sinais, que entendem o que eles significam e, principalmente, que se preparam para lutar contra a corja de mortos-vivos, esses serão os que herdarão a terra. Mas, claro, terão que estourar muitas cabeças de necrófilos antes disso acontecer. E essa é a dica número 1: Mire na cabeça. A dica número 2 é: Não erre. A dica número 3 normalmente ocorre entre gritos desesperados e pedidos lamentosos ao Deus particular de cada um, e ela é: Fuja, se conseguir.
Marx Brooks – filho de Mel Brooks e matador profissional de necrófilos – descreve, em seu Guia de Sobreviência aos Zumbis, como reconhecer os sinais da ameaça zumbi, como se preparar para ela, como fugir dela se necessário e como sobreviver ao holocausto zumbi que, ao que tudo indica, inevitavelmente acontecerá.
No Guia estão dispostas lado a lado as melhores armas, ferramentas, veículos e construções para usar contra os zumbis ou em situações correlatas (como, por exemplo, fugir desesperadamente de uma cidade entupida de mortos-vivos e carros atulhando as ruas). Há recomendações – que devem ser levadas muito a sério – para que cada um transforme seu corpo em uma arma e uma ferramenta atlética bem oleada. Indica como formar um bom grupo para agüentar os anos de privação e perigo constante, bem como em que local construir uma fortaleza apropriada para tais anos. Fala também como os zumbis surgem (graças ao vírus Solanum) e de como retomar paulatinamente a Terra através de formações procurar-e-destruir.
É um Guia de SOBREVIVÊNCIA. Quem quiser morrer que ignore-o e vire pasto para zumbis famintos. Porque os zumbis não virão. Eles, como dito, já estão entre nós.
Leitura essencial.
por Kareen Dulak, Natureza: Sobrevivente, Comportamento: Safado